Hooligans Nerds – Interlúdio

Ou, uma breve história sobre como comecei a ler gibis…

Então macacada! Para contextualizar o próximo – e polêmico – capítulo da saga Hooligans Nerds, que falará sobre Marvel vs. DC, resolvi expor um pouco meu background pessoal como ‘gibizeiro’. Então convido vocês a uma breve visita ao meu longínquo e obscuro passado…


Comecei a ler gibis ainda muito novo, e o meu primeiro gibi de herói foi lá por 1989 (6 aninhos). Por ironia do destino, com um gibi do Superman, que já postei há alguns tempos atrás aqui. Sim, o Marveco que vos fala começou sua carreira como DCnete (sim, é DCnete). E só virei Marveco – pasmem – em virtude da demanda do ‘mercado’. Hein? Como assim? Guenta na cadeira que já chego lá.

Desde pequeno fui muito influenciado por minha mãe, que além de psicóloga também era professora. Então, quer maneira mais lúdica e fácil de ensinar um piá catarrento a ler do que um bom e velho ‘gibizinho’? Aprendi a ler aos 3 pros 4 anos (precoce esse menino) lendo gibis da turma da Mônica e da Disney, e depois parti para as ‘dorgas’ mais pesadas. Foi aí que eu conheci os super-heróis. A ‘véia’ (como é véia) só conhecia / colecionava heróis das antigas, como Fantasma, Mandrake, Flash Gordon, e, claro, Superman e Bátima.

Meu primeiro gibizinho!

Como esse era o meu ‘universo conhecido de heróis’ (naquela época e com aquela idade, não sabia lhufas que herói era da cada editora e, sinceramente, nem me importava), aí foi meu ponto de partida. Comecei com Superman (na época ainda Super-Homem), Bátima, depois passando pela Liga da Justiça (na época com a excelente Liga Internacional de Keith Giffen e J.M. DeMAtteis), e, esporadicamente, alguma coisa do Homem-Aranha (como falei, sem distinção de editoras).

A sensacional Liga da Justiça Internacional de Keith Giffen e J.M. DeMatteis.

Já um pouco mais velho, no início da década de 90, surgiu aquele desenho do ‘Xis-Méin’ (antes do desenho, qualquer piazinho de bosta que se prestasse falava assim) na globo, o que me fez despertar interesse (hmmm boiola) pelos heróis mutunas. Obviamente, como pequeno verme que era, fui atrás de
gibis deles. Na época, a abril estava republicando (pela enésima vez) a formação da segunda classe de X-Men, do Chris Claremont (Wolverine, Tempestade, Colossus, Noturno, Banshee, Solaris e Pássaro Trovejante – esqueci alguém?). Como na época eu era um piazinho idiota, estranhei aquelas diferenças todas na formação da equipe (‘pô, não é ingual ao desenho! Cadê o Morfo? Cadê o Gambit?’), mas, mesmo assim, peguei gosto pela leitura e continuei acompanhando o Professor X & Cia. por
muitos e vindouros anos.

O desenho cláááááássico dos anos 90!

Foi mais ou menos nessas alturas do campeonato que eu descobri a magia dos ‘sebos’. Eu levava dois gibis que eu já tinha lido e trocava por um inédito! Lógico que, dependendo do que você está trocando é um péssimo negócio (e na maioria das vezes, realmente é), mas imagina para um piá de bosta, sem a menor noção do que é uma coleção, e sem dinheiro pra comprar quadrinhos novos em banca? Eu achava o máximo! Escambeei minha coleção diversas vezes, até ficar sem praticamente nada. Lógico que agora, anos depois, me arrependo muito de várias ‘transações’: alguns gibis até tive que re-adquirir agora, depois de velho.

A segunda geração de X-men por Chris Claremont, e sua releitura por Mike Deodato (nunca canso dessa IBAGEM!)

Ah, e lembram que falei agora há pouco que minha conversão para Marveco foi demanda de mercado? Pois então! No sebo que eu ia, lá pelas tantas pararam de aceitar meus gibis da DC porque alegavam que eles “não tinham saída”. Talvez por Marvel ser mais ‘modinha’ em virtude dos desenhos do Homem-Aranha e X-Men, então, pra não ficar com ‘encalhes’ em casa e sempre poder trocar meus gibis, acabei virando Marveco por conveniência (se não pode vencê-los, junte-se à eles).

O resto é história. Depois vieram a Conrad e a JBC com mangás, então dei um tempo com os comics, e lia só material japorongo. Voltei a ler o Homem-Aranha um pouco antes da Guerra Civil, seguido pela Marvel inteira, e finalmente, a DC novamente. Hoje sou um verme completo (e pobre) pois tenho assinaturas tanto da Marvel como da DC, compro todos os spinoffs e especiais, e de lambuja ainda engreno um mangá aqui ou ali.

Marvel vs. DC, quem ganha?

Mas não estamos aqui para falar de mim, e sim para falar de coisa boa Marvel vs. DC. Qual é a melhor? Qual é a mais baguá? Qual merece mais sua atenção e seu suado dinheiro? É a Marvel? É a DC? São as duas? Ou não é nenhuma das duas? Veremos. Confiram logo mais no próximo post!

Ah, se você perdeu algum dos capítulos anteriores de Hooligans Nerds, se fodeu! não tema, visite-os nos links abaixo!