Review – Enslaved: Odyssey to the West

Hoje o Cocô na Cuia está com a macaca! Literalmente! Isso é praquele monte de viadinho que fica reclamando que o CnC está largado às moscas. E como hoje estou com a macaca, nada mais justo que o último review seja sobre Enslaved: Odyssey to the West. Acompanhe o as aventuras do homem-macaco Monkey (dup! mas o nome dele é esse mesmo!), sua amiga inventora Trip, o gordacha sem vergonha Pigsy. Armado com seu bastão mágico e ‘nuvem voadora’ (na verdade tá mais pra um skate voador do De Volta Para o Futuro 2), Monkey aprontará 1001 confusões junto com essa galerinha do barulho!
Peraí… homem macaco? Bastão mágico? Nuvem voadora? Amiga inventora? Amigo porco? Então você me diz: “Ah!! Já vi isso antes! Isso é plágio descarado do Dragon Ball!”
Ora, amigo newba… eu até tenho que concordar, não fosse Dragon Ball também plágio do livro “Jornada Para o Oeste”, romance escrito na China Medieval. Rá! Que burro você! 
Na verdade, tanto Enslaved (como o próprio subtítulo já diz) e Dragon Ball foram inspirados nesse mesmo romance. Mas Enslaved opta por uma abordagem mais ‘cyberpunk’, num futuro onde tudo foi destruído e o mundo dominado por máquinas.
Como o título do jogo já sugere, Monkey e Trip fogem de uma nave de escravos, mas Trip coloca uma coroa de escravo em Monkey para obrigá-lo a ajudá-la a voltar pra casa. E é aí que a jornada começa.
Caras, confesso que quando vi trailers / imagens / o caralho desse jogo não me empolguei muito, achei bem “nhé”. Mas quando efetivamente comecei a jogar, achei fodasso. A seqüência inicial, em que Monkey tem que escapar da nave de escravos em plena quedra livre, fazendo altos parkours enquanto o avião cai, é sensacional e serve para deixar qualquer um interessado no restante do jogo.
No mais, as fases passam por cenários que vão desde cidades destruídas, até pântanos, desertos, fábricas de robôs e  até mesmo o lombo de um robô gigante. Aliás, os cenários são um grande mérito desse jogo. Em uma época que o legal é ser sombrio, Enslaved se arrisca com seus cenários multicoloridos e belíssimos, o que me agradou bastante, porque sinceramente, essa máxima que todo jogo bom tem que ser sombrio que assola nosso mercado de games ultimamente já me encheu o saco. Estava sentindo falta desse coloridão de encher os olhos.
Ah, e a jogabilidade? Sim, ela também é muito boa, o sistema de combos é bacana, dá pra prever o movimento dos robôs pelas cores que eles brilham, o que permite com que você arme uma defesa, uma esquiva e prepare o contra-ataque. Algo bem semelhante com o que é visto em Batman: Arkham Asylum. A parte dos parkours também está bem fácil e intuitva, sem complicações, o que faz com que você realmente sinta-se na pele de um homem-macaco!
O sistema de upgrades também é excelente. Simples o suficiente para não incomodar quem quer  apenas um bom jogo de ação, mas também não simples o suficiente para gerar desinteresse daqueles fãs hardcores de RPGs (tipo eu). Pelas fases ou matando inimigos, você ganha umas “bolinhas” que podem ser trocadas por upgrades na interface da Trip.
Outro ponto divertidísimo são as fases em que você “avua” na “nuvem”, o jogo vira quase um minigame de skate. Pena que isto foi um pouco sub aproveitado, já que as fases assim sao escassas e so comecam a aparecer do meio pro final do jogo.
Os puzzles também estão presentes em vários pontos da partida, e normalmente envolvem o trabalho em equipe de Monkey e Trip. Mas nada muito complicado que interrompa o ritmo e a ação do jogo.  Várias vezes você tem que usar a habilidade Decoy de Trip para desviar a atenção dos tiros de você, bem como outras vezes tem que chamar a atenção dos atacantes para salvar a moça e por aí vai. Aliás, isso de certa forma é uma desvantagem do jogo, como ele se baseia em uma cooperação entre Monkey e Trip, poderiam muito bem ter colocado um modo co-op para dois jogadores. Infelizmente, você só joga cooperativo com a própria IA.
Outra falha grave sao as lutas repetitivas contra os Mechs. Existe so uma meia duzia de tipos de Mechs diferentes, e com excecao das lutas contra chefes, a porradaria pode se tornar um pouco cansativa. Mesmo alguns chefes sao repetidos, como o Demolition Mech e o Dog.
Agora, algumas sequencias de chefes e seus “takedowns” são sensacionais. Destaque pra luta contra o Rhino, e depois uma fuga alucinada na nuvem para resgatar a Trip, e a sequencia final, que a luta inteira se passa no lombo de um gigantesco mech.
A sequencia final, aliás, é de deixar qualquer um embasbacado. Desde essa última e épica luta até o surpreendente final do jogo. Não vou contar spoilers, mas é uma mistura de Matrix com Wall-E mais ou menos. Pena que foi meio abrupto, muita informação jogada de uma vez, mas não importa, ele funciona como final fechado, mas também serve como ponta de gancho para uma continuação.
Para um jogo de hack’n’slash ele também é razoavelmente longo, a história é dividida em 14 capítulos, e cada capítulo pode até levar uma hora ou um pouco mais para ser completado (tipo, não tem aqueles capítulos que é só luta contra um chefe).
No mais, Enslaved é um excelente jogo e uma agradável surpresa, já que não esperava muito dele a princípio, resolvi arriscar após ler algumas boas reviews sobre o jogo e o resultado não poderia ser melhor! Recomendadíssimo!
Nota 8,5. Merece troféuzinho de ouro! Ma oeeeeeeeeee!

Fala sério, esse jogo merecia um filme! Fácil!
  • Anonymous

    ae to jogando ele, muito f….., só que to sem saber o que fazer no primeiro chefe rsrsrs..mas o jogo é loko….