Review – O Segredo da Cabana

Thor vs. Zombies?!

Fala macacada! Que Hollywood anda num hiato criativo não é novidade nenhuma (eu mesmo venho falando mal disto desde que inaugurei este blog fedorento, há pouco mais de 2 anos). Mas e não é que vez ou outra o cinema Estadunidense ainda surpreende positivamente? É o caso de o Segredo da Cabana (2011).

Não, o filme não tem nada a ver com os best-sellers A Segredo, nem A Cabana. O título nacional foi uma adaptação porca do original ‘The Cabin in the Woods’ (A Cabana na Floresta).

Co-roteirizado por ninguem menos que o pimpão Joss Whedon (sim, aquele dos quadrinhos e do filme dos Vingadores), e estrelado pelo Thor Chris Hemsworth (também dos Vinga’s), o filme, que é de 2011 estava meio ‘engavetado’, e só viu a luz do dia agora, provavelmente para pegar carona no sucesso do já supracitado blockbuster.

A história começa da maneira mais manjada possível: um bando de adolescentes em ritmo de azaração total resolve viajar pra uma cabine no meio do mato, sem um motivo aparente. Ao chegar lá, eles mexem com uns lances sobrenaturais e – tcharam – acabam acordando os zumbis da violenta e problemática família que morava ali. O resto você já sabe.

Alie essa premissa clichê à personagens esterotipados (sim, tem o bonitão esportista, o drogado, o cara inteligente, a periguete e a menina recatada), e você teria apenas mais um dentre tantos filmes de um gênero com a mesma fórmula usada à exaustão. Mas o Segredo da Cabana é mais. MUITO mais.

Paralelamente, o filme mostra a história de uma espécie de laboratório monitorando todos os movimentos dos jovens incautos da cabana, como se fosse uma espécie de ‘Reality Show’ de horror. Eles ‘plantam’ obstáculos, armadilhas e afins na casa, mas nunca fica claro qual a relação deles com o ‘sobrenatural’: não é explicado em momento algum se esses zumbis são realmente zumbis, ou alguma espécie de animatrônicos enviados pelo laboratório para atazanar a vida dos jovens.

Agora você pensa: ‘Tá, Reality Show de terror? Já vi isso em Jogos Mortais e vários outros filmes. Não tem nada de novo aí’. Aí que você se engana, caro amigo.

Aproximadamente nos últimos 20 minutos de projeção, o filme dá uma guinada impressionante: é aí que brilha a estrelha de Joss Whedon e do diretor do filme, Drew Goddard. Sem querer entrar no mérito de soltar spoilers, eu fiquei mesmerizado ao ver o show de horrores que vem a seguir. Inúmeras referências farão qualquer fã do gênero de terror ficar com um sorriso embasbacado. Se no começo do filme já houve uma sutil homenagem à Evil Dead, aqui o filme presta homenagem à varios outros do gênero.

O final também é épico, e foge totalmente do lugar comum que seria esperado desse tipo de filme. A satisfação não poderia ter sido maior. Furos? É óbvio que o filme tem, e se você parar para pensar, a história às vezes é até bem desconexa. Mas nada que comprometa o resultado final.

Recomendadíssimo!

  • Fatso

    Não sei se é porque eu esperava mais, mas não achei tão bom. Achei a ideia incrível, mas achei que forçaram muito a barra com o final. Muita criatividade executada de forma errada.

    • Fala Nhonho! Talvez eu tenha romanceado demais o review, o filme realmente não é lá essa Coca-Cola toda não… O que curti mesmo é que foi a primeira idéia realmente original que vi em um filme de terror em, sei lá? Uns 10 anos! hehehehe!

      Abs!