Frankenweenie – Review – por Fatso

O simples e o complexo se unem de maneira inocente

E finalmente Tim Burton faz um filme que presta… Depois de Alice e Sombras da Noite, o diretor excêntrico de Hollywood finalmente fez algo decente e com maestria.

 

Frankenweenie é a história de um garoto que depois que seu cão morre, ele decide trazê-lo de volta à vida através de experimentos científicos à la Frankenstein. E aí que reside a simplicidade de que falei. É uma história simples e que toca a todos sobre como lidar com a morte e a inocência de uma criança que a vence por um simples gesto de amor.

Sim, pareceu meloso, mas não é. A fotografia é muito bonita, lembra muito os filmes antigos da década de 50, na verdade, lembra a fotografia de Ed Wood e a temática gira em torno desse universo filme B antigo.  O filme bebe muito nessa fonte, inclusive com os personagens com seus estereótipos, que são muito marcados e isso se torna engraçado.

O stop-motion se mostra impecável, sem contar que eles filmaram em full HD e 3D, ou seja, para as imperfeições aparecerem é muito fácil. Os personagens têm vida e pequeníssimos detalhes são perceptíveis através da manipulação muito bem executada da equipe de stop-motion.

Não vamos negar que é um filme para crianças, mas mesmo assim, o marmanjo aqui se divertiu, se bem que como um bom gordo, a minha criança interior continua viva e bem conservada.

O que importa é que no final, Tim Burton conta um história simples, e dá duas excelentes lições de moral: o amor pode vencer até a morte e que tudo que você se dedica com paixão tem um resultado melhor, mas sem parecer final do desenho do He-Man. Até mesmo porque o final não ensina o certo, que é que tudo tem seu fim e devemos lidar com isso. E é assim que termina a minha review e lidem com  isso!

 

OBS: Esse é um dos poucos filmes que não temos nem o Johnny Depp e nem a Helena Bonhan-Carter e o filme foi ótimo, então Tim Burton, vamos rever o seu casting? #ficadica