Review – Halo: Reach

Depois do último post, resolvi fazer um review para subir o nível da bagaça! E o eleito da vez é ninguém mais ninguém menos que Halo: Reach, a última incursão da Bungie em sua (única) franquia de sucesso.
Halo sempre foi um jogo controverso. Primeiro por causa da eterna luta entre Sonystas e Caixistas pela supremacia dos consoles. E comentário padrão de proprietário padrão de PS3 sempre foi “Aquela bosta de Xbox 360 só tem Halo Fucking, Halo Party, Halo Soccer… PS3 que é bom porque tem o Gódi of Úar que é muito mais maneiro de bão!”. Segundo, porque, muito antes dessa guerrinha de consoles (tema que ganhará um post espescial aqui no CnC em breve), Halo já era um jogo ame-o ou deixe-o. Tinha uns fãs xiitas que idolatravam como se fosse um novo Star Wars, e o resto do mundo que simplesmente achava uma bosta.
Halo: Reach Screenshot
Por increça que parível, eu era da segunda facção, o que faz disto um review muito especial. Era, pretérito. Quando joguei Halo 1, achei uma pilha fumegante de bosta, mas relevei, pois joguei beeeem depois da sua geração e imaginei que ele realmente poderia ser bom, para sua época. Halo 2 passei batido. Algum tempo depois, já tinha meu Xiboca 360 e um colega fanboy da série me emprestou o Halo 3, falando que eu TINHA que jogar. Joguei e achei uma merda, os gráficos, controles e tudo mais. Não consegui nem evoluir a história pra saber se ia prestar porque não tive paciência. Com Halo 3 ODST foi a mesmíssima coisa. Eu simplesmente odiei todos, todos, TODOS os Halos que joguei até chegar neste. Até chegar neste. Se a Bungie em sua última investida na franquia conseguiu converter até um cético como eu, ela merece muitas palmas! E sabe que fiquei com uma extrema vontade de voltar aos jogos antigos e rever meus conceitos?!
Halo: Reach Screenshot
Bom, não sou otoridade em história de Halo, mas vou arranhar um resumo da historinha do jogo aqui pra situar vocês (e encher um pouco de linguiça):
O ano é 2XXX. A Terra ficou superpovoada o que fez com que os humanos procurassem colônias no espaço. Tudo muito lindo, muito bonito, até que aparece uma aliança de alienígenas (os Covenant) querendo tocar tudo pra foder e fazer espetinhos de seres humanos (tá, não era bem isso). Nessa tocada de terror geral, os ETs invadem a colônia humana no planeta Reach. E cabe aos badass módafockas da companhia Spartan Noble Team (tipo os Expendables do futuro) tocar o terror back e botar os alienígenas pra correr.
Tudo muito bonito, tudo muito legal, mas esse Halo se passa antes das histórias dos outros jogos. E nos outros jogos você já SABE que os humanos PERDERAM Reach. Então, você sabe que VAI DAR MERDA. Só não sabe QUANDO!
Halo: Reach Screenshot
Esse é o grande trunfo desse Halo para conquistar novos jogadores, ele é uma espécie de “Halo Begins”, uma prequel aos outros jogos, então fora uma referência aqui ou acolá à coisas dos outros jogos da série, que vai deliciar os fãs antigos, tanto novos como antigos jogadores podem aproveitar plenamente a história, afinal, todos são novos à este universo!
Você entra na pele de Noble 6 (ui!), um Spartan newba que acaba de entrar no lugar do antigo que mór-reu! (Spartans costumam ter vida curta). Mas no final das contas você é um rookie mas acaba virando mas badass módafócka que todos os demais da sua companhia. Tanto que até me equivoquei achando que o Noble 6 seria na verdade o Master Chief dos demais jogos da série, maaaaaaaaaaaaaaaaaaaas… não vou falar, nada de spoilers, porra!
Halo: Reach Screenshot
A Bungie conseguiu criar um jogo cinematográfico ao extremo, que faz você mergulhar no clima do jogo e sentir, que realmente, a humanidade está fudida e a merda vai bater no ventilador a qualquer minuto.
O Clímax do jogo, para mim, foi a fase de Nova Alexandria, uma cidade em Reach, que você pilota um helicóptero e vai pousando em prédios, hospitais e etc. à procura de sobreviventes. É o clímax basicamente por dois motivos: primeiro porque é quando você realmente tem o sentimento de que fodeu tudo, o gato subiu no telhado, a casa caiu, a merda bateu no ventilador, com prédios caindo na sua frente enquanto você pilota, prédios pegando fogo e tudo mais. Segundo, porque esta fase definitivamente é uma das mais belas que eu já vi em um vídeo-game. Desde os gráficos incríveis de prédios sendo destruídos na sua frente, passando por efeitos de iluminação impecável e trilha sonora perfeita. Confira um pedacinho (eu disse PEDACINHO) da fase no vídeo:

