Review – Os Vingadores Prelúdio: O Triunfo de Fury

SERÁ QUE UM ‘SPINOFF’ EM QUADRINHOS DE UM FILME (BASEADO EM QUADRINHOS) TEM COMO SER LEGAL? SERÁÁÁÁÁ?

Já abro meu review com uma ressalva: não sou nem nunca fui muito fã de quadrinhos baseados em filmes, menos ainda de quadrinhos baseados em filmes de quadrinhos. Numa metáfora besta, seria a mesma coisa que ir em uma casa de câmbio, trocar seus reais em dólar, e depois destrocar: a cada troca, tem uma perda de valor intrínseca aí.

Mas, como gostei MUITO do filme dos Vingadores, e estava louco pra revisitar aquele universo (e sem saco de esperar mais uns 2 anos pelo próximo filme da sequência), resolvi dar uma chance à “Os Vingadores – Prelúdio / O Triunfo de Fury” (dois subtítulos? WTF?). E aí, qualé? É esse o ‘spinoff’ que vai me fazer mudar de idéia sobre adaptações cinematográficas em HQs?
Definitivamente NÃO.
A idéia é até simpática: nos EUA, a série foi lançada ANTES do filme, para contextualizar os leitores nos eventos dos filmes anteriores, e interligá-los preparando o terreno para o filme dos Vingadores.

Fury e seus ‘diretores-executivos figurantes’.
A HQ tenta preencher vários ‘gaps’ entre as histórias, tais como de que maneira Clint Barton foi parar no Novo México no filme do Thor, ou como a armadura do Destruidor virou aquela arma usada pelo Coulson no filme dos Vingas. Mas nada de crucial para a história, nem nada que já não funcionasse de maneira implícita. Não sei quanto a vocês, mas eu, particularmente, odeio que me nivelem por baixo e chamem de burro por tabela
Pra não dizer que tudo são mazelas, a maneira como eles ‘interpolam’ as histórias dos filmes é bem interessante, pela primeira vez vemos uma linha do tempo e a ordem em que aconteceram os eventos.
Viúva dano um pipoco na perna do Dr. Samuel ‘Líder’ Sterns (personagem que apareceu no filme do Incrível Hulk).
A arte também é destaque, conta com o trabalho dos competentes desenhistas brazucas Luke Ross, Daniel HDR e Wellinton Alves. Mas nem isso salva a obra: a arte é, por muitas vezes intermitente e inconstante, e oscila de momentos inspirados para outros bem desleixados. Acho que nem os artistas levaram muita fé nessa porra!
O preço é bem salgadinho (R$ 11,90 por 92 páginas), e a edição da Panini em si também foi estranha: capa couché, papel offset (tipo um sulfitão) e encadernação brochura. Não sei se eles queriam testar esse formato ou o que, mas pra mim não ornou… a capa couché é lustrosa e escorregadia, e pega muito as marcas das digitais; a encadernação brochura é uma merda e parece que o gibi vai desmontar a qualquer momento. Apesar disso, gostei muito da impressão no papel offset (fora que ele é cheiroso), mas dá próxima poderiam fazer uma capa cartão e lombada quadrada!
Enfim, por fazer vários crossovers dos filmes que precederam os Vingadores, a HQ tem aquele feeling de ser um aglomerado de ‘cenas pós-créditos’, e nenhuma delas interessante o suficiente pra valer seu dinheiro.
Confiram abaixo um ‘preview’ com as primeiras páginas.
Nota 4.

Editora: Panini Comics
Autores: Chris Yost e Eric Pearson (roteiro); Luke Ross, Daniel HDR, Agustin Padilla e Wellinton Alves (arte) – Publicado originalmente em Avengers Prelude: Fury’s Big Week.
Preço: R$ 11,90
Detalhes da edição: 92 páginas, capa couché, papel offset e encadernação brochura.
Data de lançamento: Junho de 2012