Review – Game of Thrones RPG

Aeeeee saguizada! Todo mundo já sabe que o seriado Game of Thrones, baseado nas Crônicas de Gelo e Fogo de George R R Martin é a nova onda do momento, não é mesmo? E, obviamente os porcos capitalistas a indústria de games não ficaria para trás e lançaria um game caça-níquel no embalo da série, não é mesmo? E, obviamente, o Cocô na Cuia traz para você, com exclusividade e imagens chupinhadas do IGN, um review inédito do jogo! Será que é tão ruim quanto falam? Ou dá pra espremer coisa boa daí? Confiram a seguir!

Abro este review com um parênteses: joguei o sofrível ‘A Game of Thrones: Genesis’, um RTS safado também baseado em GOT, que saiu ano passado. Sofrível porque não aguentei jogar nem por cinco minutos.
Quando anunciaram que lançariam um RPG de GOT, me animei um pouco, afinal, seria o gênero que cairia como uma luva para adaptar os livros / série, com todas suas intrigas e reviravoltas.
Enfim, quando o jogo foi lançado, amargou duras e terríveis críticas dos principais sites especializados (IGN, alguém?), com notas baixíssimas. Isso tornou a me deixar com o pé atrás. Não obstante, resolvi conferir o jogo de qualquer maneira (admito que só instalei e joguei para poder fazer um review aqui no CnC, tudo pela arte!).
Mas e não é que eu me surpreendi?
Não que GOT seja uma obra de arte, longe disso. Todos os problemas apontados pela IGN e afins estão lá: gráficos muitas vezes desengonçados e texturas malfeitas muitas vezes te deixam com impressão de estar jogando um jogo da geração passada; as loading times são absurdos; o jogo é extremamente linear para um RPG; as dublagens risíveis; faltou refinamento nos menus, na criação dos personagens e nas telas de loading, e por aí vai… tudo em GOT tem aquele cheirinho de ‘trabalho incompleto’.
Mas vamos falar de coisa boa? Vamos falar da nova Tekpix? GOT tem alguns pontos fortes sim, especialmente no que diz respeito à história. O jogo agrega muito à mitologia dos livros / série. A trama apresenta alguns personagens novos (inclusive os protagonistas), mas também não deixa de lado velhos conhecidos  nossos, como Jeor Mormont, o eunuco Varys (esses dois dublados pelos próprios atores) e a rainha Cersei Lannister.
Prepare-se para ver rostos conhecidos!

A história começa mais ou menos junto com a morte do John Arryn (mão do Rei), ou seja, praticamente simultânea com o começo do primeiro livro. Ou seja, é uma história paralela, vista de outra perspectiva, o que a deixa ainda mais interessante. Como diriam os japoneses, é um Game of Thrones ‘Gaiden’.
Você visitará locais bem conhecidos pelos fãs da série!
O jogo é dividido em 15 capítulos, alternados entre dois personagens: Mors Westford, um veterano e amargurado patrulheiro da Nightswatch, e Alester Sarwyck, de Riverspring, uma das casas fiéis à família Lannister, mas que abandonou seu posto de nobre para se tornar um Red Priest.
Os dois protagonistas.
A jogabilidade, apesar de meio travada e desajustada às vezes, cumpre bem o seu papel. Fãs de ação podem torcer um pouco o nariz pois o jogo utiliza um sistema de ‘meio-turno’, parecido com Neverwinter Nights, KOTOR e Dragon Age 1. O sistema de skills é bem simples e intuitivo, mas como consequência, temos poucas opções de skills. As classes de personagens também valorizam a mitologia da obra: ao invés de ‘knights’, ‘mage’, ‘thief’ e classes assim, temos Landed Knight (cavaleiro de King’s Landinf), Magnar (guerreiro especializado em dual-wield, com nome que homenageia uma proeminente família de Westeros), e Water Dancer (espadachins de grande agilidade, como Syrio Forel, mestre de Arya Stark), entre outros.
Outro ponto positivo na criação de personagens é o sistema de vantagens / desvantagens: você pode comprar quantas vantagens você quiser, mas tem que pagar a mesma quantidade de pontos em desvantagens, até atingir um equilíbrio. Isso dá ao jogo um ‘feeling’ dos antigos RPGs de livro, o que é fantástico.
Mors e Alester também possuem características únicas distintas: Mors tem afinidade com seu cachorro, e pode ver através dos olhos dele e controlá-lo para transpor obstáculos e farejar inimigos / itens. Já Alester, como um Red Priest, tem a habilidade de ‘encantar’ suas armas com fogo, bem como de enxegar o invisívels (passagens secretas e etc.). 
Enfim, para um jogo que eu instalei / joguei só por obrigação e acabei chegando até o capítulo 5 de 15 sem mal perceber, acho que não é nada mal, não é mesmo? E digo mais: mesmo em uma época com Mass Effect 3 e Diablo 3, voltarei a visitar Westeros muito em breve pra ver o final dessa história!
Um jogo que não é toda essa coca-cola toda merece uma edição de luxo?
Avaliação Final:
PRÓS:
(+) História fantástica;
(+) Adiciona à mitologia da obra original;
(+) Habilidades e poderes interessantes.
CONTRAS:
(-) Linear demais, para um RPG;
(-) Dublagem risível;
(-) Gráficos intermitentes;
(-) Loading times absurdos;
(-) Faltou refinamento em praticamente tudo.
Nota 6,5. (Não é o melhor jogo do mundo, e nem vai mudar sua vida. Mas para entusiastas dos livros / série, RPGs, ou ambos, vale a conferida! Ih! Rimou!)