Preview: Sword Art Online [Anime]

Lembra que eu xinguei a falta de originalidade de Sword Art Online ((ソードアート・オンライン)? Se você lembra você também lembra que como bom gordo otaku eu disse que provavelmente veria a série pra dar meu parecer e então eu vi o primeiro episódio. E eu gostei do que vi. Muito.

Como eu disse antes a ideia da série é que existe um MMO onde as pessoas entram de cabeça e tudo (ui!) no jogo numa realidade virtual e por um motivo (que agora eu sei e você também saberá) o criador resolve trancafiar todo mundo no jogo e pra sair tem que ganhar o jogo. Ah, e se morrer lá morre IRL (“Se morrer morreu” já dizia Ivan Drago em Rocky IV).

TÁ NA HORA DO PAU!

O episódio começa com o anúncio nas TVs do lançamento do jogo SAO para o público em geral mostrando inclusive as filas de pessoas esperando pra comprar e toda aquela pataquada que só vermes sabem fazer.

Somos agraciados a seguir o personagem gurizote de (prováveis) 16 anos que é chamado de Kirito e sua entrada no mundo SAO. Para nosso deleite descobrimos que ele foi um dos beta testers da bagaça e isso chama a atenção de um outro jogador – Klein – que pede ajuda pra ele ensinar como jogar (newba!)

“O ar aqui é muito limpo, Kirito.” “Mah que ar porra?”

O episódio desenvolve um pouco essa coisa meio tutorial do jogo por um tempo que é até divertido só pra ver como a coisa funciona e aí a porra fica séria quando Klein tenta deslogar, e né? Durante a descoberta entre Klein e Kirito que não existe mais a função de logout eles são transportados para o ponto inicial do jogo aonde – numa maneira pra lá de macabra meio sangüínea – o criador/Admin do jogo aparece para dar o tórrido anúncio.

VEM NI MIM

Lá a casa cai pra todo mundo. O manolo explica que ele avisou todo mundo já IRL do seu plano infalível do mal e que ele não recomendava que os familiares e amigos tentassem remover o equipamento (já que o equipamento intercepta todas ondas cerebais então o jogador não tem controle sobre seu corpo) porque um dispositivo dentro do capacete dispararia uma microonda fatal no cérebro do jogador matando-o. Por sinal, seria assim que o pessoal que perdesse 100% do HP morreria também.

O admin dá a cartada final ao dizer porque ele fez isso e putedo, que coisa de mestre! Não é resgate, não é porque uma filha morreu. Não. Ele admite inclusive que o objetivo já havia sido feito (orra! vilão profissa!) que era simplesmente ser um deus daquele mundo que ele criou e manipular a vida das pessoas. Vilão foda gonna foder todo mundo.

De quebra, ele dá um presentinho pra todo mundo nos itens que é um espelho. Todo mundo na praça abre e o avatar mudar pra visão real da pessoa com o corpo e rostos iguais inclusive. Ponto awesome pro realismo quando uma dupla de um cara “fodão” e uma lolita se transformam num velho gordo verme e um cara magrelo alto de vestido respectivamente.

Dupla dinâmica é o caralho.

Em geral eu gostei da arte e da animação. Na verdade, eu não ligo mais tanto pra isso desde que o troço não cague na minha cara de tão ruim e a idéia de fazer um MMO facilita muito no quesito arte quando o estilo é medieval. O pouco do que vemos da tecnologia atual se salva pro aceitável escapando daqueles absurdos tecnológicos dos anos 90 remanescentes de pérolas como o filme dos hackers.

O realismo da coisa se sobressai em vários fatores: desde o caso dos manolos fingindo serem outras pessoas como aí em cima até as filas das pessoas esperando de noite pra comprar um jogo mesmo que ele seja vendido digitalmente. Ponto positivo também ao dar uma explicação aceitável sobre como o jogo mata as pessoas de verdade – não sou físico obviamente mas parece bem plausível que uma microonda super-forte mate alguém e não uma coisa macabra.

A dublagem (japonesa óbvio seu bosta) é realmente muito boa – tirando o gritinho do Kirito no ep#1 – e não foge, mais uma vez, do padrão com aqueles personagens que beiram o revoltado para os que clamam pela liderança. A trilha sonora foi tão irrelevante que até agora eu nem lembro dela pra você ter noção.

Vale a pena ver? Porra se vale! Se isso não é motivo suficiente você que se foda. E dá licença que eu vou ver o ep#2.