Review – Arcania (Gothic 4)

Eu sei que estou devendo reviews de no mínimo 20 filmes, 30 jogos e 759 beras, mas como esse blog é MEU e quem manda nessa porra sou EU, então vou fazer review da merda que ainda está fresquinha e fumegando! E como eu zerei essa belezura ontém à noite, ela é bola da vez.
Pra quem não conhece, Gothic é uma série de RPGs relativamente famosa desenvolvida por uma produtora alemã que esqueci o nome. Acho que era Piranha Bytes.
A história é a mais inusitada possível. Pra resumir bem a ópera, porque estou com preguiça de contar historinha, você é um fazendeiro camponês whatever que um belo dia tem sua cidade natal destruída e parte para vingança só pra descobrir que na verdade você é o ‘Chosen One’ e tem que… tcharan! Salvar o mundo inteiro! Ó, que inusitado, eu não esperava!
Mas e aí? Tirando essa história mais clichezenta que filme do Steven Seagal, o jogo é bão? Sim! Mas tem seus problemas? Também!
Primeiro, o mundo. É um RPG de mundo aberto, meio as moldes do Oblivion. Mas o que eu achei bacana é que as partes do mundo vão abrindo aos pouquinhos, conforme a história vai fluindo. Seja por uma ponte dominada por bandidos, checkpoints, deslizamento de pedras, ou seja qual for a desculpa, isso impede que o jogador se perca e ande um monte por aí como normalmente acontece em jogos do gênero. Ou pior, você guerreiro de nível 1, resolve bancar o explorador em busca de riquezas e topa com um troll de nível 200 e do tamanho de um prédio de quatorze andares, e seu último save foi láááá naquela cidadezinha há trocentos anos-luz.
Segundo, a mecânica de jogo. Acho que é um dos grandes pontos fortes. Acho que em nenhum jogo de RPG deste estilo, nem mesmo Fable, conseguiu fazer um mix tão bom de RPG com ação. Você pode dar roladinhas, fazer combos e tudo mais, como se estivesse jogando um Hack’n’Slash. Mesmo os atributos quando você sobe de nível são proporcionais à quantidade de golpes e etc. Tudo muito intuitivo e sem complicações.
Aliás, essa falta de complicação é tanta que como estamos falando de um RPG, chega a ser uma desvantagem. Você tem uns 4 atributos básicos e mais três tipos de Ráliúgui pra “upar”: fogo, raio e gelo. E só. Normalmente fãs hardcores de RPG querem opções, e não vão encontrar em Arcania.
Ah, tem o sistema de “crafting”  também. Você pode fazer de tudo, desde poções até armas e armaduras, contanto que você tenha a receita e os ingredientes corretos. Sinceramente, normalmente acho isso um pé no saco. Principalmente porque você tem que ficar explorando todos os cantinhos e / ou ir até lá a puta que o pariu conseguir um ingredientezinho de merda. Mas os produtores de Arcania foram espertinhos. Saquem esse exemplo: num mosteiro eu comprei a receita para um Dragon Axe. Para construí-lo, é necessário um machado comum de base, X unidades de sulphur e Y flame glands (que você obtém matando fire lizards). E onde é a próxima missão do jogo? Num vulcão!!! Tcharans! E melhor ainda, se você não tiver o machado, um dos monstros no vulcão tem! Ponto para o jogo, por estimular nossa preguiça! =D
E os pontos negativos, você pergunta? Sim, existem vários, como a supracitada falta de opções, o jogo possui alguns bugs de doer, a história é meio confusa (e por vezes meio babaca) e os personagens são pouco memoráveis. Os gráficos de paisagens são muito bonitos, e as texturas de personagens nem tanto. Mas tudo bem relevável. A pior falha do jogo mesmo são os malditos teleportes! Impossível fazer aquelas coisas funcionarem direito, o que faz com que você esteja a pé o tempo todo.
 
No mais, uma bela iniciativa da produtora alemã que esqueci o nome, e Arcania já tem sua continuação programada! Não é à toa que o jogo já tem uma legião de fãs mundo afora. Só acho que ele sempre é meio injustiçado porque por um infortúnio do destino sempre lançam os jogos da série perto do lançamento de um peso-pesado. Foi o caso de Gothic 3 com Oblivion, e agora Arcania junto com Fallout: New Vegas, Fable III e por aí vai…
Nota 8. Se o Cocô Na Cuia recomenda? Sim! Troféuzinho de prata pra ele!