Review – Iron Maiden: The Final Frontier


Aê!!! Sessão nova no CnC! Reviews musicais! E para inaugurar essa sessão nada melhor que o novo álbum de estúdio da Donzela de Ferro, the Final Frontier! Na verdade, estava devendo este review aqui faz tempo já, mas estava com preguiça. Porém nesta sexta adquiri a edição especial (ou mission edition, como se entitula) resolvi aproveitar o embalo. Vocês acreditam que hoje em dia ainda existem pessoas que compram CD de casquinha? Eu mesmo fazia anos que não comprava (acho que o último tinha sido o AMOLAD, o penúltimo do próprio Iron Maiden). Mas sobre essa versão de casquinha eu falo mais pra frente.

Como o CnC é um blog masculino, não vou ficar avaliando se a melodia foi feita em dó sustenido e o caralho a quatro, vou avaliar se as músicas são boas e honram o verdadeiro rock’n roll ou não. E pronto. Afinal, é isso que interessa, não? E então, vamos lá?! Confesso que sou fanboy da banda desde moleque, entao fazer uma review dessas tentando ser o mais imparcial possivel nao e nada facil, mas vamos ver no que da!

A primeira coisa, que ja aviso logo de cara, e que nao e um album de facil digestao, pessoas nao iniciadas e fans mais xiitas podem nao gostar muito a primeira vista, mas vale o investimento, pois e um album muito superior aos dois ultimos trabalhos de estudio da donzela, empatando talvez com o Brave New World, que na minha opiniao e um excelente disco. Pelo tema de sci-fi e pegada das musicas, ele em varios momentos tambem lembra o craaaaaassico e fodasso Somewhere in Time. Agora, as musicas:

1. Satellite 15…..The Final Frontier (8:40)

Aqui, pelo jeito, resolveram ajuntar a tradicional ‘Intro’ (no caso Satellite 15) com a musica propriamente dita. No comeco e legal e tudo mais, climao sci-fi e etc etc, mas la pela terceira vez ouvindo ja enche o saco. Deviam fazer que nem Judas em The Hellion e Electric Eye, ou como o proprio Maiden e colocar em faixas separadas… Oh well…

Já a musica titulo, e que da o nome ao album e fodassaralha, tudo que voce esperaria do Iron Maiden. A priori pode parecer meio repetitiva porque titio Bruce repete “The Final Frotier” a exaustao. Mas hey, nao era o que eles faziam no Wicker Man e mesmo assim a musica era foda? Fazia tempo que uma musica do Iron nao ficava impregnada na minha cabeca como esta. Os dois ultimos albuns haviam falhado miseravelmente em criar uma musica grudenta como TFF.


2. El Dorado (6:49)

Outra musica grudenta da porra, e uma das melhores do album. Tanto que foi o primeiro single. Quando lancaram para download no site, sinceramente, achei bem meia boca. Mas a versão final ficou muuuito melhor e muito mais pesada! Cheers pra donzela!


3. Mother Of Mercy (5:20)

Pronto, começou a boiolice. Essa lembra muito a carreira solo do Bruce Bruce, o que não necessariamente ruim, porque titio Bruce também engrenou uma carreira solo de respeito. Bacana.


4. Coming Home (5:52)

Outra que tem cara de campanha solo do Bruce Bruce. Não é ruim, de maneira alguma, mas também nada muito memorável. Escutei há uns 15 min atrás e já nem lembro da música direito.


5. The Alchemist (4:29)

Música boa pra pegar os amiguinhos no mosh pit: rápida, pesada e frenética. Exatamente o que se espera de Iron Maiden. Mais de uma resenha que li deste disco diz que essa é a música qye tem mais o espírito do Iron Maiden. E eu concordo.

6. Isle Of Avalon (9:06)

Pronto, começou a viadagem de novo. Agora Maiden mostra aquela veia mais progressiva, que todo santo álbum da banda tem que ter. É daquelas que começa lentinha, sem mostrar a que veio, pra depois… BOOOOM! É o clássico caso de car que se faz de morto pra comer o cu do coveiro. Bão tamém!


7. Starblind (7:48)

Acho que uma das músicas mais bichas do álbum. E dependendo do seu estado de espírito uma das mais chatinhas também. Se você quer ouvir um som mais progressivo, é esse mesmo. Agora se você quer um headbanging metal, passe longe!


8. The Talisman (9:03)

Manja que todo disco do Iron Maiden tem que ter alguma música épica que fala de piratinhas, navios, maldições e fantasmas de navegodres? Então, nesse álbum é essa aqui!


9. The Man Who Would Be King (8:28)

Não vi muitas reviews sobre essa música, mas que se foda! Eu achei maneirassa! Ele lembra muito the Loneliness of the Long Distance Runner e outras músicas pauzudas do Somewhere in Time! Cheers!!!


10. When The Wild Wind Blows (10:59)

Taí! Quem disse que pra ser progressivo tem que ser bicha?! Como de praxe, a última musica é a mais longa do disco, e tem – adivinha? – uma pegada de rock progressivo! Mas não chega a ser cansativa, muito pelo contrário, ela é divertida e cheia de energia, você nem vê o tempo passar!


De maneira geral, é um bom disco, se não é memorável igual os álbuns das antigas, ao menos não faz feio e consegue o que os outros dois não conseguiram! Fazer uns hits grudentos que vão ficar na cabeça da moçada por um bom tempo! Ponto para Donzela!


A edição especial vem numa latinha e o disco serve como “chave” para habilitar materiais de bonus no site do Iron! Pela primeira vez em muito tempo senti orgulho – e não me senti enganado – ao comprar um CD de casquinha!



Nota 7,5