Lá vem o Negão!

Filminho novo do tio Taranta é sempre motivo de angústia e ansiedade pelo novo clássico do cinema que com certeza está por vir, especialmente para nós, Brasileiros, que com excessão de Bastardos Inglórios, sempre precisamos esperar meses e meses até podermos assistí-los nos cinemas da terra de Zé Pequeno.

Dessa vez a espera acaba em 18 de Janeiro de 2013, quase um mês após sua estréia nos EUA, isso se a Sony Pictures, distribuidora responsável não mudar de idéia. Django Unchained, ou Django Livre no Brasil, promete e muito, pois pela primeira vez Quentin Tarantino nos entregará um filme do seu gênero favorito, o chamado western spaghetti e mais uma vez uma trama de vingança será o mote principal da história.

Fica a torcida para que ele saiba, mais uma vez, subverter o próprio estilo e não nos entregue um amontoado de seus próprios clichês já explorados em outros filmes como Kill Bill e Bastardos, apenas deslocando o cenário para o Velho Oeste. Por tratar-se dele e não de um diretor zé ruela qualquer, a expectativa é a melhor possível.

Na trama, Jamie Foxx, o eterno Ray, faz as vezes do protagonista vingativo, Django, um escravo liberto anos antes da Guerra da Secessão nos Estados Unidos, que tem sua esposa, Broomhilda (mais uma protagonista de nome exótico na sequência de Xoxana), papel de Kerry Washington, também de Ray e O Último Rei da Escócia, raptada pelo maquiavélico fazendeiro racista Leonardo DiCaprio, no papel de Calvin Candie. É quando surge Christoph Waltz, como o Dr. King Schultz, finalmente se libertando do perfil de vilão filha da puta que o persegue desde sua primeira parceria com Tarantino, no papel de um caçador de recompensas que se junta à Django em sua missão de resgate.

Em papéis secundários, o arroz de festa e sempre ótemo Samuel L. Jackson, Kurt Russell, que já trabalhou com Quentin em À Prova de Morte, e uma série de atores figurantes como Laura Cayouette, a convidada da festa #2 de Lanterna Verde, Dennis Christophee, o sem teto de 2 episódios de CSI e por fim, mas não menos importante, Michaek K williams, que mata a pau em Boardwalk Empire como Chalkie White.

Jammie Foxx deu a dica que o tom do filme pode diferir um pouco dos filmes anteriores do diretor, por tratar de uma forma engajada o tema do racismo e da escravidão. Segundo o ator, o público deve ficar impressionado com a forma brutal e realista como as relações racistas daquele tempo serão retratadas na telona.

A conexão com o público, entretanto, deve acontecer com a motivação do protagonista, cujo único desejo real, segundo seu intérprete é cavalgar em direção ao por do Sol com sua amada e não resolver o problema da escravidão na América.

Os pôsteres já estão na rede e nas maiores salas de cinema já há algum tempo, confira os melhores na nossa galeria abaixo.

 

E os quadrinhos do filme Gordo, não vai falar não? Então, uma notícia que surpreendeu a todos na última San Diego Comic Con, foi o fato da DC Comics ter resolvido lançar o roteiro completo de Django Unchained no formato de Graphic Novel, uma vez que a versão para cinema sofreu vários cortes. Pra coroar essa iniciativa, escolheram um puta artista para ilustrar e dar o tom da história, ninguém menos que R. M. Guéra, o principal ilustrador de Escalpo, série Vertigo escrita por Jason Aaron que em tudo remetia aos filmes do Taranta.

Até o Jim Leexo resolveu fazer uma capa pra promover a mini-série, como você confere aí embaixo.

 Tá tudo lindo Gordo, mas que porra é um western spaghetti?

Bem, longa história curta (tradução livre), W.S. foi apelido que os norte-americanos de orgulho ferido deram aos filmes de bang-bang que estouraram a boca do Balão (não o do CnC) a partir da década de sessenta, especialmente os hoje clássicos dirigidos por Sergio Leone e outros italianos. Esses filmes eram todos produzidos na península da bota de salto alto e eram uma salada multi-cultural, com diretores mafiosos, técnicos espanhois, atores norte-americanos e europeus e assim ia. Clint Eastwood, por exemplo, aconteceu ao interpretar o cowboy sem nome da trilogia de Sergio Leone. As trilhas sonoras de Ennio Morricone constituem outra marca forte desse nicho, e foram reutilizadas em vários dos filmes de Tarantino, mais acentuadamente em Kill Bill.

O próprio título Django Unchained é uma referência direta ao faroeste Django, de 1966, dirigido por Sergio Corbucci, o mesmo que dirigiu O Vingador Silencioso, e estrelado por Franco Nero.

Pra completar o pacote de expectativas, confira o último trailer do filme.

Aquele abraço do Gordo Andante que escarra alcatrão no balde.