Review – Shaolin

Aí saguizada! Depois da bomba que foi Age of the Dragons, precisava assistir um filme dos bão pra desintoxicar.
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Admito que quando ponhei Shaolin no meu tocador de fita, não sabia muito o que esperar (além da óbvia participação especial de Jackie Chan).
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E o filme é foda. Assim como Ip Man e Fearless, a história acontece, aparentemente, no final do século XIX, início do XX, com a China fragmentada e na mira dos ocidentais. No começo é meio incerto quem é o protagonista, admito que no começo achei que eram os monges shaolins incautos que aprontam 1001 confusões no templo. Se fossem, o filme cairia no lugar comum. Felizmente, eu estava enganado.
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A trama é centrada no violento general Hou, no começo um poderoso e violento conquistador e algoz dos monges do templo Shaolin, que após ver sua sorte mudar por um golpe do destino, tem que aprender a vestir as sandálias da humildade..
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A transformação de Hou é bem sutil e verossímil, sem as tradicionais forçadas de barra e exageros do cinema chinês. Convence o expectador de que a mudança é possível e todo mundo merece uma chance de redenção.
Apesar de ser um filme longo (2h10) não chega a ser cansativo, a dosagem certa entre dama e ação ( recheadas de efeitos especiais – tem hora que exprode tudo!) te prende na cadeira do começo ao fim e você nem vê o tempo passar.
Ah. a fotografia do filme é fantástica, sempre contrastando a vida modernosa no exército com o modo de vida rústico dos monges. A trilha sonora também é bastante cativante, e dá o ritmo certo ao filme. Confesso que até eu me emocionei um bocado com a seqüência final.
Enfim, acho que dá pra arriscar dizer que Shaolin é um dos filmes chineses mais belos já feitos (sim, incluindo meu top 10 no bolo!). Extremamente recomendado!
Nota 9,3.