Review – The Warrior’s Way

Trailer, sinopse, pôster e elenco de The Warrior’s Way
Aew macacada! Seguindo a linha de extrapolar a escala do “massaveiometro” de Sucker Punch, hoje o CnC vai apresentar a review do faroeste samurai The Warrior’s Way.

Esse foi um filme que realmente me surpreendeu, e de uma maneira boa. Primeiro que o filme tem um elenco estrelado (Geoffrey Rush, Kate Bosworth e Danny Huston), e, apesar disso, ficou de fora dos grandes circuitos comerciais, o filme saiu bem “na surdina”. Segundo, porque apesar da premissa meio maluca, o filme no geral funciona muito bem.

Quando li a sinopse, esperava algo do tipo do intragável Bater ou Correr (2000), com Jackie Chan e Owen Wilson. Mas nem de longe Warrior’s Way tenta fazer uma paródia de si mesmo, muito pelo contrário: o filme equilibra bem doses de drama e ação, com uma pitada (bem leve) de humor.

O filme narra a história de Yang, um assassino da ordem dos “Sad Flutes” (isso mesmo, flautas tristonhas) que se arrepende da vida de crimes quando não consegue assassinar uma princesa do clã inimigo ainda bebê.

Depois disso, Yang passa a ser perseguido por sua própria gangue, e se vê obrigado a fugir do Japão com a criança, e procurar abrigo no velho-oeste americano (precisava ser tão longe?), lar do seu antigo amigo Smiley.

Lá ele faz novos amigos e começa a perceber como é bom levar uma vidinha pacata e honesta. Mas é obóvio que uma cidade em pleno velho-oeste também tem seus problemas, ela é volte e meia assolada por um coronel corrupto e seus capangas. E é lógico que os membros do antigo clã de assassinos de Yang não veem com bons olhos essa viagem dele à Disney e vão atrás do meninão. Aí o circo está armado! E lá vai Yang pegar na espada de novo (ui) pra proteger aqueles que lhe são caros.

Dong-gun Jan, que faz o papel de Yang, parece ficar meio perdido num filme hollywoodiano, e ele com a Kate Bosworth não poderiam formar um casalzinho mais insosso. Se bem que Bosworth tem seus momentos de boas atuações interpretando uma muié da roça. Mas os destaques mesmo ficam por conta de Geoffrey Rush (impagável como atirador bêbado) e Danny Huston no papel do coronel, muito confortável com o papel de vilão, como sempre.

Os efeitos especiais são impressionantemente bons, ainda mais para um filme com um orçamento modesto. O filme não economiza em explosões, arame-fu, exércitos gigantes e outras coisas massaveísticas. Apesar dos cenários serem oboviamente tudo tela verda, eles convencem muito bem, e a fotografia do filme é foda, sempre contrastando o colorido com o bege sem vida western. A luta final de Yang prova bem isso.

A trilha sonora tmabém é fantástica, e oscila bem entre temas orientais e músicas de velho oeste, e dão um clima de superprodução ao filme.

O roteiro tem mais buracos que um queijo suíço, mas isso de maneira alguma prejudica a diversão; as qualidades do filme são tantas que parecem ofuscar os defeitos.
Enfim, não é uma obra-prima da Sétima Arte, mas não deixa de ser um prato cheio para nerds como nós! Cowboys e Samurais… hmmmm, como não pensei nisso antes? O que vem agora? Cowboys vs. Aliens? Ops… hehehehehe…

Nota 8,3.