Review – Arcana Famiglia #001. Mah que cazzo!

O que dá juntar anime com máfia com magia com tarô? Dá merda é o que dá — e também um anime novo nessa temporada: La storia della Arcana Famiglia (アルカナ・ファミリア, Arukana Famiria) [A história da família Arcana]. Anime este baseado num jogo de PSP. Isso mesmo, um jogo.

A históra é muito simples comissário: existe uma ilha chamada Regalo que é protegida por uma família (adivinha qual) de vários problemas: Desde ladrões até investidas estrangeiras. Em um ponto tive a impressão que o chefe da família até falou algo sobre depressão econômica. Pelos cenários a história parece se passar num mundo dos anos 1920/1930 com um pouco de exagero talvez…

Calhambeque bi-bi…

Tudo começa com a cena de um rapazote muito bem apresentado (nuoffa!) que está dando uma lição de moral em um grupo da bandidos adultos — até velhos — e deixando claro que ele é fodão. Um outro gurizote num barco escuta de longe o que tá rolando e decide entrar na bagaça. Resumidamente: tudo isso é pra mostrar quem são os integrantes da tal família com uma leve introdução pra uma certa característica da personalidade de cada um.

Cosa nostra #sóquenão

Aí eles voltam pra mansão e o Papa (não o Imperador Palpatine) chega e fala pra todo mundo que ele cansou o pinto dele não sobe mais dessa vida e vai se aposentar. Em qualquer máfia de verdade ele seria morto mas em Arcana Famiglia ele resolve criar um torneio pra ver quem é o usuário Arcano mais forte (Naruto-feelings).

Poder arcano?” De maneira rápida: magia. De maneira longa: magia forçando a amizade. O poder de alguns personagens são demonstrados e outros apenas mencionados então imagino que no futuro deva aparecer — não sei porque não pretendo mais ver esse lixo. Os caras fazem um acordo com alguém que dá poderes relacionados a carta do baralho de tarô usado no acordo. Minha conclusão? É o cigano Igor!

… GAMEI *_*

Rola um desentendimento porque o Papa também diz que ganhar além de virar dono do morro, ganhar um desejo atendido por ele também vai casar com a filha dele, a linda e bela Felicitá (#NOT). Aliás, esse é um bom momento para dar nome a alguns personagens: Felicità, Libertà, Debito, Nova, Pace, Luca, Dante. Eu fico sem palavras para a criatividade.

A porra fica séria com o Libertà dando uns gritinhos depois que o Papa dá uma lição de moral na Felicità e o Nova defende o Papa — sério, minhas mãos não estão paradas enquanto escrevo isso já que tenho um pouco de sangue italiano cudiona (sotacón, não italiano em si). A Felicità não ficou muito feliz e tanto o Nova quando o Libertà prometem que vão ganhar e não vão casar com ela.

Já vi essa porra antes…

Orra parece dazora esse anime Ruthes!” Não. Nem parece. Aliás, nem é.

A história é tão superficial mas tão superficial que eu achei que o tempo demorou pra passar. Eu literalmente parei o vídeo pra confirmar quanto faltava do episódio porque eu não aguentava mais. Vamos por pontos e notas [escala 1 até 5]

  • Animação/3.0: Bem abaixo do esperado de um estúdio como a J.C. Staff (Shakugan no Shana, Nodame Cantabile, Toradora! dentre outros) mostrando que às vezes alta definição é um problema e não uma solução (eu assisti a cópia em 1080p). Não chega a ser horrendo mas eu esperava mais
  • Arte/3.5: Não se deixe enganar por essa nota! Se dependesse apenas dos personagens era 1.5 e olha lá por ser pobre demais, só não é mais comum porque os personagens de anime/mangás evoluíram dos anos 90 onde o rosto consistia em 90% dos olhos (see what I did there?) e eu realmente acho que a gente já passou da fase de cabelos azul nesse tom né? Com relação ao resto da arte eu achei que foi de boa pra mediana porque retratou construções clássicas que eu sou meio architecture-fag
  • Música/??: Acreditem se quiser mas eu não consigo lembrar de uma música da trilha sonora! Normalmente isso seria uma coisa boa porém eu não lembro mesmo! É como se nem existisse. Prefiro não dar nota por isso
  • Enredo/1.0: Máfia? Magia? Tarô? Eu achei que depois de Madoka eu deveria ser menos preconceituoso com essas categorias mágicas de histórias mas Arcana Famiglia me fez perceber que até que ter receio não é de todo ruim. A história realmente não me prendeu e só me fez achar que o jogo deve ser tão ruim quanto
  • Média final: 2,5
  • Vale a pena? Claro! Se você quiser jogar fora 30 minutos da sua vida, é claro.

Tirem-me daqui, por favor.