Eu falei na trilha sonora? Esse é um outro ponto forte do jogo. A trilha é fodassa, digna de deixar até John Williams com inveja. Todas as músicas do jogo me faziam imaginar Reach como um filme. Aliás, Halo: Reach respira cinema o tempo todo, é quase como um Call of Duty de ficção científica. Se outrora eu era completamente indiferente à uma adaptação cinematográfica de Halo, hoje torço para que ela realmente saia do papel.
Ah! Uma coisa que sempre me incomodou nos outros Halos foram os gráficos. Eu sempre achei os gráficos de Halo de regular pra ruins. Mas este não, com uma engine totalmente reformulada, está com gráficos fodassos de encher os olhos.
Halo: Reach Screenshot
Aliás, a jogabilidade também foi totalmente reformulada. Tiraram o dual-wield (portar duas armas ao mesmo tempo), que por sinal não faz falta nenhuma, e adicionaram algumas funcionalidades interessantes. Mas as melhores foram plagiadas de Duke Nukem 3D: O Holoduke e o Jetpack. O primeiro cria um holograma pra tapear os inimigos; o segundo é pra você dar uma avuadinha por aí! Esses novos recursos, aliados a campos de batalha gigantes te propiciam com várias maneiras de vencer os objetivos, dependendo da estratégia empregada. Por exemplo, em uma fase eu tinha que subir num prédio sitiado por Covenant e apertar um botão pra desligar não sei o que. Tentei umas duzentas vezes subir por meios convencionais, matando todos os ETs e tals mas sempre acabava morrendo na praia. Até que uma hora me enfezei, peguei um jetpack e uma bazuca de um defunto, fui voandinho de toldo em toldo do prédio, quando me aproximei da janela exprudi todos os covenants ali dentro com a bazuca, entrei voando pela janela e apertei o botão! Tcha-ran! E isso se aplica em vários momentos do jogo, você pode tanto aplicar estratégias Kill’em all ou simplesmente se esgueirar estrategicamente. A quantidade de armas, mantendo a tradição de Halo, é bem compreensiva. Você tem à sua disposição um vasto arsenal, tanto humano quanto alienígena à sua disposição, e cada arma com sua peculiaridade, tipo de mira, etc.
Os principais equipamentos de Reach: Jetpack e Holoduke!
O controle dos veículos também é sensacional! Ao pilotar uma nave espacial, helicópis ou mesmo algum buggy ou motoca no jogo, tem a impressão de que você realmente está jogando um simulador daquele veículo. Ponto positivo, pois nesses jogos geralmente os controles de veículos são feitos nas coxas e normalmente extremamente porcos e massantes.
Halo: Reach Screenshot
“Tá, tá, entendi! Você está dando a bunda pra esse jogo! Mas tudo são flores? Ele não tem pontos negativos?!” Ora meu caro mancebo! Mas é obóvio que nem tudo é flores! Reach tem alguns pontinhos negativos que gostaria de citar antes que me acusem de estar fazendo jabá pra Bungie. Primeiro de tudo, amostra grátis. O jogo é curto pra porra. O único Halo que me empolguei em jogar me deixou com gostinho de quero mais. Sete horinhas e olhe lá pra zerar a campanha… se bem que dizem que no multiplayer a vida útil do jogo aumenta. E MUITO. Segundo, é a IA burríssima de seus companheiros de equipe. Pilotando o jipe eles conseguem capotar nos lugares mais absurdos. Mesmo em tiroteios eles se comportam que nem doninhas no cio e mais te atrapalham do que ajudam. O que é uma pena, pois a IA dos inimigos é excelente, eles são organizados, te pegam pelos flancos e quando vai ver.. créu! Mór-reu! Não é à toa que Reach caiu desse jeito então, com seres humanos tapados como toupeiras desse jeito! Terceiramente, gostaria de alfinetar um pouco os gráficos, que apesar de muito bem feitos, quando os Spartans tiram as máscaras… MEDO. Definitivamente se teve uma parte que a Bungie não caprichou foi nas texturas e expressões faciais, eles parecem uns bonecões infláveis de vez em quando.
Halo: Reach Screenshot
E o final? Ah, o final… caras, sério… Reach foi um dos poucos jogos que me fez derramar uma lágrima em sua sequência final. O último que lembro ter conseguido essa façanha foi o Final Fantasy: Crisis Core. Vou postar o vídeo e você que se foda, é SPOILER, assista por sua conta e risco.

Repetindo o que já falei no começo da review, eu sempre fui um crítico ferrenho da série Halo, e se esse conseguiu me dobrar… conseguiria conquistar qualquer um que também seja meio avesso à série. Não é à toa que estão dizendo que este é o melhor desta trilogia de quatro jogos.
Nota 9,3 (Sim, é a nota mais alta que já dei para um game no CnC, merecidamente!)
Nunca pensei que fosse dar um trófeu Cocô de Ouro para um Halo, mas… voilá!