Joe Kubert – Vida e Obra

18.09.1926 * 12.08.2012

Nascido de uma família judia em 18 de Setembro de 1926 nas Ucrânia, Joe Kubert cresceu no Brooklyn em New York City e começou a trabalhar com quadrinhos muito cedo, aos 12 anos de idade, incentivado por seus pais.

Formou-se na “Manhattan’s High School of Music and Art“, quando conheceu Norman Maurer, que tornou-se um colaborador recorrente do artista. Junto dele e como todo artista iniciante passou a caçar editores e aceitou uma série de trabalhos menores para se firmar, muitas vezes como colorista.

Gavião Negro

Joe passou quase toda a sua carreira produzindo para a hoje denominada DC Comics foi daí que surgiram seus grandes trabalhos como Hawkman, conhecido no Brasil como Gavião Negro e Sgt. Rock. Curiosamente foi Joe quem ilustrou uma das primeiras versões de Os Sete Soldados da Vitória, que foram posteriormente recauchutados para os anos 2000 numa excelente série limitada de Grant Morrison. Sua longa e marcante fase com o Gavião Negro, começou em 1945, com a história “The Painter and the $100,000″na revista “Flash Comics” #62 (Sim, as revistas daquela época costumavam ter histórias de outros personagens dentro delas, que não a que dava título ao gibi).

Sgt. Rock

Depois disso, em 50, Kubert tornou-se editor da St. John Publications e em colaboração com Norman Maurer criou a primeira história em quadrinho 3D, no ano de 1953 (hein? hein?), a “Three Dimension Comics #1” estrelando o Mighty Mouse.

Mighty Mouse 3D

Foi nessa época que Joe criou o personagem Tor, não o Deus do Trovão da Marvel, mas um garoto pré-histórico que estrelou a revista “1.000.000 Years Ago”. Kubert voltou a trabalhar pra DC em 1955, voltando a ilustrar Gavião Negro e posteriormente os quadrinhos de guerra “GI Combat“, estrelando o Sargento Rock e o tanque assombrado (Sgt. Rock and The Haunted Tank).

Tor

Na década de 1967 à 1976 Joe Kubert foi diretor de publicações da DC Comics, onde reinventou criações de Edgar Rice Burroughs para os quadrinhos,como Tarzan e Korak e lançou personagens mais obscuros como “Rima, the Jungle Girl” (algo como Rima, a cocota da selva) e Ragman, conhecido aqui como Retalho e visto pela última vez no grupo mágico da DC, “Shadow Pact”.

Tarzan

Foi na década de 60 também quem Joe pegou o trem e mudou-se para Dover, New Jersey, onde fundou, em 1976, a Joe Kubert School e produziu uma ninhada de filhos, entre eles os hoje grandes artistas da Marvel e DC, e dois dos meus favoritos de todos os tempos, Andy e Adam Kubert.

Joe e sua fábrica de aventuras

Da década de 90 em diante Kubert dedicou-se a alguns trabalhos autorais mais esparsos, como a graphic novel Country Mouse City Rat pela Malibu Comics, Fax from Sarajevo e uma mini-série do Tor. Em 2008 ele lançaria pela DC Comics as últimas histórias desse personagem. A ilustração belíssima da capa você confere abaixo:

A última mini-série de Tor pela DC

Kubert também contribuiu com uma história do Sargento Rock para a coletânea Wednesday Comics da DC, que inexplicavelmente não foi publicada no Brasil até o momento e escrita pelo seu filho Adam.

Seus últimos trabalhos consistiram na arte final da mini-série do Coruja, como parte dos especiais que compõem Before Watchmen, e algumas capas especiais.

Coruja em “Before Watchmen”

A DC deve publicar em breve um especial com histórias clássicas de Joe e histórias novas produzidas por artistas atuais em cima de seus personagens. Antes que comecem a atirar pedras, esse especial fora anunciado muitos antes de sua morte.

Legado da Estrela

Entre suas grandes contribuições para os quadrinhos, além, claro do estilo inconfundível e inigualável de suas pinceladas, de ter sido um bom escritor, excelente desenhista, editor e por fim professor, foi a criação da Joe Kubert School, nada mais que o primeiro curso superior voltado para produção de Histórias em Quadrinhos do mundo, hoje referência mundial na área e fábrica de grandes talentos como Alex Maleev, Scott Kolins, Lee Weeks e o brasileiro Sergio Cariello. Esse Gordo que vos escreve inclusive sonhou quando criança conseguir uma bolsa para estudar lá, mas ou me faltou talento ou meus desenhos se perderam no meio do caminho (era uma época sem internet).

Com 85 anos ainda ativo no mercado e com o mesmo brilho no lápis, Joe se despede, mas seu trabalho persiste, e serve como inspiração para todos que assim como ele amam o meio dos quadrinhos e das artes.

por Leandro.

REFERÊNCIAS:

Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Joe_Kubert

Site da Joe Kubert School: http://www.kubertschool.edu/