Review – Spec Ops: The Line

Mais um genérico de Modern Warfare / Ghost Recon. Será?

Um jogo cujo nome é ‘Spec Ops’ por si só já clama pra ser chamado de genérico. Mas, para NOOOOOOSSA ALEGRIAAAAAAA, SO: The Line prova ser muito, MUITO mais que um genérico das supracitadas franquias.

Primeiro, tanto as séries MW como GR se gabam por fazer você escolhas de moral duvidosa (um exemplo clássico é a fase do aeroporto em MW2). Mas na real é tudo balela. O patriotismo americano ainda assim é exacerbado ao extremo, e é tudo preto no branco e não há tons de cinza: os estadunidenses são sempre os mocinhos e qualquer pessoa de turbante no Oriente Médio é um terrorista.

The Line mostra que não é bem assim. Aqui você realmente terá que tomar decisões dramáticas e de moral questionável. Não entenda errado, SO:TL não trata a vida humana com leviandade, muito pelo contrário: aqui, cada vida humana conta, e você sente na pele os sacrifícios que devem ser feitos. Também não há mocinhos nem bandidos – você não pode confiar em absolutamente ninguem, exceto seu esquadrão de apenas 3 pessoas. Tanto os malfadados terroristas de turbantes como os operativos e exército estadunidense tem suas próprias conspirações, e você é pego no meio do fogo cruzado.

A história – ponto forte do jogo – se passa em Dubai. Mas não espere ver aquela cidade do futuro, vistosa e repleta de arranha-céus… quer dizer, eles estão lá, mas a cidade está em ruínas, e ainda volte e meia assolada por tempestades de areia.

A jogabilidade não chega a ser um primor, é até meio desengonçada às vezes, mas não chega a incomodar. No geral, flui como um jogo de tiro normal. O grande trunfo é poder fazer uso do cenário em seu favor: por exemplo, fazer com que os vidros atrás dos seus inimigos quebre para que eles sejam inundados por uma tempestade de areia.

A dificuldade é outro ponto alto. Minha grande birra com os ‘Call of Dutys’ da vida foi o desafio. Em todos os MW, por exemplo, se você fica escondido atrás de uma cobertura, seu esquadrão dá conta do resto. Aqui não: espere por horas e horas de tiroteios frustrantes (no melhor sentido possível, é claro) e extremamente desafiadores. Sério, fazia séculos que eu não jogava um jogo de tiro em que minha munição acabava. Aqui acabou.

Enfim, em tempos que o gênero shooter anda extremamente desgastado, Spec Ops: The Line aparece como uma grata surpresa. Joguei sem pretensão alguma e me surpreendi muito. Recomendo.

Disponível para PC, PS3 e X360.

Prós

(+) Não há patriotismo exagerado inato à esse gênero de games;

(+) Extremamente desafiador;

(+) Afogar os inimigos nas areias do deserto.

Contras

(-) Jogabilidade desengonçada;

(-) Modo multiplayer ruim.

  • isler

    NI!!! Nini ni ni!!