Review Novos 52 – A Sombra do Batman #1

A Morcega teve um começo morno, mas e os derivados?

Como a morcega está na moda essa semana (não percam nosso podcast de terça), nada mais justo que falar do outro mix do cruzado encapuzado na série de reviews dos novos 52! Bora?

A Sombra do Batman #1

Editora: Panini Comics – Revista mensal

Detalhes da edição: Capa couché, papel prisa-brite, lombada quadrada, impressão de merda.

Cascalhos: R$ 14,90 -> Grana Preta!

Número de páginas: 148

Data de lançamento: Junho de 2012

O que tem na edição?

Batman e Robin: Nascido para Matar #1 (Roteiro de Peter J. Tomasi, desenhos de Patrick Gleison e Arte-Final de Mick Gray)

Finalmente vemos a volta do Robin Damian como um molequinho pentelho e turrão! Antes do reboot ele já tava ficando muito bonzinho. A cena que ele mata um morcego só pra aplacar sua ‘sede de sangue’ foi foda. Mas isso foi no número 1 ou 2?

Nota 4/5


Batwing: O Berço da Civilização #1 (Roteiro de Judd Winnick, desenhos de Ben Oliver)

Batwing é o Bátima da África. A armadura, por incrível que pareça, dá um toque legal à trama e foge daquela estereotipagem clássica que a literatura americana adora fazer (o que você esparava? Um Batman de sunga de palha e máscara tribal e cantando Uga-Uga?). Na trama, o bat-negão confronta Massacre (nada a ver com aquele da Marvel), um ex-herói que virou malvadão por motivos ainda desconhecidos. Uma história simples, porém bem interessante, e fica uma bela deixa pra continuação. A arte fotográfica também ficou bem legal e combina com o teor da história.

Nota 3/5

Batgirl: Estilhaçado #1 (Roteiro de Gail Simone, desenhos de Ardian Syaf e arte-final de Vicente Cifuentes)

Eu gostava muito da Bárbara Gordon como Oráculo e da Stephanie Brown como ‘Batguél’. E parece que Steph tinha uma legião de cuequinhas fãs que ficaram em polvorosa quando souberam que Babs voltaria a vestir o manto da Morcega. Particularmente, achei desnecessário esse ‘reboot’, ainda mais que não desconsideraram o que aconteceu em ‘Piada Mortal’, ou SEJE, ela foi paraplégica por alguns anos, depois, como num toque de mágica, voltou a andar toda pimpona. Que deselegante. E o roteiro de Gail Simone? Bom, pra mim a única coisa que a gordita escreveu e prestou foi aquela série do Deadpool. Huahuauhahuahua! Mas tudo bem, não vamos desmerecer tanto. A história em si não chega a ser empolgante, mas deixa a expectativa para o próximo número.

Nota 2,5/5

Mulher-Gato: …sem tirar de dentro todo o uniforme (Roteiro de Judd Winnick e Arte de Guillem March)

E começou ~le fap time! História bem bacana, e arte melhor ainda. No final tem aquela controversa cena de sexo com o Bátima e sua ejaculação precoce.

Nota 3/5

Capuz Vermelho e Os Foragidos: Eu lutei contra a lei e dei uma surra nela (Roteiro de Scott Lobdell e arte ruim de Kenneth Rocafort)

Falando em ‘fap-time’, essa é a história ‘soft-porn’ da revista. A história mostra uma Estelar biscateira que dá pra todo mundo, principalmente pros seus parceiros, os delinquentes juvenis Jason Todd (Capuz Vermelho) e Roy Harper (Ricardito? Arsenal?). Obóviamente, sendo roteiro do Scott Lobdell, não tinha como sair coisa boa.

Nota 1,5/5

Asa Noturna: Bem-vindo a Gotham (Roteiro de Kyle Higgins, desenhos do brasileiro Eddy Barrows e arte-final de JP Mayer).

Dick Grayson, aquele viadinho, abandonou o manto da morcega e voltou a ser o Asa Noturna. Mas vou te falar: curti muito essa história. Talvez pela simplicidade, talvez por retomar a origem do herói (inclusive, revisitando os ex-colegas de circo)… enfim, um novo vilão com garras de Wolverine aparece para aporrinhar nosso herói. Trama simples, direta e sem rodeios. Mas funciona. História com potencial.

Nota 3/5

Batwoman: Além de Uma Sombra (J.H. Williams III, roteiro e arte; W. Haden Blackman, co-roteirista; Amy Reeder, arte)

De longe a melhor história do mix, não só pela bela arte, o roteiro é muito bom também. Trocando em miúdos, o Bátema quer descobrir quem é a Batwoman, ao mesmo tempo em que ela se envolve com um grupo criminoso chamdado ‘Religião do Crime’. A narrativa é bem dinâmica e oscila entre os pontos de vista de um e outro com maestria. Ansioso pelos próximos capítulos.

Nota 4,5/5

Considerações Finais: Um mix bem sólido da dona Panini, e o melhor (das que fiz reviews) até aqui. Tirando a história do Capuz Vermelho, todas as demais histórias são de medianas para excelentes. Apesar do preço meio caro, vale o investimento.

Nota Final: 3,5/5

  • coconacuia

    Orra, Capuz Vermelho é divertidíssimo, única coisa do Scot Lobdel que presta em anos…..