Review – Trilogia Ong Bak

Caras, me amarro muito em filmes orientais de kung fu e afins. Esse final de semana assisti Ong Bak 3, um filme tailandês de Muay Thai. E na verdade o filme é uma bosta. Mas achei tanta injustiça, porque o primeiro e segundo são excelentes, e este fez a série morrer na praia. Então, para fazer jus aos outros dois filmes da série, eis um review relâmpago da trilogia inteira!

1. Ong Bak (2003)

O primeiro Ong Bak saiu nos idos tempos em que eu ainda alugava filmes na locadora. Aqui no Brasil, o filme saiu direto em DVD, o que foi uma pena. Ele me lembrou muito aqueles filmes de lutas das antigas com o Bruce Lee. O então estreante Tony Jaa mandava muito bem nos Muay Thai e este filme tem algumas das cenas de lutas mais memoráveis que já vi.
A história é bem fraquinha. Garoto de um vilarejo do interior vai para a cidade grande quando os bad guys roubam uma estátua sagrada de seu vilarejo. Oboviamente essa estaltua cai na mão de traficantes, bandidos, assassinos, estrupadores, etc, etc, e cabe ao nosso amigo sair sentando porrada em todo mundo. Quem precisa de história, não é mesmo?!
Em tempo, a melhor parte do filme é aquela que Tony Jaa sai do meio do fogo dando um trac trac taraguet de fogo no vacilão que achava que tinha queimado ele! Confiram no trailer!
Nota 8,5.


2. Ong Bak 2 (2008)
O segundo filme, de 2008, já tem uma história mais elaborada. Este se passa no passado, numa guerra os reis de não sei onde são assassinados mas o único principe é salvo por um soldado leal. Daí não lembro o que acontece e o moleque é vendido como escravo, mas é adotado e treinado por um cara fodão ao perceber o instinto de sobrevivência do garoto. 
Depois acontecem trocentas reviravoltas e porradaria come solta enquanto o moleque, agora crescido, parte em busca de vingança.
Este segundo filme também é muito bom, história bacana, lutas interessantes, mas ele acaba bem no meio do nada, oboviamente já pensando na continuação.
Nota 8.


3. Ong Bak 3 (2010)
Quando Ong Bak 3 saiu, fiquei mais faceiro que puta no primeiro dia útil do mês. Então, imagina o tamanho da decepção. A primeira vez que tentei assistir, eu dormi logo no começo. “Tudo bem, era uma sexta de madrugada e eu estava morrendo de sono”, foi o que eu falei pra mim mesmo. No dia seguinte, devidamente descansao, no MEIO DA TARDE e com um baldinho de coca-cola em mãos, ainda assim tive que lutar contra o sono.
Ong Bak 3 começa onde o segundo terminou, e teoricamente conclui a vingancinha iniciada no segundo filme.  Aí que o filme se perde. Tien, o protagonista, já começa todo fudido, e só vai se recuperar pra valer pra lááááááá da metade. Ou seja, no mínimo 40 minutos de marasmo. Segundo, o filme resolve pisar num terreno meio místico, de maldições, curas mágicas, poderes psíquicos e etc, o que só fode mais ainda. Tudo isso, somado a uma luta final bem bunda e forçadíssima ao extremo, quase me fez esquecer os momentos de glória de Ong Bak 1 e 2.
Nota 3.

* Em tempo: Teve um outro filme, em 2005, chamado “O Protetor”, também com Tony Jaa. Em alguns países ele foi lançado com o título de Ong Bak 2, mas isso foi falcatruagem!
** Em tempo 2: Será que o IBAMA, PETA ou afins não pegaram no pé da produtora do filme por fazer essas lutas em cima de elefantes?! Huahuhaauhuhauhauha!