Review – X-Men: First Class



Fala gurizada! Antes que o angú esfrie, estou aqui para falar do melhor filme nerds de todos os tempos da última semana: O X-Men – First Class, ou Punho de Classe, como preferirem.



Riptide é tão bucha que nem aparece nesta imagem.

Todo nerd que é nerd que se preze ficou com o pé atrás com a lançamento desse filme. Primeiro, pela bomba que a franquia X-Men havia se tornado: depois de dois primeiros filmes muito bons, vieram com o fraquíssimo X-Men 3 e o execrável Origins – Wolverine. Segundo, porque este parecia ser mais um filme ‘tapa-buraco’ numa estratégia safada de reter o direito sobre os mutunas antes que eles voltassem para a Marvel.

Não obstante, a comunidade nerd ficou em polvorosa quando começaram a sair as primeiras críticas do filme, e – pasmem – a grande maioria dando a bundinha para a nova aventura dos mutunas, dizendo que este foi o bestest ever filme dos xis-mein já feito e yadda yadda.


Mas será mesmo?

É, meus amigos, dessa vez os nerds mimizentos de plantão – felizmente – estavam errados. Não, definitivamente não é o melhor filme de heróis da história. Também não é o melhor filme da franquia na minha humilde opinião (pessoalmente ainda prefiro o X2). Mas, com certeza, First Class é um grande filme de heróis, daqueles que fazem você sair do cinema batendo no peito com orgulho de ser um nerds espinhento seboso.


Ah, a história? Ela é muito safadamente e oportunamente ambientada na década de 60, provavelmente para não ter nenhuma amarra cronológica nem problemas de continuidade com a quadrilogia anterior. Para a felicidade do roteirista, esta ambientação em pleno auge da Guerra Fria, também é o grande trunfo da trama.


O filme começa láááááá pelas épocas da Segunda Guerra Mundial, com uma remontagem do campo de concentração e o jovem Erik (já inserindo Sebastian Shaw na história), e paralelamente mostrando a mansão Xavier e o primeiro contato do jovem Charles com uma jovem Mística, já logo de cara adotando a azulona como irmã (envolvimento que achei tanto quanto forçado, diga-se de passagem!).


Corta a cena e cá estamos, em plena década de 60! A década onde rolam 1001 confusões e um ritmo de azaração total! Aqui já vemos um Erik vingativo, Um Xavier canastrão usando seus poderes para impressionar a mulherada e uma Mística cada vez mais complexada com sua aparência. Moira MacTaggert também é apresentada aqui, como uma agente da CIA disposta a meter o bedelho onde não é chamada.


Toda essa patota se ajunta para combater um inimigo comum: o Megalomaníaco Sebastian Shaw (aqui transformando em um legítimo vilão macarrônico da década de 60. Pasmem: ele tem até um submarino). Shaw, por sua vez, quer aproveitar a tensão política entre os Estados Unidos e a União Soviética para acender o estopim de uma guerra nuclear e comprovar a supremacia mutante. MWAHAHAHAHA!



Mas Shaw não está sozinho, ele tem ao seu lado os mutantes Emma Frost (January Jones, igualzinha à Emma dos quadrinhos), Azazel (que proporciona algumas das melhores cenas de ação, mas é totalmente apagado na trama), e o bonitão Maré Selvagem ou ‘Riptide’ (mais apagado ainda, não profere nenhuma palavra o filme inteiro). Então para combater toda essa galerinha do mal, Xavier e Erik precisam montar sua própria equipe de mutantes do barulho. Entram aí no páreo Hank McCoy (Fera), Alex Summers (Destrutor), Sean Cassidy (Banshee), Darwin, Angel (sério, não tinha alguma outra melhorzinha não?) e Mística.

Pra não correr o risco de soltar nenhum spoiler inadvertidamente, a partir daí o pau come solto, tem várias – e excelentes – cenas de ação e um roteiro até bem coerente e bem amarrado que dá conta da quantidade de personagens em tela com louvor, diferente da bomba conhecida como X3.

Destaque para a grande atuação de Michael Fassbender como Erik/Magneto, ele é tipo um James Bond boladão vingativo e com superpoderes, roubando a cena sempre que aparece. Se bem que às vezes ele faz mimimi demais. Mas ele não faz feio e tem de tudo pra se tornar o novo ‘Wolverine’ da galera, ao menos em termos de popularidade.


Mas e os problemas? Opa, o filme tem sim, e vários.

Primeiro e talvez o mais grave de todos é a idéia Jenial (sim com J de Jegue) de tornar Shaw ser o responsável por toda repulsa que Magneto tem pela raça humana (?!) Isso mesmo, um MUTANTE é o responsável por todo ódio que Magneto tem pelos HUMANOS? Como assim? Comofas? Isso pode Arnaldo? Isso é uma putaria! PU-TA-RI-A! Isso é uma afronta à moral e aos bons costumes. É quase como fazer com que o Homem-Areia seja responsável pela morte do Tio Ben no Homem-Aranha! Isso é impensável, isso é… oh, wait!


Oh, shit!

Essa, na minha opinião, foi a cagada homérica do roteiro. O filme ainda tem alguns probleminhas menores, principalmente no subaproveitamento de personagens. Principalmente a galeria de vilões (ops, essa é do Flash), principalmente no Clube do Infeno. O filme possui vilões muito interessantes, mas que não servem pra muita coisa. Emma Frost até teve bastante tempo de tela em relação ao que eu esperava, mas Azazel nos quadrinhos era um vilão fodão e virou um bucha. Riptide sempre foi um bucha, mas nem por isso precisava entrar mudo e sair calado.


