Review – Atelier Totori (PS3)

O QUE? UM jRPG QUE REALMENTE VALE A PENA NESTA GERAÇÃO DE CONSOLES?


A esta altura do campeonato não é novidade para ninguém que eu sou fissurado em RPGs, e isso inclui seu subgênero oriental, o jRPG. Já falei em um post anterior (clique aqui) sobre a descaracterização do gênero na geração atual, mas que volte e meia surge uma pérola em meio à tanto esterco para alegrar o coração deste nerd amargurado e rancoroso… e é exatamente o caso de Atelier Totori: The Alchemist of Arland!

Atelier Totori é o segundo jogo da franquia Atelier (começada em 1997, no PSOne) desta nova geração. O primeiro foi Atelier Rorona (que eu nem joguei e o IGN diz que é uma bosta), e a seqüência, Atelier Meruru foi lançado recentemente na terra do Tio Sam (e estou doido pra botar minhas mãos gordas nele!). Um quarto jogo já está previsto para o final deste mês no Japão: Atelier Ayesha.
Sério, quando comecei a jogar AT, não sabia o que esperar. Estava desesperadamente precisando jogar um jRPG de verdade para esquecer a bomba que foi Final Fantasy XIII e acabei me guiando por algumas reviews positivas que me levaram à esta série. Para minha felicidade, realmente AT é um jogo que honra os jRPGs em toda sua essência.
O jogo conta a história de Totoria Helmhold (Totori para os íntimos… mas que raios de abreviação é essa que só corta uma letra?), uma jovem alquimista (aquelas pessoas que mexem ingredientes num caldeirão e fazem poções), que sonha em um dia se tornar uma grande aventureira e encontrar sua mãe que foi biscatear por aí se aventurar pelo mundo e sumiu misteriosamente.
O ‘plot’ do jogo é praticamente isso aí, resume-se em sair pelo mundo com sua recém-adquirida licença de aventureiro e buscar pistas sobre o paradeiro da sua mãe. Mas isso não é uma tarefa fácil.
Primeiro, porque você precisa prestar contas para a Guilda de Aventureiros, se você não tiver pontos  para passar para o próximo ranking, sua licença corre o risco de ser revogada.
Segundo,  que você tem TEMPO LIMITADO para encontrar sua mãe perdida por aí. Se você não conclui o jogo em um determinado período de tempo, corre o risco de dar o ‘bad ending’. E vai por mim quando digo que o tempo é apertadíssimo, e tudo, TUDO que você faz consome tempo, desde misturar uma poção até ir na feira de domingo.
Apesar de ser um aspecto interessante do jogo, este é também seu maior revés: o tempo. Pode ser frustrante para jogadores incautos (tipo eu) ver seus esforços indo pelo ralo ao estourar o tempo limite. De qualquer forma, isso adiciona à longevidade do jogo, pois faz com que você queira jogar de novo e de novo até conseguir o final definitivo (eu já comecei um jogo novo, por sinal).
A trilha sonora é extremamente inspirada e emocionante, e lembra muito grandes clássicos do gênero como Secret of Mana e Chrono Trigger.
Os gráficos, em ‘cel shading’, realçam o aspecto mangá. Os personagens, extremamente carismáticos (como todos personagens de jRPGs deveriam ser), e os relacionamentos de personagens abrem um leque para vários finais individuais possíveis.
O combate é puramente em turnos, simples e cru (assim como os jRPGs de antigamente). AT não se arrisca – e com razão – a misturar elementos de ação e / ou elementos de jogos modernos. O resultado adiciona ao clima saudosista do jogo: a sensação é que você está jogando um port de jogo de Super NES (no melhor dos sentidos).
Para não dizer que tudo são flores, a navegação no mapa e nos menus pode ser um tanto confusa e complicada, o que faz você perder seu – precioso – tempo pra zerar o jogo.
Enfim, se você é um nerd sebento como eu que cresceu jogando clássicos do jRPG como Chrono Trigger, Final Fantasy IV, V e VI, Secret of Mana e outros cúmulos da nerdice humana como esses, não deixe de conferir Atelier Totori, e fiquem atentos para suas seqüências! Eu ficarei!

Nota 8,5.

PROS:
(+) Puro clássico!
(+) Combates em turnos!
(+) Trilha sonora inspirada e saudosista!

CONTRAS:
(-) O tempo NÃO está do seu lado!
(-) Navegação confusa às vezes.

  • Sério vou parar de ler seus reviews de jogo, to quase sucumbindo a tentação de comprar um video-game. Se fizer isso aí sim que não faço mais nada útil da vida

  • Ainda não acredito q jogou… hauhauhauha