Review – Show Iron Maiden

Rááááá! Abestado! Achou que não ia ter review hoje? Pois se enganou redondamente! Cá estou eu para falar do show Curitiboca do Iron Neidi! E olha que de Iron eu manjo pacas hein?
Pois é, nem o fato de roubarem meu celular durante o show conseguiu estragar a noite da apresentação da Donzela de Ferro. Isso mesmo, algum “dedos-leves” me fez o favor de levar embora aquela tralha que eu chamava de celular. Hehehehehehehehe! Oh well, azar o dele…
Mas, de volta ao show, cheguei na Expotrade de Pinhais um tanto em cima da hora, já pelas 7 e pouco da noite, e tenho que elogiar a organização do evento: não encontrei nenhuma dificuldade nem tumulto para estacionar o carro no próprio local, não fiquei quase tempo nenhum esperando em filas nem nada.
Enfim, perto das 8 da noite entrou adivinha quem para o show de abertura?! Isso mesmo, Motorocker! O arroz de festa dos show de metal de Curitiba. Mas dessa vez eles tinha uma tarefa responsa: animar os não sei quantos milhares na platéia e esquentar para o show do Iron. E não é que conseguiram? Como eles estão acostumados a tocar para públicos menores, o nervosismo no começo foi evidente. Mas depois se soltaram e mostraram quem realmente são: grandes artistas (e da nossa terra ainda). A galera correspondeu à altura, cantando – de cor e salteado – as músicas da banda. Foi uma recepção tão calorosa quanto (ou até mais!) a do Sepultura abrindo o show do Ozzy. Tocaram músicas próprias como Igreja Universal do Reino do Rock e Salve a Malária, e fecharam o show com chave de ouro com Let there be Rock do AC/DC, banda da qual a Motorocker foi cover por muitos anos e ajudou a consagrá-la.
E, assim como o madman, os ingleses do Iron nos mostraram novamente o que é a pontualidade britânica, e 21h em ponto, ouvia-se timidamente o comecinho de Doctor Doctor, música do UFO que sempre anuncia o começo do show da Donzela.
E que show.

A introdução do novo disco, Satellite 15 começa a rolar no telão, mostrando o Eddie alienígenas e aquele monte de lenga lenga sci-fi que é tema desse novo disco. Logo em seguida aparece titio Bruce gemendo a introdução, também no telão. Finalmente a intro acaba e a banda já aparece bombando e mandando The Final Frontier, música título do novo álbum. Por increça que parível, parecia que todos na Arena Expotrade sabiam a letra da nova música de cor e salteado. 
Na seqüência, começa a famigerada cavalgada de Steve Harris no baixo: era hora de Eldorado, música que foi o primeiro single deste álbum novo. E tenho que admitir que ela é muito mais empolgante e pesada ao vivo do que no disco. Mas pelo jeito a galera não fez o dever de casa e desta todo mundo só sabia o refrão.
A terceira música – e a que realmente incendiou o público – foi Two Minutes to Midnight com seu riff inconfundível (minto, é bem confundível sim, saca só nos vídeos abaixo). Mas como clássico é clássico e vice-versa, todo mundo cantou uníssono a plenos pulmões (menos a terceira estrofe que ninguem – menos eu – sabe!)

Pra não perder o embalo do novo disco, agora era hora de Talisman e Coming Home. Ambas as músicas são meio bichas. Mas ainda assim, como El Dorado, não imaginava o peso que elas tinham ao vivo! As canções foram bem recebidas pela platéia (mas ninguem sabia porra nenhuma pra cantar junto).

