Review – Mass Effect 3

A derradeira conclusão da trilogia do Comandante Shepard!

O Balão está de férias e, obviamente, a primeira coisa que ele fez foi zerar um jogo! Ma oeeee! E não é um jogo qualquer: estamos falando de Mass Effect 3!

Quem me conhece, sabe que sou fanzasso de ficção científica, então o universo de Mass Effect é um prato cheio para mim: rico e cheio de detalhes, é de deixar qualquer Star Wars se remoendo de inveja.

Para quem não está familiarizado com a série, ME narra a história do Comandante (INSIRA SEU NOME AQUI) Shepard e sua tripulação, percorrendo os 4 cantos da galáxia para descobrir uma forma de derrotar os Reapers, formas de vida tecnológicas cujo único intuito é destruir todos os seres vivos.

O único ‘pobrema’ é que os Reapers são virtualmente indestrutíveis, então para ter alguma chance, Shepard & Cia. tem que formar uma aliança intergalática nunca antes vista, além de construir uma arma , legado de uma raça antiga (os Protheans), que teoricamente consegue destruir os Reapers. TEORICAMENTE. Como desgraça pouca é bobagem, ME3 já começa com os Reapers invadindo nosso querido Planeta Terra, e Shepard dá jeito de dar um pinote e sair por aí buscar ajuda.

Fãs da série, que vem acompanhando desde o primeiro jogo vão reconhecer a maioria dos companheiros desta terceira parte: Ashley / Kaidan (dependendo de quem você salvou no primeiro), Liara, Garrus e Tali estão de volta como personagens jogáveis, junto com os novatos James e EDI (a inteligência artificial da nave agora descolou um corpo robótico). Demais personagens, como Miranda, Jacob, Thane, Wrex  e outros (quem quer que tenha sobrevivido nos outros dois jogos) também aparecem, mas em papéis secundários.

A jogabilidade é pra gamer nenhum botar defeito. Já elogiei certa vez a mecânica de ME2, e o terceiro conseguiu aprimorar ainda mais. Normalmente um RPG peca na parte de ação, enquanto um shooter que tenha alguns elementos de roleplay sempre fica aquém nesse quesito. Mass Effect está aí pra provar que não é bem assim, a transição quase que ‘seamless’ do roleplay para a ação e vice-versa te dá uma sensação de total imersão na história.

A parte de explorar (ME1) / escanear (ME2) planetas, que era o perrengue de todo mundo nos jogos anteriores, também foi simplificada. Até demais na minha opinião, mas nada que incomode.

Os Reapers como antagonistas funcionam muito bem. O som ameaçador que eles emitem quando estão chegando é de dar calafrios, e faz você realmente ficar com medo do confronto… e vibrar a cada vitória!

Ah, e os finais? Os tão polêmicos finais que deixaram a BioWare de orelhas vermelhas e os fãs em polvorosa. Mas será que eles foram tão ruins mesmo? Então vamos lá:

Sim e não. A partir daqui terão alguns spoilers do final, então se você quiser ler, selecione o texto abaixo.

*** SPOILERS ***

O que mais senti falta foi de um ‘combate final’. Aquela luta épica contra o chefão da fase que todos nós, gamers, esperamos. E no final não teve. O mais próximo foi o embate com uma horda de monstros com um Reaper ao fundo atirando um raio aqui ou ali. Não me leve a mal, essa luta foi foda pra caralho, morri trocentas vezes, mas ainda assim ficou aquele vazio, fiquei esperando pelo chefão que nunca veio. Uma pena, porque tanto no ME1 como ME2 tivemos batalhas finais bem emocionantes (Saren / Human Reaper), e justo no encerramento da trilogia, ficamos sem.

E o final em si que a galera reclamou? Bom, há inúmeros finais possíveis, dependendo das suas escolhas, mas a grande maioria muda um detalhe ou outro. Então, podemos dividi-los de acordo com as 4 grandes escolhas que você pode fazer no final do jogo (a escolha é tremendamente difícil, e nenhuma delas leva a um final 100% bom, então esteja avisado):

  1. Renegade – Destruir os Reapers: Você aciona o Crucible, destrói todos os Reapers, mas também destrói toda forma de vida inorgânica: EDI, os geth, os Mass Relays e até mesmo Shepard (se você lembrar de ME2, ele é parte ciborgue)! Para muitos, esse é o final ‘menos pior’, porque, além de tudo, se você importou o save de ME2, e terminou o jogo com um Effective Military Strenght maior que 5000, Shepard sobrevive no final! Yay!!! \o/
  2. Paragon –  Controlar os Reapers:  No final, você faz aquilo que o Illusive Man queria. Você se funde à inteligência artificial da Citadel a passa a controlar os Reapers, e guiá-los para defender a galáxia.
  3. Synthesis – É um final neutro. Você se sacrifica se jogando no raio do Crucible. Isso faz com que um novo DNA seja criado,  e todos viram uma mescla tecnorgânica. Na real é quase o mesmo final do Paragon, só que todo mundo fica com os olhos brilhando e uma pele meio esverdeada (que tabajara hein, Bioware?). Enfim, wi-fi grátis para todos!
  4. Refusal – Esse último final acontece quando Shepard teima igual uma mula velha e se recusa a escolher uma das 3 opções acima. Todos morrem e no final aparece alguém, numa galáxia tão tão distante, recebendo uma mensagem de Liara falando como eles falharam na guerra contra os Reapers.
Vi todos os 4 finais com e sem o DLC que a BioWare disponibilizou  para as choronas que reclamaram dos finais. Em essência, não muda nada mas pelo menos as ‘cutscenes’ a mais ajudam a explicar o que aconteceu no final das contas.
*** FIM DOS SPOILERS ***
Enfim, final ruim ou não, a trilogia Mass Effect foi uma experiência extremamente gratificante, um dos melhores (senão o melhor) enredo de ficção científica que já vi, e, infelizmente, Shepard & Cia. vão deixar saudades! Espero que revisitem o riquíssimo universo de ME em outros jogos, talvez com outros personagens.

Prós :
(+)  Jogabilidade incrível para um RPG;
(+) História e personagens extremamente cativantes;
(+) Importar saves de ME2 e ME1;
(+) É Mass Effect, precisa dizer mais?
Contras:
(-) Talvez realmente não fosse o final que os fãs estavam esperando.
  • Tiburcio

    Ótimo review, porém, achei o final uma merda. Não por ser simples demais. É q durante o jogo, já era percebido q nao tinha mais jeito de ganhar dos Reapers. Acho q a Bioware criou final mto rápido pra ter um final de qquer jeito.

    • Fala Tiburcio! Concordo com você, o final ficou bem aquém do que esperávamos. Ficou aquela impressão de ter sido meio 'enjambrado' ali, justamente pq a bioware não conseguiu dar um final satisfatório à trama. Enfim, mesmo assim ME foi um jogasso, espero que façam mais jogos nesse universo! Um abraço!

  • Garrenon

    Entao, uma pergunta. Como fazer pra continuar a franquia do ME na opiniao de vcs? Novo comandante e novas aventuras? ou continuacao do Sheppard? Eu acho esse universo criado muito rico pra ser esquecido…