Review – Final Fantasy III

A série de RPGs japorongos de maior suuuuucesso chega ao Android!

Então, que eu curto jRPGs já não é segredo pra ninguem. A série Final Fantasy então, nem se fala. E já que a série anda meio caidinha ultimamente, o jeito pra Square ganhar dinheiro é fazer remake dos jogos antigos e tentar resgatar a série à antiga glória. E a bola da vez é o Final Fantasy III para Android.

Na real esse jogo não é novidade. O remake, originalmente feito para DS, foi adaptado para o iOS e agora chega às telas do celulares / tablets com sistema operacional Android (na verdade foi lançado em março desse ano… mas sabe como é, CnC sempre publica notícias atrasadas).

Como é um remake de um jogo da era 8 bits, a história não poderia ser mais manjada: você controla os 4 guerreiros escolhidos que devem juntar o poder dos 4 cristais para derrotar o mal. Enfim, o mote básico dos cinco primeiros jogos da série.

Mas a releitura é caprichada. Ao invés dos 4 personagens ‘genéricos’ do jogo original para o Nintendinho, temos aqui personagens com um certo ‘background’ (ainda que mais rasos que um pires, como diria o gordo):

– Luneth, o protagonista, um garoto órfão, criado no vilarejo de Ur, representa a coragem;
– Arc, amigo de infância de Luneth, representa a bondade;
– Refia, filha do ferreiro do vilarejo de Kazus, representa a afeição;
– Ingus, um soldado do reino de Sasune, que possui um amor oculto pela princesa Sara, representa a determinação.

Da esquerda pra direita: Luneth, Arc, Refia e Ingus

Tudo bem que é tudo desculpinha, e depois que os quatro personagens se ‘encontram’ no começo do jogo, fica tudo a mesma coisa. A classe que os personagens começam também mudou: do original ‘Onion Kid’ (garoto-cebola? hein?) para ‘Freelancer’ [ATUALIZADO: jogando, consegui achar um fragmento de cristal que permite usar o job ‘Onion Kid’].

Menus. Adoro menus.

A jogabilidade foi bem adaptada à tela touch dos aparelhos móveis, principalmente a movimentação pelo controle analógico – que não se limita ao canto esquerdo da tela: onde quer que você toque, surge um ‘joystick’ na tela.

A diversão é garantida: depois que comecei a jogar, esperando a Dona Patroa comprar um par de sapatos na loja, me vi perdido em horas e horas de jogo! Até em casa voltei e meia eu deixava XBOX, PS3 e PC de lado pra jogar FFIII na tela minúscula do meu celular (sim, eu realmente estava precisando de um jRPG que prestasse).

O único contra que consigo pensar é o preço. O jogo custa salgados 1.470 yenes, aproximadamente 34 Dilmas. Mas vou te falar rapá, que vale a pena! Eu já tive todo o retorno do meu investimento em diversão (porque comprei original, obviamente).

Enfim, fãs hardcore e saudosistas de um gênero quase extinto (pelo menos na concepção original do termo), e que não se importam que esse seja um ‘enésimo’ remake de um Final Fantasy, devem conferir esse jogo!

Nota 8,5.

PRÓS:
(+) jRPG das antigas;
(+) Boa jogabilidade para um mobile.

CONTRAS:
(-) Caro pra caralho.

  • Edu Rocha

    Fica a dica, não usar só o quick save, se você morrer ele volta para o começo do jogo e perde o seu quick save. Fiquei muito puto com isso e parei de jogar, mas também recomendo, principalmente pros saudosistas e nostálgicos de plantão.

    • Fala Edu! Valeu a dica! Não sabia desse lance do quicksave, vou tomar cuidado daqui pra frente. Se bem que só estou usando em última hipótese!

      Um abraço!