Assassin’s Creed 3 – Review

UGA UGA OU MORTE!

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Ou como um final medíocre estraga um grande jogo. De novo.

Fala xibungada! Depois de um tempinho sem novos posts meus (sem post de ninguem na verdade, já que ninguem mais posta nessa merda), Balão está de volta em grande estilo, para um review de nada mais, nada menos que Assassin’s Creed 3.

Sou um grande fã da série e acho que, apesar do começo morno (AC1 é bem meia boca, convenhamos), a franquia se tornou uma das maiores – e melhores – dessa geração. A trilogia de Ezio Auditore, começada em AC2 e finalizada em AC: Revelations, ficou com um gostinho de quero mais.

Quando anunciaram uma nova seqüência, e ambientada nos Estados Unidos colônia, fiquei com o pé atrás: primeiro, pela mudança do ambiente urbano para um mais ‘natureza’. Não sabia se esse novo estilo combinaria com as vertiginosas escaladas de Assassin’s Creed. Segundo, pela troca do protagonista. Apesar do ‘cerne’ da história continuar sendo Desmond Miles, no presente, AC3 nos apresentou a Connor, um assassino ameríndio. Eu imaginava que uma representação tão estereotipada não fosse ter um carisma e apelo tão grande quanto Ezio (tá, tudo bem, ele também era estereotipado com seu italiano macarrônico).

Felizmente, eu não podia estar mais enganado. O protagonista Connor consegue segurar com louvor o bastão (ui!) de seus ancestrais e é um protagonista responsa. A ambientação na natureza não descaracterizou o jogo, muito pelo contrário, só agregou: as cidades continuam lá, mas a ‘Fronteira’, como é chamado o mapa aberto, dá um ‘quê’ quase de Red Dead Redemption à partida, com missões de caça, entre outras. Até a história de Desmond ganhou uma nova dimensão, mostrando ele como um assassino pleno em fases que vão desde um grande arranha-céu até uma luta de UFC no Brasil (?!).

A história, como sempre, é o ponto forte do jogo. Você começa jogando como Haytham, pai de Connor, e após um dos maiores mindfucks da história dos games, você passa a acompanhar a trajetória do mestiço de índio desde a sua infância (Connor com uniforme de assassino e tudo mais, só a partir da seqüência 6, vá se preparando).

As referências e personagens históricos também estão lá, inseridos com um contexto e um esmero que requer muita pesquisa à fatos históricos. Mas isso também já é de praxe da série. Espere por encontros com Benjamin Franklin, George Washington e até mesmo participar de algumas batalhas famosas.

A jogabilidade também melhorou: Connor é mais ágil que seus ancestrais, e pode escalar facilmente alguns rochedos e árvores outrora impossíveis. Eu sei que isso é devido à melhorias do engine do jogo, mas acho mais legal pensar que foi proposital, para evidenciar seu pezinho na tribo e criação ao ar livre. De qualquer forma, funciona.

Problemas? Óbvio que o jogo tem. E não são poucos. Alguns elementos de estratégia, que foram adicionados em AC: Brotherhood e aprimorados em AC: Revelations, tais como recrutar e evoluir novos assassinos, missões paralelas, compras e reformas de edifícios, entre outras, também estão presentes em AC3, porém simplificadas ao extremo e um tanto desnecessárias.

Você pode gerenciar caravanas para ganhar dinheiro, e usar artesões na confecção de novos itens e equipamentos. Mas é mais legal na teoria do que na prática: é tudo muito efadonho e chato.

Lembre-se dessa cara encardida: ele ainda vai te dar MUITO trabalho!

Equipamentos, armas e armaduras, cruciais no games anteriores, aqui também estão extremamente irrelevantes. É o primeiro da série sem uma ‘armadura’ e com uma barra de energia auto-recuperável. Até entendo que seja uma tendência dos games modernos, mas debilitou – e muito – o desafio do game.

Mas o pior de tudo é o final. Desde Mass Effect 3 que não via um final tão ruim e insatisfatório para um game. Sem entrar no mérito de spoilers aqui (apesar de ser o CNC), é uma pena que um jogo tão grandioso e capítulo final de uma trilogia (de 5 jogos) acabe de uma maneira tão banal e inconclusiva. A mazela já começa na sofrível e estúpida missão final.

Enfim, apesar de todos os problemas, AC3 não deixa de ser um grande game e merece ser jogado. Só espero que eles lancem um próximo jogo da série, muito provavelmente um reboot para sair da sinuca de bico em que eles mesmo se colocaram.

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