Review – Final Fantasy XIII-2

A continuação (porém não o final) da saga de Lightning & cia!

Só que o problema é que você não joga com a Lightning e sim com sua irmã fracote Serah, que você resgatou no primeiro jogo!

Nessas minhas últimas férias eu tinha como objetivo ‘botar a jogatina em dia’. Então peguei todos os jogos que já havia começado para tentar acabá-los de vez, principalmente os RPGs. Sendo assim, zerei Mass Effect 3, Diablo 3 e, finalmente, o último da lista, Final Fantasy XIII-2.

‘Po, mas o FFXIII não foi uma merda?’ – você pergunta. Sim, foi. Mas eu sou um verme e resolvi dar uma chance pro XIII-2 mesmo assim.  E não é que ele conseguiu superar o antecessor? (Não que isso seja grandes vantagens…)

FFXIII-2 começa exatamente de onde o primeiro parou. Bom, mais ou menos… na real, 3 anos após a cristalização de Cocoon e dos humanos passarem a colonizar o planeta Pulse. O jogo já começa com uma surreal batalha de Lightning contra uma bichona de cabelo rosa Caius Ballad, principal antagonista do game. No meio da batalha, Lightning conhece Noel, outro viadinho um jovem viajante do tempo, e despacha ele pra ajudar sua irmã, Serah, a consertar o fluxo do tempo que está todo zoado.

Aí o jogo começa pra valer. No controle de Serah e Noel, você tem que consertar o fluxo cronológico enquanto procura Lightning, seja lá onde na casa do caralho ela se meteu.

A mecânica do jogo praticamente não mudou: com exceção do sistema de criar monstros pra ajudar na batalha, a la pokémon, o sistema de batalha continua uma merda e super confuso. Para quem não está familiarizado com o jogo anterior, pode ser difícil de se acostumar com o sistema de paradigmas. Se até eu que já estava acostumado continuo me perdendo, imagine só…

A grande mudança do jogo é na linearidade. A grande queixa dos fãs é que FFXIII era linear DEMAIS, e você só tinha – pouca – liberdade perto do final do jogo. FFXIII-2 tenta remediar isso com as viagens no tempo, paradoxos e side-quests. Ainda está longe do ideal, mas ao menos deu pra quebrar o galho.  E vou te falar, me amarro em histórias de viagem no tempo, embora ache que nenhum game ainda fez isso tão bem quanto Chrono Trigger.

O sistema de criação de monstros pode ser bem divertido, gastei algumas horas atrás de monstros raros, e evoluindo-os para ajudarem nas batalhas.

Os gráficos e trilha sonora, como já é marca registrada da série, são um show à parte, de encher os olhos. O combate final também foi bastante empolgante – e difícil! Desde FFX  que eu não via uma batalha final realmente digna da série (apesar das motivações do vilão serem as mais babacas possíveis).

Esse look de ‘paquita’ é um DLC ‘de grátis’.

E no final, fica um mega-gancho pra continuação, o que já abre terreno para Final Fantasy XIII-3 que já anunciamos AQUI.

Enfim, ainda não é aquela brisa fresca que a franquia Final Fantasy precisava, mas ao menos FFXIII-2 mostrou que a Square-Enix está disposta a ouvir os fãs – e melhorar.  Pode ser que saia coisa boa no terceiro, já que eles estão tentando aprender com os erros.

Mas ainda acho que a melhor saída – e mais digna – seria investir de uma vez em um Final Fantasy XV que retornasse às origens (ambientação mais simples, combates 100% por turnos, etc), mas essa é só minha humilde opinião!

Disponível para PS3 e XBOX360.

Prós

(+) Gráficos fodas;

(+) Trilha sonora foda;

(+) Sistema de criação de monstros, simples e divertido.

Contras

(-) Combate confuso e repetitivo;

(-) Personagens não muito ‘customizáveis’.