Dishonored – Review

Assassin’s Creed encontra Bioshock e numa ambientação steampunk! Mas hein?

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A Bethesda ataca novamente, dessa vez com um jogo de ação furtiva que mistura magia com elementos steampunk! Confira o review deste que foi cotado como um dos sérios concorrentes a game do ano!


Disponível para: PC, PS3, XBOX360

Você assume o papel de um sujeito chamado Corvo, fiel guarda-costas da Imperatriz de uma cidade chamada Dunwall. Logo de cara, matam sua amada Imperatriz, sequestram a princesa herdeira e, de quebra, ainda armam pra cima de Corvo, que vai em cana pelo assassinato que não cometeu.

A ação começa a partir daí: Corvo precisa fugir da canafiadumasputa, juntar-se aos rebeldes (aqui chamados de Loyalists), vingar a morte a Imperatriz e ainda de quebra neutralizar figuras proeminentes de Dunwall em nome da rebelião!

Como se não bastasse tudo isso, Corvo ainda se torna o ‘Escolhido’ (ah vá) de uma entidade conhecida apenas como ‘Outsider’ (Forasteiro pra que não manja dos ‘ingreis’). Então, além de todo equipamento high-tech de assassino do Corvo (máscara com zoom, revólver, besta com diversos tipos de munição, granadas e o caralho a quatro), o bonitão ainda aprende a usar magia. Isso mesmo, ele aprende a dar Hadouken.

Aí entra o grande ‘Xis’ da questão: você é um ASSASSINO, está ARMADO ATÉ OS DENTES, e precisa dar um GOLPE DE ESTADO. Detalhe: o game tem dois finais possíveis, um bom e um ruim. O bom é quando você não mata NINGUÉM (ou mata poucas pessoas, ao menos), e o ruim é quando você sai passando o sal na galera. Me parece um tanto piegas e hipócrita fazer um assassino que não mata, ainda mais no cenário caótico descrito acima. Por outro lado, numa época de ‘massavéices’ extremas (God of War, alguém?), é bacana ver um jogo valorizando a vida humana para variar, pra ensinar algo de positivo para a molecada vida loka que joga. Se você quer tirar a vida de alguém, tem que arcar com as conseqüências.

A jogabilidade é exatamente como descrevi na chamada do título: uma mistura da ação vertical de Assassin’s Creed com alguns elementos sobrenaturais, parecidos com os vistos em Bioshock. Além de pular de telhado em telhado, Corvo pode se teletransportar, olhar através de paredes, invocar um furacão ou uma ninhada de ratos pestilentos para atacar seus inimigos ou até mesmo possuir animais para chegar em lugares antes inalcançáveis.

Some essas possibilidade com alguns mapas no melhor estilo ‘sandbox’ (mapas imensos, mas sem um caminho pré-determinado para chegar ao objetivo), e temos uma infinidade de maneiras de completar uma missão. Isso adiciona – e muito – ao replay value do jogo.

Em termos de dificuldade, o game também é bem equilibrado. Difícil na medida certa, não espere por ‘melzinho na chupeta’. E quem não é muito fã de ação furtiva e quer ir entrando com a bota na porta da frente, cuidado: usar essa abordagem no game é possível, porém é FODAPRACARALHO! (tenta peitar um Tallboy na raça pra você ver). A IA também é um dos pontos fortes do jogo, você vai cansar de ver guardas dando ‘olé’ nas suas espadadas e contra-atacando.

Os gráficos não são exatamente o ponto forte,  mas são estilizados (e estilosos!) e combinam – e muito – com o tom do jogo, dando um charme extra à partida.

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O maior problema do jogo é sua curta duração. Para um jogo do gênero, e com sua múltipla jogabilidade, a campanha de 6 a 8 horas ficou parecendo um tanto incompleta (a ausência de um modo multiplayer evidencia ainda mais isso). Além disso, a história parece um tanto batida e preguiçosa. O plot é cheio de conspirações e reviravoltas, mas tudo tão previsível que não chega nem a surpreender.

Enfim, o saldo continua continua positivo, e Dishonored é um jogo que DEVE ser jogado. É um dos candidatos a game do ano, e com razão de ser. A curta duração acaba sendo o grande vilão do jogo. Espere por alguma promoção na Steam! Hehehehe!

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