Shaw destoou muito de seu conceito original de personagem. Nos quadrinhos ele é um brucutu. No filme, o magrelo do Kevin Bacon. Nos quadrinhos, ele acumula energia pra ficar fodão. No filme ele canaliza pra soltar um Hadouken (poder mais parecido com o do Bishop que do próprio Shaw).


O Darwin como um afro-negão achei sensacional, e sua demonstração de poderes também da hora. Pena que sua participação dura tão pouco.


Agora, o que é aquele Fera de pelúcia? Consegue ser mais forçado que o do X3 que eu já achava horrível! E o capacetão de balde do Magneto? É igualzinho ao dos quadrinhos, mas pelamor, aquilo não funciona no cinema! Fica até torto na cabeça! Eu admito que era um dos mimizentos que reclamava que o capacete do Magneto na trilogia de filmes original não tinha nada a ver, mas juro que engoli minhas palavras e já fiquei sentindo falta do capacete de boxeador do Gandalf.

Aham Cláudia, senta lá!
Outra coisa que me incomodou um pouco foi a relação de Charles com Erik não ser lá muito elaborada, mas nem por isso deixou de render bons diálogos.

É impressão minha ou o final de Magneto lembrou muito o do Dath Vader no terceiro Star Wars?

E, como essa é uma review nerds, não poderiam faltar as comparações com os quadrinhos!!! Confiram comigo no replay um resumão!

Quem é quem no filme: compare os personagens do gibi e os atores:


Patrick Stewart e James McAvoy como Professor Xavier.


Sir Ian McKellen e Michael Fassbender como Magneto.

 

Tahyna Tozzi (Wolverine Origens) e January Jones como Emma Frost
 

Caleb Landry Jones como Sean Cassidy (Banshee) – Banshee já participou de outro filme, o da Geração X de 1996, mas prefiro apagar isso da minha memória.

Lucas Till como Alex Summers/Destrutor
 

Kelsey Grammer e Nicholas Hoult como Hank McCoy (Fera)
 

Rebecca Romijn e Jennifer Lawrence como Raven Darkholme (Mística)
 

Kevin Bacon como Sebastian Shaw
 

Edi Gathegi como Armando Muñoz (Darwin)
 

Jason Flemyng como Azazel

Olivia Williams e Rose Byrne como Moira MacTaggert 

Zoë Kravitz como Angel Salvadore

Alex Gonzalez como Riptide / Maré Selvagem


Clube do Inferno – Filme x HQ
Dos membros mostrados no filme, somente Sebastian Shaw faz parte da formação original do Clube do Inferno, que primeiramente foi conhecido com o Conselho dos Escolhidos. Emma Frost só se junta ao grupo na segunda formação, quando ela e Shaw derrubam o conselho. Os outros mostrados no filme (Maré Selvagem, Azazel e Angel) nunca fizeram parte do Clube. 
 

Maré Selvagem era parte do grupo de mutantes do mal chamados de ‘Carrascos’, formados por Gambit (sim o feladaputa antes de ser herói era um vilãozinho e dos safados ainda) e a serviço do Sr. Sinistro e foram responsáveis por enforcar Anjo na cruz, mesmo ele não sendo Jesus Negão.


Pra quem também não sabe, esse rococó todo que fez com que o Anjo caísse na lenga lenga do Apocalypse e virasse o Arcanjo.
Já Azazel é de uma raça de mutantes meio demoníacos e extraplanares, ele veio pra nossa dimensão, deu uns cutucos na Mística e nasceu o Noturno.
 E a Angel foi uma bisca qualquer que o Grant Morrison criou em 2001 para seu arco dos New X-Men

X-Men First Class – Filme x HQ
A idéia dos quadrinhos de X-Men First Class era de contar histórias fechadas dos membros originais Jean Grey, Ciclope, Fera, Anjo e Homem de Gelo quando estavam tendo suas primeiras aulas na escola do Professor Xavier. Mas parece-me que os produtores/roteiristas do filme resolveram descambar tudo pro foda-se:
Darwin é na realidade um membro da X-Factor e é pálido feito uma moréia.
Destrutor (Alex Summers) é irmão mais novo de Ciclope e entra nos X-Men só depois, não usa seus poderes rebolando e NÃO PARECE o Justin Bieber.
 

Banshee (Sean Cassidy) é um tiozinho irlandês velho que só entra na segunda leva de X-men, junto com Wolverine, Noturno, Tempestinha e Colossus.
Fera está na formação original, mas sua aparência e cor azul nada tem a ver com o DNA da Mística.
Xavier não conheceu Mística ainda criança (na verdade estima-se que ela tenha a mesma idade de Wolverine, tendo vivido já no século retrasado).
Moira nunca foi agente da CIA porra nenhuma!
Mais que um review, uma aula sobre os X-Men! =)

Enfim, parafraseando o que já coloquei anteriormente, First Class é um grande filme de heróis, pode não ser o melhor, mas definitivamente vale o seu ingresso e sua paciência!


Ah, as referências? Têm sim, e muitas! Mas não vou estragar a sua surpresa! Hehehehehehehehe!

x-men first class sneak peak
Nota 8,2.

  • Anonymous

    punho de classe? cara, espero q vc tenha sido ironico e que seu ingles nao seja assim tao escroto

  • Sim, amigo Anônimo, foi uma ironia. Na verdade, foi mais uma homenagem aos MDMs e o 'Inglês Nórdico' deles! =D