Cassadaga – Review

MASTER! MASTER! Master of Puppets I’m pulling your strings!

Já emulei o Mamica em um dos meus outros posts recentes, então agora chegou a vez de imitar o gordo mais hipster desse site de merda: Isso mesmo! O Gordo em pessoa!

E, para tal, farei um breve (ou não) review de um filme que ninguem nunca ouviu falar: Cassadaga!

Mas hein? Do que se trata?

O filme começa mostrando um molequinho (em um vestido de menina) brincando com uma marionete. A mãe, ao chegar em casa, contempla horrorizada a cena, corta o vestido do moleque com uma tesoura, quebra a marionete e dá um pito no guri. Logo na sequência, o moleque pega e corta o tico (isso mesmo, o pinto) fora com uma tesoura (nada explícito, obviamente. Mais hipster que isso impossível!

A cena corta para o presente e acompanhamos agora Lily, uma professorinha primária surda (ohn?) que vive numa pacata cidadezinha. Quando sua irmã mais nova morre num terrível acidente, ela pica a mula para Pasárgada Cassadaga, uma cidade menor ainda que teoricamente é a ‘capital espiritual’ da América, ou algum treco assim, para esquecer do passado e recomeçar a vida.

Lá ela se enturma com uma galerinha do barulho, que numa bela noite de muita bebedeira e azaração total resolve se consultar com uma médium (sempre uma PÉSSIMA idéia nesses filmes), e Lily vai no embalo, na esperança de conversar com a falecida irmã.

Obviamente a sessão mediúnica dá xabu, e Lily passa a ser atormentada por um daqueles espíritos cabeludos-padrão desses filmes. O que Lily descobre a seguir é que o espírito não é mal: ele quer apenas vingança pelo seu brutal assassinato. O assassino em questão é um serial killer conhecido apenas como ‘Gepetto’, alcunha recebida por ele esquartejar suas vítimas e transformá-las em marionetes vivas (Será que é aquele piazinho eunuco do começo do filme?).

Caras, e aí? Pela curta sinopse que escrevi aí em cima, já dá pra perceber que Cassadaga é uma grande colcha de retalhos de filmes de terror. Todos os clichês possíveis e imagináveis estão aí: o espírito cabeludo do além, no melhor estilo ‘O Chamado’; Nojeiras e amputamentos explícitos a la ‘Jogos Mortais’; e o serial killer perturbado, metódico e sádico de ‘Se7en’ e congêneres.

E não é que funciona? Lógico que Cassadaga não é nem de longe tão assutador nem tão perturbador qanto pretende, mas para uma produção independente / indie / hipster, consegue manter o espectador preso à trama do começo ao fim. Mas a maior qualidade do filme também é seu grande defeito. Justamente por ser uma mistureba de tantos outros conceitos, ele acaba ficando meio em cima do muro e falha em criar uma identidade própria.

Enfim, para quem é fã do gênero, não fica impressionado facilmente com nojeiras e procura algo um pouquinho diferente em um dos gêneros mais clichezentos do cinema, Cassadaga vale uma conferida. Só não assista com expectativas muito altas.