 Falando em bichisse, estava na hora da longa (porém épica) Dance of Death, do álbum homônimo. Gosto muito dessa música, mas em um show ela pode ficar um tanto cansativa. Mas fiquei bem feliz porque nunca tinha visto ela ao vivo, e gostei bastante do resultado.
Novamente titio Bruce conseguiu ferver a galera, vestindo sua fardinha de soldado e empunhando uma bandeira da Inglaterra: após várias baladinhas mais lentas, The Trooper veio para nos lembrar que estávamos em um show do Iron Maiden.
Depois foi a vez da dobradinha do álbum Brave New World: Wicker Man e Blood Brothers. Legais, mas desnecessárias. Como eles já tem registro em vídeo dessas músicas no Rock in Rio de 2000, acho que seria mais pertinente se eles tocassem algumas outras desses álbuns novos, que ninguem viu ao vivo ainda, ou até mesmo repaginar alguma da era Blaze, como eles vinham fazendo em algumas turnês. Algumas do Virtual XI cairiam como uma luva no clima de Sci-fi do novo disco.
Logo mais, Steve Harris & cia. mandaram a úlitma do disco novo no setlist: When the Wild Wind Blows. Legal, bacana, som meio progressivo, mas ali no contexto meio que não fedia nem cheirava. Mas, como já falei, já fui na outra turnê (Somewhere Back in Time) ver os clássicos, nessa até estava preferindo ouvir coisa nova.
Mas enfim, era hora de destrinchar os clássicos: primeiro The Evil that Men do, música preferida do Felipe Dylon, seguida pela manjadíssima (e eu já tô de saco cheio) Fear of the Dark, pros posers cantarem junto e mostrarem que “manjam”.

E, finalmente, estava na hora do Eddie. As guitarras anunciam o começo de ‘Iron Maiden’. Mas infelizmente o Eddie que entrou no palco foi o júnior, aquele que sempre passeia pelo palco e o Janick Gers (babaca) fica fazendo firula. Confesso que fiquei muito decepcionado, pois esperava aquele Eddie gigantesco que saía de trás do palco, como no show de Sampa e do Rio. Enfim, acho que o modesto palco da arena Expotrade não comportava a estrutura (ou os caras foram cuzões mesmo e não quiseram levar).

Encerrada a parte principal do show, era hora do encore. Três músicas, também clássicas do Maiden, encerraram a noite: The Number of the Beast (óbvio), Hallowed be Thy Name (obóvio – outra que meio que já me deu no saco) e Running Free (!!!) – essa sim, fiquei mais faceiro que guri de bombacha nova ouvindo. Bruce aproveitou a ocasião para apresentar a banda, tacar sua toca suada pra galera (eca!) e fechar o show.
O que eu achei? Caras, é sempre emocionante (e escorre uma lágrima) ouvir o Bruce dizer ‘Scream for me ‘, muito embora ele ainda não tenha aprendido a falar ‘Curitiba’ e falar algo do tipo ‘Tchiuritchiba’ (e eu juro que em algum momento ele quase falou ‘Argentina’). Mas, em relação ao outro show que fui (de 2008), este teve seus altos e baixos.
Primeiro que o show de 2008 era só de clássicos, aí já é uma grande vantagem. Mas como já falei nessa tour até estava aberto (ui!) a novidades em detrimento dos Great Old Ones. Maaaaaaaaaaaasss, mesmo tocando várias músicas dos últimos 4 álbuns que marcaram a volta de Bruce (na verdade 3, pois não tocaram nenhuma do AMOLAD), ainda sim o repertório foi muito manjado. Poderiam ao menos ter desenterrado uma ou outra do fundo do baú (além de Running Free).
A arena Expotrade também não é lá um dos melhores lugares para um show deste calibre, a Pedreira (volta Pedreira!) parece ter muito mais estrutura (quem sabe o Eddie Gigante não pintaria se o show fosse lá?), além de ter uma acústica anos-luz melhor. O show do Iron em 2008 fazia vibrar o esterno; o de ontem algumas vezes o som parecia até estar baixo. Pra não dizerem que eu só xinguei a Expotrade, os vocais estavam bem melhores em relação ao show de 2008, era realmente possível perceber a voz característica do Bruce, enquanro que em 2008 a voz soava um pouco metálica (voz de pato – QUÉ!).
Mas se o local do show não colaborou, a qualidade técnica da banda é incontestável. Eles são realmente fodas, praticamente infalíveis. Parece que você está escutando um disco de estúdio ao vivo, se é que você me entende. 
Eu sou meio suspeito pra falar, afinal sou fã do Iron desde criancinha (literalmente) e iria no show deles até debaixo d’água. Merece o…
Se eles voltarei para Curita um dia, estarei lá com certeza. Até lá só espero que eu seja muito rico e o CnC já tenha virado um blog trilhardário para que eu possa bancar um ingresso na pista VIP!