Review Novos 52 – Super Choque # 1

Direto da TV para os quadrinhos!!!


Ma que bela merda…

Vocês sabiam que originalmente o Super Choque (Static Shock) era um personagem de quadrinhos? Não? Nem eu na real! Descobri lendo os extras dessa edição!

Mas enfim, Super Choque teve um começo modesto nas HQs, era pra ser uma pegada meio Homem-Aranha com um herói adolescente e ritmo de azaração total. Mas infelizmente (ou felizmente) a série foi um fracasso comercial, e anos depois foi migrado para o desenho animado que todos conhecemos ou não. Com uma pegada mais infantil, o desenho conquistou a molecadinha em geral (meu primo era criança na época, e lembro que ele se amarrava no desenho).

Animação do Super Choque, de 2001.

E agora, a dona Warner Bros (ou DC Comics), tenta transportar o personagem de volta à sua mídia de origem, os quadrinhos. E aí, será que deu certo?

Ma é claro que não né?!

Super Choque # 1

Detalhes da edição: Capa couché, papel pisa brite, impressão de merda.
Páginas: 168
Preço: 16,90 -> Grana preta!
Lançamento: Julho / 2012

O que vem nessa porra?

Static Shock #1-8 (Scot McDaniel e John Rozum)

Vamos direto ao assunto: o que foi publicado neste ‘especial’ é tudo que foi publicado sobre o Super Choque pós reboot. A partir daí você já tem idéia da qualidade do material. Parece que a história, que narra a mudança do jovem Virgil de Detroit para Nova York, tenta agradar tanto os leitores jovens e os mais maduros, e se perde num hiato entre os dois. A história é aborrecente e previsível, e os vilões parecem refugos de histórias (ruins) do Batman. A única grande sacada é um personagem (clone do Coringa) chamado Albino, que no final revela-se um agente policial disfarçado. Foi a única real surpresa que eu tive.

O único ponto positivo da edição (se é que eu posso dizer isso) é que é um arco fechado de histórias, então como um ‘one-shot’ até funciona. Completam a edição um resumo da história do personagem (que eu resumi ainda mais no começo deste review) e as belas ilustrações de capa de Emilio Lopez. Não vale o (salgado) preço de capa, nem a pau.

Avaliação Final: