Review – Dante’s Inferno

Seguinte sagüizada! Estava sem idéia do que postar nessa nhaca, então resolvi fazer como todo bom nerds e postar algumas mini-reviews de vídeo-juegos. Eu estava de férias até semana passada, e pobre de férias é uma desgraça. Como não tinha dinheiro pra viajar nem até Piraquara, tive que ficar em casa acompanhado do meu bom e velho Xbox 360. Pelo menos consegui botar a jogatina em dia. Então, vamos lá?
Dante’s Inferno
Publicado por: Electronic Arts
Desenvolvido por: Visceral Games
Genero: Ação
Número de jogadores: 1
Plataformas: XBOX360, PS3

Dante’s Inferno foi um dos jogos “blasfemos” que foram lançados na leva do meio do ano, junto com Darksiders e Bayonetta, todos com visões religiosas nada ortodoxas. Foi o último dos 3 citados que eu joguei – e zerei, e, na minha modesta opinião, o mais fraco dos 3 (embora isto não implique, em hipótese alguma, que seja um jogo ruim – muito pelo contrário)

Dante's Inferno (Divine Edition) Screenshot
“Luke, I’m your father”

Baseado livremente na primeira parte da Divina Comédia adaptado para uma geração massaveística, Dante é um clone religioso de God of War.

A história, resumidamente falando, coloca você na pele de um cruzado chamado Dante (dup!), que após aprontar 1001 confusões na terra santa em ritmo de azaração total volta para os braços de sua amada Beatrice, só para descobrir que ela mórreu e seu espírito está sendo levado pro quinto dos infernos (literalmente) pelo Tinhoso em pessoa. Aí cabe ao heróico e galante (ou nem tanto) Dante viajar até o inferno (dup!) e resgatar sua cocota.

Remendadas por fiapos de histórias estão fases repletas de ação no melhor estilo hack’n’slash com alguns dos monstros mais bizarros que eu já vi, desde fetos com lâminas no lugar dos braços até mulheres gigantes com línguas nos mamilos.

“Opa! Eu acho que vi um peitinho! Ou é uma língua?!”

Com violência gratuita quase ininterrupta, um personagem badass e peitinhos pulando a torto e direito a cada 5 minutos de jogatina, tinha tudo para ser o jogo do ano, correto? Errado!

O maior defeito de Dante’s Inferno é sua longevidade. Aproximadamente seis horas de jogo é um tanto curto até mesmo para este tipo de jogo. Podiam elaborar um pouco mais a história, fazer com que você se identificasse mais com os personagens, ou até mesmo explorar a exploração (ahn ahn? Sacaram?) O jogo é extremamente linear. Apesar dos cenários parecerem imensos, tudo se resume em caminhar de A até B com alguns – poucos – segredos espalhados por aí.

TGS 09: Dante's Inferno Hands-On Lust Stage Preview
“Opa! Atacar assim é covardia!”

Outra crítica negativa é que parece que faltou refinamento. Tem horas que o jogo não convence muito graficamente, e os menus e opções na tela parecem um tanto desajeitados, o que deixa a impressão que Dante’s não é um produto 100% finalizado.

Pontos positivos vão para a evolução do personagem, sempre baseada no fato de você ter sido “bonzinho” ou “mauzinho” no Inferno. Destaque para a cruz do Dante, se evoluída corretamente vira a melhor arma do jogo. E cada vez que eu lançava uma cruz quase escorria uma lágrima, pois me lembrava muito do saudoso Castlevania.

Dante's Inferno (Divine Edition) Screenshot
“Arremesso de cruz: meu favorito!”

Vale apreciar também a cena da morte de Beatrice (por mais sádico que seja), lá pelo meio do jogo, uma das animações em CG mais bem feitas que eu vi nos últimos tempos.

Mas, de modo geral, Dante’s tem tudo para agradar aos fãs de jogos do estilo, não devendo, pelo menos não muito à outros do gênero (talvez só em horas-jogo). Ideal para quem gosta do gênero, e não tem tempo suficiente pra jogar aqueles jogos épicos de 60 horas (como este que vos fala). Quem espera mais “sustança”, entretanto, deve ficar com um Darksiders da vida.

Nota: 6. Cuia de bronze pra Dante e sua turminha!

Não perca o próximo review desta emocionante série, com Alpha Protocol!