Review – Max Payne 3

Que Tropa de Elite o que?

Se você quer passar o sal na bandidagem pra valer, chame Max Payne!

A série Max Payne começou em 2001, exclusivamente para PCs. No mesmo ano, o jogo ganhou ports para consoles diversos. O jogo contava a história de Max (duh!), um ex-policial que tacou o foda-se após ter sua esposa e filha brutalmente assassinadas e resolveu fazer justiça com as próprias mãos (The Punisher, alguém?). Mas o enredo era tão bem desenvolvido e bem contado, com um clima noir de dar inveja à Sin City,  que mesmo o clichês dos clichês se tornava extremamente interessante.

A jogabilidade também era um show à parte: o game inaugurou a mecânica do ‘bullet time’, visto em filmes como Matrix e mais uns trocentos do John Woo, no mundo dos games. Então, com uma história imersiva e jogabilidade viciante, tanto Max Payne 1 como o 2 foram sucessos absolutos de público e crítica.

É óbvio que o terceiro capítulo da saga do ex-policial mais enfezado do mundo dos quadrinhos não poderia ficar atrás. Como já era esperado da produtora Rockstar (mesma de GTA e Red Dead Redemption) o jogo não é nada menos que fantástico.

Agora, anos após sua vingança, Max aceitou um emprego de segurança particular para uma influente família de São Paulo (isso mesmo, é do Brasil-sil-sil!), a família Branco. A ação começa quando Fabiana (esposa do chefe da família, Rodrigo Branco – meu xará!) é sequestrada. A partir daí, Max não tem mais sossego: é ação desenfreada do começo ao fim. E ele só se fode. Espere também por estrambólicas reviravoltas na história.

Mas o grande mérito do jogo (pelo menos para nós, brasileiros), é que ele não nivela o Brasil por baixo, e foge das estereotipagens tradicionais que os ‘gringos’ normalmente usam quando nos retratam. A cidade de São Paulo é mostrada desde os arranha-céus e baladas de luxo até as favelas (sim, favelas). Também tiveram o cuidado de usar dubladores brasileiros, para não ficar aquele vexaminoso sotaque de ‘portuñol’, que frequentemente ocorre em produções do gênero. Óbvio que algumas gafes são cometidas, como por exemplo a distribuição das favelas em morros e o sotaque ‘marrento’ dos dubladores nos remetem muito mais ao Rio de Janeiro do que São Paulo. Mas é um errinho honesto e que não incomoda.

Os gráficos, de uma polidez impressionante, mostram porque a Rockstar é referência no assunto. Eles refinaram o que já era bom em Red Dead Redemption!

A jogabilidade, baseada em bullet time, pode já não empolgar mais como outrora (já virou lugar comum nos games), mas não deixa de cumprir o seu papel. Porém, pode causar um pouco de estranheza para que está acostumado com a jogabilidade ‘default’ dos jogos de tiro atuais. Pra não dizer que tudo são flores, o sistema de cobertura do game é sofrível e ultrapassado. Mas, convenhamos, não existe um game perfeito, não é mesmo?

Se você é como eu, e gosta de um bom desafio, MP3 também é para você. Espere por um jogo visceral e difícil, que vai te matar várias vezes. E sem a colher de chá dos Call of Duty da vida de salvar checkpoint a cada 5 passos.

Enfim, seja você fã ou não de games de ação hardcore, Max Payne 3 é um jogo recomendadíssimo, que você não vai querer largar até zerar! Apesar da campanha extensa, acabei o jogo em 2 dias!

Prós:

(+) Ação sem parar!

(+) História envolvente;

(+)  Viciante, do começo ao fim.

Contras:

(-) Jogabilidade causa estranheza no início;

(-) Sistema de cobertura sofrível.

Avaliação: