Stan Lee completa 90 anos!

EXCELSIOR!

O maior Robert da história dos quadrinhos chega à porta da nona década e logo logo empata com Dercy.

O velhinho mais porreta do mundo das HQs está assoprando hoje (aham, hoje… post atrasado no CNC, que novidade!) noventa velhinhas velinhas!

Muitos dizem que ele é um gênio e responsável pela concepção e criação de todos os heróis clássicos da Casa das Idéias copiadas, por outros é considerado um chupinhador e aproveitador de marca maior – que as verdadeiras mentes criativas eram Jack Kirby, Steve Ditko & cia., mas nem vou entrar na polêmica.

E, para comemorar essa data tão especial, o CNC copiou um post do Omelete preparou um post especial para você!

Stanley Martin Lieber nasceu em 28 de dezembro de 1922 em Nova York. Mais conhecido pelo apelido Stan Lee, o roteirista e empresário é um dos mais notáveis criadores de histórias em quadrinhos do mercado, sendo corresponsável por grandes super-heróis e vilões da Marvel Comics, como o Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Os Vingadores, Incrível Hulk, Demolidor e O Poderoso Thor.

O velhote na década de 70

Além de sua veia criativa, desenvolvida ao longo de vários anos de trabalho na indústria – onde, mesmo sendo parente do proprietário da Timely Comics, Martin Goodman, iniciou quase que como um garoto de recados -, Stan Lee destacou-se por ter uma aguçada visão de mercado e uma sensibilidade muito grande em relação àquilo que poderia agradar os leitores de quadrinhos, cujas demandas de entretenimento e evasão ele buscava satisfazer.

No início da década de 1960, Stan Lee começou a propor uma série de personagens que exploravam um dos arquétipos mais recorrentes da cultura pop norte-americana, o do herói que consegue ser bem sucedido, apesar de ter todos os elementos contra si. Sua proposição super-heroística mesclava ironia e características anti-heróicas, à época pouco comuns aos personagens das revistas de histórias em quadrinhos, trazendo heróis que conviviam com problemas ou dificuldades que também poderiam afetar o leitor comum, como a incompreensão dos semelhantes, dificuldades econômicas, conflitos com autoridades policiais e crises de consciência.

Sua prolífica produção culminou durante os anos 1960, quando na qualidade de editor-chefe e principal escritor da Marvel Comics, ele criou um método de escrever quadrinhos rápido e interessante: ele escrevia o roteiro básico da história, normalmente apenas uma ou duas páginas datilografadas. Baseado nestas poucas linhas, o ilustrador desenhava toda a revista. Por fim, o lápis chegava às mãos de Lee, que, então, adicionava os diálogos. Este método, que colocava a toda estruturação das histórias nas mãos dos desenhistas, rendeu mais tarde inúmeros questionamentos sobre qual teria sido a real participação de do então editor-chefe na criação das personagens da Marvel Comics.

Devido a esse processo e a relação da companhia com Stan Lee, a empresa é frequentemente criticada por minimizar a importância de quadrinistas como Jack Kirby, Steve Ditko e Bill Everett, cocriadores dos grandes heróis atribuídos ao roteirista. O próprio Lee aceitou esses holofotes e raramente menciona os colegas em entrevistas ou dá a eles a importância devida – tornando-os ilustres desconhecidos do grande público, que aceita a versão de que Stan Lee é o único “gênio” por trás da Marvel Comics.

É inegável, porém, que a argúcia editorial permitiu a Stan Lee efetivar uma guinada nos rumos seguidos pela indústria de quadrinhos norte-americana. Não por algo nato ou adquirido por meio de uma visão reveladora, como muitas vezes costuma ser veiculado. Pelo contrário, essa abordagem foi construída aos poucos, durante anos de atuação como um obscuro editor de quadrinhos, fase que consumiu quase 20 anos de sua vida. Seu primeiro herói, afinal, o Destroyer, data de 1941, duas décadas antes do surgimento do grupo que o levaria ao estrelato, o Quarteto Fantástico.

O véio mandando VOCÊ se fuder.

Depois de sua carreira consagrada na Marvel Comics, que incluiu uma breve passagem pela cadeira de presidente, o carismático e divertido Stan Lee permaneceu durante muitos anos como uma espécie de rosto público da empresa, aparecendo em convenções e entrevistas. Até hoje, beirando os 90 anos, ainda permanece figura central das ações da chamada “Casa das Ideias”, tendo realizado participações especiais em todos os longas-metragens do Marvel Studios. Nos últimos 15 anos, porém, tem se dedicado à administrações de suas próprias empresas, como a Stan Lee Media (da qual não participa há anos) e a POW! Entertainment (que prepara o lançamento de sua primeira criação para videogames).

E o gordo pira!

Então parabéns seu velho gagá!!! Safado ou não, você criou toda uma geração de leitores de quadrinhos (eu inclusive!) Que você seja o Niemeyer dos quadrinhos (ops, esse já morreu agora também) e viva ainda por muitas décadas! São os votos do CNC!

Fonte: Omelete (como ninguem assinou o post, provavelmente eles chupinharam da Wikipedia)