Resident Evil 5: Retribuição – Review

Como você se sentiria ao assistir uma ‘cutscene’ de 1h30 em um jogo?

Resident Evil 5: Retribuição é a resposta. Manja aqueles ‘videozinhos’ no meio dos games, normalmente cinematográficos, para dar aquele clima à trama?

Então, o quinto filme da franquia RE nas telonas é exatamente isso: uma looooonga e cansativa cutscene!

Após uma cena de ação retroativa fantástica no começo, o resto é um clichezão só. Paul W S Anderson (roteirista e diretor) tenta te surpreender a cada esquina, mas falha miseravelmente.

Na trama, revisitamos a protagonista Alice, logo após os eventos do filme anterior. Logo após o navio que eles estavam ser invadido por soldadinhos da Umbrella (e Jill Valentine, IGUAL àquela que vimos no game Resident Evil 5) que EXPRODEM tudo, vemos uma cena sem pé nem cabeça (tá, não é pra tanto, ela é explicada depois) de Alice vivendo uma vidinha pacata e feliz, só para rever o apocalipse zumbi acontecendo.

Logo após, Alice acorda semi-peladona numa instalação secreta da Umbrella (putaqueospariu, quantas eles tem?),  ela consegue fugir do confinamento (ah-ah) só pra descobrir que a Umbrella Corporation está sendo controlada por ninguem menos que a Red Bitch Queen, aquela biscatezinha-mirim de IA do primeiro filme.

‘PQP, reciclando idéias do primeiro filme?’, você me pergunta? Sim, meu caro, e não para por aí. RE: Retribuição é um recauchute só. Estão de volta à trama a Michelle Rodriguez (Rain), Oded Fehr (Carlos), o Padastro do Arrow (esqueci o nome desse féla), entre outros. E sob a desculpinha mais esfarrapada do universo, ainda por cima.

Até os cenários da ação são reaproveitados. Duvida? Então lá vai: para fugir da instalação, Alice tem que passar por salões gigantescos que ‘simulam’ ameaças biológicas. Até a cena inicial em Tóquio do penúltimo filme foi reproduzida aqui.

Para conseguir fugir, Alice tem que formar uma aliança com Wesker (Mas hein? Esse féla não tinha morrido?), e também contará com a ajuda de uma equipe de resgate formada por algumas figurinhas carimbadas da série de games.

Como você já deve ter percebido a essa altura do campeonato, o filme flui como um jogo de vídeo-game, onde até as fases são bem definidas: cada um desses cenários que Alice e os demais tem que passar.

Não vou dizer que o filme é totalmente execrável, como muitos dizem por aí: ele funciona como uma boa sessão pipoca. As cenas de ação são muito boas (tirando as horas que Paul Anderson quer dar uma de Zack Snyder e abusa do slow motion), e os personagens que foram inseridos na trama são uma surpresa agradável para quem acompanha a série de games. Além da já supracitada Jill Valentine igual de RE, vemos aqui Leon Kennedy (também fisicamente igual ao do game), Ada Wong (numa atuação sofrível, mas tudo bem), e Barry White (de RE1!!!).

A luta final, apesar de muito bem coreografada, é extremamente longa e um tanto imbecil: Alice precisa quase que apanhar até a morte pra perceber que Jill estava sendo controlada por aquele trubisco no meio dos peitos dela. O mesmo não pode-se dizer do gancho para continuação! Devo confessar que fiquei empolgado com a idéia de uma WWZ sugerida no final  do filme.

Enfim, RE: Retribuição não é um filme tão ruim assim como andam pintando por aí. Também não é bom, muito longe disso: é, no máximo, esquecível. Mas não deixa de ser uma boa pedida para uma tarde de prazer culpado e muita pipoca.

  • Diler

    A Balão, serio!? esse filme é uma bosta!!! Isso é um Chicken Park de orçamento alto! Sério, ele ta nos top 10 piores filmes que eu ja vi! ahuahuua

    • Tem razão, é uma bosta… huahuahuahu!! Acho que nota 2 foi até demais!

      É que na época falavam tão mal, mas TÃO mal do filme que acho que até esperava coisa AINDA pior.. huahauhahuahu