Review – Alpha Protocol

Alpha Protocol

Publicado por: SEGA
Desenvolvido por: Obsidian Entertainment
Genero: RPG / Ação
Número de jogadores: 1
Plataformas: PC, XBOX360, PS3

Fala bando de chibungos! Continuando a série de reviews de jogos que zerei nas férias… (fala sério, se eu soubesse que ia dar tanto trabalho, nem tinha começado!) com vocês, Alpha Protocol!
AP é o primeiro jogo “stand alone” da Obsidian Entertainment, desenvolvedora que é conhecida por ficar com a responsa de fazer seqüências para os jogos da já fodassaralha BioWare (Neverwinter Nights, Knights of the Old Republic) e em breve o novíssimo Fallout New Vegas, continuação do foda bagarai Fallout 3.
As continuações da Obsidian costumam ser muito boas, não devendo em muito para as originais (pessoalmente, achei NwN2 melhor que o 1). Mas será que a filha pródiga Obsidian teve cacife pra fazer um jogo sozinha, sem estar encostada no sucesso ou no nome de peso de um jogo anterior? Será? Será? Será?
Alpha Protocol Picture
“Todo super agente tem que usar óculos Ambervision. Fato.”
Caras, o principal motivo de estar fazendo este review é justamente por achar que AP foi um jogo extremamente injustiçado, tanto nas críticas como nas vendas. Comentarei mais a respeito no veredito final.
AP coloca você na pela de Michael Thorton, um mega badass módafócka agente secreto. Michael é “contratado” à força por uma Agência secreta do governo chamada Alpha Protocol, que, resumindo serve pra fazer todas as operações debaixo do pano. Tá, quando vi isso nos primeiros 10-15 minutos de jogo, pensei “Que merda é essa? Isso é um jogo ou uma porra de clichê roubado de um filme ruim do Steven Seagal?”. Mas fui um homem de fé e continuei insistindo, dando mais uma chance ao jogo, principalmente porque havia gostado muito da mecânica do jogo.
Alpha Protocol Screenshot
“Gostou? Aprendi com o Lindomar!”
O que aconteceram nas horas seguintes de jogatina foram reviravoltas, conspirações, traicões, saídas nada ortodoxas que me deixaram preso na cadeira sempre com um gostinho de quero mais! Não consegui parar de jogar até acabá-lo! O jogo leva em torno de 12 a 13 horas pra ser terminado, e eu zerei em um final de semana, para imaginar o tanto que fiquei viciado!
A mecânica de evolução do personagem é muito boa, bem como as opções de diálogo e o desenvolvimento da história do jogo e dos relacionamentos a partir delas (apesar de ambos serem um plágio descarado de Mass Effect).
Alpha Protocol Picture
“Ei!! Já vi isto antes!!”

Alpha Protocol Screenshot
“E isto também!”

Mas o jogo não é perfeito, longe disso. Tiroteios meia-boca e lutas contra inimigos e chefes dignas do saudoso nintendinho permeiam a partida. Aliás, o gráfico também deixa a desejar em várias partes do jogo e fica aquela sensação de que você está jogando um jogo da geração passada.

Alpha Protocol Screenshot
“Freeze Módafócka!”

Outro ponto positivo é a possibilidade de você poder bimbar com todas, isso mesmo, TODAS as personagens do sexo feminino (bom, exceto a Sis), diferente de jogos com Neverwinter ou Mass Effect que você tinha que optar por uma! Então vc pode exercitar seu papel de garanhão no mundo virtual, já que na vida real você é um nerds seboso que não pega ninguém. Uia!! O_O Você vai poder sentir-se o próprio James Bond pegadô!

Alpha Protocol Screenshot
“Você passa o peru todas no jogo se quiser. Menos esta. Tira o olho que ela é de menor.”

Com suas qualidades e defeitos, posso afirmar que Alpha Protocol foi o melhor dos jogos que joguei durante as férias (adiantando, já que ainda não fiz os outros reviews) e uma agradável surpresa. Palmas para a Obsidian em seu jogo de estréia. Espero que as críticas não impeçam de lançarem outros jogos como este, já com o devido refinamento. Aliás, crítica esta que na minha humilde opinião, está cada vez mais tendenciosa e se vendendo para o maior comprador.

Nota 8. Cuia de ouro pra ele! Yay!!