Review – Novos 52 – Liga da Justiça #1

O reboot dos maiores heróis de todos os tempos. Ou não.

Fala Macacada! Eu, como o único dos CNCs que realmente está acompanhando o reboot da DC pela panini, vou trazer em primeira mão os reviews das edições brazucas do mês passado.

A idéia era ler TODA a primeira leva de gibis dos novos 52 e fazer um apanhadão geral. Mas acabei resolvendo fazer ‘mini-reviews’ para facilitar a leitura para você, amigo, leitor e também para encher linguiça.

A primeira revista para inaugurar a série não poderia ser nenhuma menos que Liga da Justiça #1, o gibi que ‘rebutou’ todo o conceito de cuecas por cima das calças! Então, vamos lá?

Liga da Justiça #1

Editora: Panini Comics

Detalhes da edição: Capa couché, papel prisa-brite, impressão de merda.

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 64

Data de lançamento: Junho de 2012

O que vem nesta edição?

Liga da Justiça – Parte Um (Justice League # 1) – Geoff Johns (roteiro), Jim Lee (desenhos), Scott Williams (arte-final) e Alex Sinclair (cores);

O tão aguardado reboot do grupo dos maiores heróis de todos os tempos, e a melhor história desse mix fedorento. Nela, Bátema se junta ao Latrina Verde para investigar um bicho feio em Metrópolis e acabam sendo atacados por um – boladão – Superman de gola rolé. A trama tem uma dinâmica bem legal, e tem aquele ‘gostinho’ de filme da Liga. Além do que, é bacana ver essa interação dos personagens em começo de carreira, aspecto que era pouco explorado na cronologia antiga (pelo menos no final).

Nota 3,5/5

Capitão Átomo em Evolução das Espécies (Captain Atom # 1) – JT Krul (roteiro), Freddie Williams II (arte) e José Villarrubia (cores);

Uma merda de história sobre um merda de herói. Capitão Átomo funcionava bem como parte da Liga da Justiça Internacional e olhe lá. E OLHE LÁ. Agora, tão querendo dar destaque pra ‘carreira-solo’ dele. Obviamente não funcionou. Além do que, acho o JT Krul feio, chato e bobo. E foi ele que escreveu a história do Ricardito cheirador de gatinhos, não foi?

Nota 1/5

Liga da Justiça Internacional – Os Mestres dos sinais – Parte 1 (Justice League International # 1) – Dan Jurgens (roteiro), Aaron Lopresti (desenhos), Matt Ryan (arte-final) e Hi-Fi (cores).

Falando em Liga Internacional, olha ela aí. Até fiquei empolgado com a idéia deles estarem no reboot, afinal, a Liga cômica e suas ‘gags’ sempre estiveram presentes na minha infância. Só que que essa nova versão não tem graça nenhuma. Até os personagens, que em suas encarnações anteriores eram buchas porém deveras interessantes , aqui são simplesmente buchas: insossos, sem personalidade e sem sal. A história em si não é de toda ruim, mas depois de ler em 5 minutos você não vai nem mais lembrar dela. Eu não me lembro.

Nota 2/5

Comentários finais: Porra Panini! Antigamente os mixes tinham proporções de 2 histórias boas pra 1 ruim. Agora inverteu a parada?

Detalhe para a edição: o papel prisa-brite é uma merda, e a impressão está horrível. Parece que o papel ‘chupa’ a tinha e borra tudo. Tem horas que é até difícil de ler. E isso é um problema recorrente em todas as edições mensais da Panini. Poderiam ter aproveitado o reboot e ‘mexido’ um pouco na edição, como fizeram com o Flash (que veremos adiante).

Nota Final: 2/5 (Uma boa história não compensa para amargar outras duas bombas).