Review – Crysis 2

Aê macacada! Nessas férias magras de jogo, finalmente zerei o Crysis 2, segundo jogo zerado neste meu feriadão prolongado (o primeiro foi Red Dead Redemption, mas não vou fazer review porque o jogo já é véio!)
Crysis 2 Screenshot
Muito se falou desta seqüência, primeiro porque o primeiro Crysis era foda. Revolucionou tanto gráficos como jogabilidade e até hoje graficamente dá uma surra em muito jogo modernoso por aí. Tanto que ele foi lançado somente para PCs, porque consoles teoricamente num güentavam o tranco.
Crysis 2 Screenshot
Por isso quando a EA anunciou que Crysis 2 seria multiplataforma, muitos gamers de PC (inclusive eu) ficaram com o pé atrás, achando que iam nivelar os gráficos por baixo para serem compatíveis com consoles e yadda yadda.
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Mas não é que nos enganamos? Lógico, o gráfico de PC sempre será superior (como você pode conferir no vídeo abaixo), mas para consoles também  a Crytek fez um excelente trabalho (se bem que muita gente queixa que no PS3 o framerate varia demais e dá altos socos). Mas, pelo menos a versão de PC que tive oportunidade de conferir – e rodando no talo – realmente fica fácil afirmar que são os melhores gráficos já vistos em um jogo, e um vislumbre do que será a próxima geração de games. Tive a oportunidade ainda de jogá-lo em 3D, o que aumentou e muito a imersão do jogo.

O jogo é uma continuação direta do primeiro, você é um fuzileiro naval chamado Alcatraz que acaba sendo meio que exprudido e acaba herdando a nano-suit do Prophet, do Crysis 1. A ação é transportada agora da  remota ilha de Lingshan pra Nova York, e, enquanto você foge dos soldados e o caos urbano impera, começa a invasão alienígena.
Crysis 2 Picture
A Nova York destruída é de encher os olhos: ruínas da estátua, ponte de Manhattan, Central Park, todos reproduzidos com perfeição. As explosões também são fodas, teve uma hora que eu REALMENTE achei que um prédio ia cair em cima de mim.
Crysis 2 Picture
Os controles estão bem mais dinâmicos que o primeiro. Eu lembro que para acionar os poderes da nano-suit  era preciso acionar um menu radial e escolher o poder. Agora não, tudo é feito por teclas de atalho, ou, algumas vezes até automático (como no caso da corrida). Basicamente são três poderes: cloak (tipo aquela do predador), maximum armor (armadura) e maximum power (basicamente para corridas, saltos longos e melee). Crysis é um jogo meio difícil, então a combinação destes três poderes é essencial para obter sucesso.
Crysis 2 Screenshot
A navegação  também excelente é toda feita pelo HUD da nano-suit, o que dá uma impressão bacanuda de que você realmente está dentro da roupa. A customização de armas, que sempre achei um ponto forte do primeiro jogo, está de volta: você pode escolher tipos de mira, silenciador, etc, para todos os tipos de armas. Aliado à isso, agora sua nano-suit também é passível de customização, ao matar alienígenas você ganha pontos que podem ser usados para comprar upgrades.
Crysis 2 Screenshot
A história flui como um filme. Mas como agora você está em meio ao caos urbano, e não no meio de uma selva numa ilha do pacífico, o passo é bem mais acelerado: às vezes fica impressão que você não pode nem respirar. Essa ação ininterrupta lembra muito Vanquish, com a diferença que a campanha de Crysis é (no mínimo) duas vezes maior.
Crysis 2 Screenshot
Felizmente Crysis 2 não padece do mal que aflige praticamente todos os FPS atuais: você é senhor da situação, pode escolher seu caminho pelo campo de batalha, e raras vezes o computador joga por você (apenas em cinematics e tals…). A maioria dos tiroteios ocorrem em grandes “sandboxes”, ou seja, terrenos amplos onde você pode montar sua própria estratégia. Quer ir stealth? Ótimo. Quer ficar de sniper? Bão também. Quer entrar “all gunz blazing”? Melhor ainda! A nano-suit também tem um visor que mostra marcadores táticos para que você possa seguir seu plano de ação (identifica onde tem turrets, estoques de munição, onde é melhor pra ir mocado, etc.)
Crysis 2 Screenshot
Uma das únicas falhas que posso apontar é a pouca utilização de veículos (pelo menos em relação ao primeiro). Em Crysis 2 você pilota tanque / jipes no máximo 2 ou 3 vezes durante o jogo, pilotar aqueles aviõezinhos então? Nem pensar!
Crysis 2 Screenshot
Outro defeito é o final meio apressado e a ausência de um “chefão” final… Pô, cadê aquela nave-mãe gigantesca do primeiro?! Eu gosto de socar alguma coisa grande no final de um jogo desses (ui!)!
Crysis 2 Screenshot
Mas os (poucos) defeitos são de longe ofuscado pelas qualidades, e Crysis 2 ainda é um jogo fodasso que será lembrado por gerações (ou nem tanto).
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Não é perfeito. Mas é quase.
Nota 9,5.
  • Anonymous

    esi e amelhor criasaol dos jogos