Review – Operation: Endgame

Wohoo! Hoje orgulhosamente inauguro uma nova seção do CnC: Reviews de filmes! Enquanto o incompetente aqui não zera mais nenhum jogo pra discursar merda por aqui, fique sabendo o que há de melhor – ou não – no mundo da Sétima Arte! E a primeira vítima é…
O filme “Operation Endgame” centra-se em duas equipas rivais de assassinos do governo que trabalham numa instalação secreta subterrânea e usam nomes de códigos do Tarot.

Quando o novo contratado “O Tolo” (Anderson) se une ao grupo, descobre no seu primeiro dia que o chefe foi assassinado e que o escritório foi fechado e transformado numa bomba relógio.

Ele tem então de sobreviver aos seus ambiciosos colegas, encontrar o assassino e descobrir uma saída antes de o lugar ir pelos ares.


Caras, quando li a sinopse do filme, fiquei animado. Achei que fosse aqueles filmes de comédia-ação com várias pitadas de humor negro no melhor estilo Tarantino ou Guy Ritchie. Ou ao menos que fosse um filme no mínimo intrigante, por ser do Darko Studios, do fodasso Donnie Darko e do foda mas nem tanto Southland Tales.

Além de tudo, o filme conta com um elenco fodasso, como o Motley Lou do Hot Tube Time Machine, o gordinho barbudo do the Hangover e o eterno badass Módafocka Ving Rhames. Adicionando algumas cocotinhas que mostram no cartaz, tinha tudo pra ser um filmaço, não? Well…

Então, não vou dizer que seja um filme ruim, a premissa é muito boa mesmo, mas acho que faltou um pouco de recheio. Sou meio contra filmes desse gênero que querem se levar a sério demais, elaborando histórias mirabolantes pra fazer o espectador acreditar naquela farsa toda. Nesse sentido, Operation Endgame tem seu mérito, após algumas breves apresentações já vai direto ao assunto.

Mas essa que é a maior vantagem do filme também pode ser seu ponto fraco, quiseram enxugar a narrativa a tal ponto que ele peca pela falta e não pelo excesso. O filme é curtíssimo, até pela sua premissa básica (eles tem 1h30 para escapar antes da explosão), mas esse tempo não é suficiente para desenvolver os personagens, nem criar empatia com o público. Fica aquela eterna impressão de “Tá, ele morreu. E daí?”. O que é uma pena, pois Operation Endgame tem muitos personagens interessantes: um agente alcoólatra, uma tiazona ninfomaníaca, um chefe viciado em tele-sexo, e por aí vai.

De modo geral, Operation Endgame é um entretenimento honesto que vale uma conferida se você não tiver nada melhor pra fazer, como por exemplo assistir o filme pornô do Cumpádi Washinton ou passear na feira no domingo.

Mas a maior qualidade do filme é a presença da relativamente desconhecida e Cuti-Cuti profissional Odette Yustman (The Unborn, Cloverfield). Toda vez que ela pintava na telinha eu não prestava atenção em outra coisa. Até a Maggie Q que já é mais famosinha ficava completamente ofuscada por ela. Ô lá em casa só de meia!


Nota 5,5 (filme). Nota 10 pra moça.