Review Novos 52 – Dark #1

O lado obscuro da DC comics…

… é bem no meio do seu cu!

Assim como EDGE estava para a Wildstorm, a nova revista ‘Dark’ da Panini está para a Vertigo. Mas, ao contrário de sua co-irmã, Dark entrega tudo o que promete e se sagra o melhor mix dessa nova safra!

Dark # 1

Detalhes da edição: Capa couché, papel pisa brite, impressão de merda.
Páginas: 108
Preço: 8,90 -> Grana preta!
Lançamento: Julho / 2012

O que vem nessa porra?

Justice League Dark #1, de Peter Milligan (roteiro) e Mikel Janin (desenhos)

Bom, pela primeira edição da Liga da Justiça Dark, não dá pra saber muito a que veio ainda: é aquela edição básica de apresentação de personagens, a Madame Xanadu tá reunindo a galera e tals… Mas como é o Peter Milligan escrevendo, é extremamente promissor.

Animal Man #1, de Jeff Lemire (roteiro) e Travel Foreman (desenhos)

Homem Animal é definitivamente a melhor história do mix, quiçá dos Novos 52 como um todo (pelo menos se tratando das primeiras edições). Apesar de ter ouvido críticas severas à arte, achei bem bacana e combinou com o personagem. E sério, eu nunca fiquei tanto na expectativa da próxima edição como no final desse primeiro número das aventuras de Buddy Baker e família. Jeff Lemire em plena forma.

Resurrection Man #1, de Dan Abnett, Andy Lanning (roteiro) e Fernando Dagnino (arte)

O mais fraquinho do mix, o que não é demérito nenhum, afinal estamos falando de vários pesos-pesados. A história não é necessariamente ruim, mas não agrega muito.

I, Vampire #1, de Josh Fialkov (roteiro) e Andrea Sorrentino (desenhos)

A história de vampirinhos emos é – pasmem – a grande surpresa da edição. Apesar de algumas semelhanças com a saga do Prepúcio (não, eles não morrem com o sol, mas ao menos também não viram purpurina), não chega a incomodar. O roteiro é inteligente e dinâmico, sem apelar pro massavéio inato ao gênero vampiresco. Assim como no Homem Animal, estou ansioso pela próxima edição.

Swamp Thing #1, de Scott Snyder (roteiro) e Yannick Paquette (desenhos)

Scott Snyder pega a batuta (ui!) do mestre Len Wein e narra a história do Monstro do Pântano. A história começa de onde parou na saga ‘O Dia Mais Claro’, com a entidade Monstro do Pântano separada do botânicu Alec Holland. Como esperado de Scott Snyder, os diálogos são muito bem escritos, e a competente arte de Yannick Paquette está à altura do escritor. Como rola uma continuidade da cronologia antiga, leitores novos podem ficar meio boiando.

Avaliação Final: O melhor mix da Panini dos novos 52. E ponto final. Tá esperando o que? Corra já pra banca! Pena que a Panini não deu um tratamento melhor e lançou os arcos em encadernados separados, estilo o All Star Western (review em breve).

Nota Final: