O que aconteceu com o ‘Survival Horror’?

Aí xibungaiada véia! Hoje tive uma epifania e resolvi escrever nesse blog fedorento! Na verdade ainda não vai ser a continuação da tão aguardada (e aclamada pela crítica) série de rivalidades nerds (apesar de certa forma se tratar de uma rivalidade).

Como vocês bem sabem (ou não), survival horror é um gênero de games que mistura terror com puzzles / enigmas / mistérios / etc, cujo primeiro representante (ou pelo menos primeiro representante significativo) foi o jogo Alone in the Dark, da Infogrames (1992), mas foi no final dos anos 90, na era dos 32 bits que o gênero atingiu seu expoente máximo com a série Resident Evil, e, pouco depois, com o primeiro Silent Hill.(DICA: confira também o top CnC 13 jogos de borrar nas calças clicando aqui!).

 
O Ontem…
Eu sempre fui fã de ambas a séries, e recentemente foram lançadas duas novas incursões nas respectivas: Resident Evil: Raccoon City Operations e Silent Hill: Downpour. Como tenho acesso à uma importadora que traz esses jogos pro Brasil-sil-sil com antecedência (hehehehehe), e, jogando os primeiros momentos de ambos os games, me indaguei justamente a pergunta do título do post: “O que diabos aconteceu com o gênero survival horror”?

 
…e o hoje!
Comecemos pelo Silent Hill: Downpour. Ele começa até bem, você encarna um sujeito com passado misterioso que começa preso por algum motivo (que você, jogador, não sabe ainda), que está sendo transferido de busão para uma penitenciária federal. Acontece que o busão resolve capotar aonde? Tchananananam! Silent Hill! Isso mesmo, que surpresa! A sinopse até seria simpática, não fosse praticamente igual ao começo de todos os outros 784 jogos da série.

No começo até tava curtindo, levando alguns sustos de ocasião e tals. Mas foi isso. Toda a tensão psicológica – grande trunfo da série – foi resumida a alguns sustos ‘baratos’. Sim, daquele tipo que você abre o armário e o bicho pula em cima de você. Simples assim. A jogabilidade, dura e desengonçada, não colabora muito com o jogo também.

Mas assim, se você é um grande aficcionado do gênero (como eu sou), SH:D quebra o galho. Não é aquelas maravilhas como já falei, mas em tempos de recessão como esses, até chega a ser um entretenimento honesto. Pra quem estava sentindo falta dos puzzles do jogo, eles estão novamente lá! Lógico, nem de longe tão rebuscados e complexos como os do início da série (até porque o público alvo desse tipo de jogo parece estar emburrecendo – a famosa geração God of War), mas dá pra ter um gostinho!

Agora, no Resident Evil: Operation Raccoon City que o bicho pega. Sério, fiquei extremamente deprimido ao conferir o resultado desse jogo. Transformaram a série que me fazia perder horas e horas com puzzles e verdadeiros labirintos durante minha adolesecência em um genérico mal feito e linear de Gears of War.

Não me levem a mal, sou fãzasso da série Gears of War, mas Resident Evil NÃO é um SHOOTER. Eu sei, eu sei que a proposta do jogo era essa, um jogo de ação no universo do RE com foco no multiplayer, mas o resultado não poderia ter sido pior. Nem cheguei a jogar o multiplayer, mas minha filha numero 2 a galera que jogou disse que é uma merda.

Nem a história se salva: ambientada na época em que se passa o Resident Evil 2 (aquele do Leon e da Claire), a trama tem aquele gostinho de ‘comida requentada’, forçando situações para encaixá-las na história de RE2 que por sinal já tinha uma história bem fechada e redondinha, e não precisava disso pra manchar sua memória.

Um jogo sem graça, sem carisma e sem sal. Enfim, é uma lástima ver um gênero de jogos que eu gostava tanto definhar e morrer aos poucos. Quem acompanha a evolução (ou seria ‘involução’?) das duas séries, sabe o que estou falando.

Quem sabe agora não seja a hora e a vez de ressucitarem o Alone in the Dark, que inaugurou o gênero, e depois do primeiro jogo de 1992, só saiu uma merda atrás da outra? Hehehehehe!!!

Alone in the Dark 1: Inesquecível!
Bom, era isso! Mais um desabafo do que propriamente um review, e também um apelo à Capcom e à Konami para que voltem a respeitar um de nossos gêneros de games favoritos.
Notas 6,5 (Silent Hill Downpour) e 4 (Resident Evil: Raccoon City Operation).
E tenho dito.