The Walking Dead – Review

Sem dúvidas, um dos melhores jogos do ano (passado).

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Fala macacada! Enquanto o gordo está fazendo sua série de reviews hipsters sobre os filmes oscarizáveis, resolvi fazer algo semelhante só que com os melhores games do ano passado! Comecei com o review de Assassin’s Creed 3, e agora a bola da vez é nada mais nada menos que o game baseado na série de quadrinhos ‘The Walking Dead’ (O Papai Andando).

Sim, game baseado na série em quadrinhos, e NÃO na série televisiva. O que já é um grande trunfo para o game, uma vez que a HQ é MUITO melhor que o seriado.

Enfim, quando foi anunciado um game baseado em Walking Dead, fiquei com o pé atrás. Primeiro que ele não seria lançado como um jogo ‘de casquinha’, e sim como um jogo direto para Steam / Live Arcade / PSN. Segundo, que ele seria um Adventure de ‘point and click’. Isso mesmo, igual àqueles antigos da Lucas Arts (Day of the Tentacle, Full Throttle, etc.), a exemplo do que a produtora Telltale já havia feito com a série De Volta Para o Futuro. Nada contra o gênero (que aliás, gosto muito), mas achei que ele não combinaria com o teor de Walking Dead.

Felizmente me enganei. Se o jogo fosse simplesmente um shooter de zumbis, seria a mesma coisa que um Left 4 Dead ou Dead Island da vida. O que, por si só, não seria ruim. Mas o game seria apenas mais um entre tantos.

E Walking Dead não é isso. O foco da séria é na sobrevivência, na convivência e os instintos humanos sendo levados ao extremo. E isso o game faz com maestria, e prova, mais uma vez, que os mortos-vivos são meros coadjuvantes na luta pela sobrevivência, e que são os vivos quem temos de temer.

A história do game é paralela aos quadrinhos, e embora tenha participação de alguns personagens ilustres (Hershel e Glenn, por exemplo), não tem muita conexão com a série principal. Aqui acompanhamos a história de Lee, um sujeito condenado à prisão por matar o Ricardão de sua esposa, e da pequena Clementine, menina que perdeu os pais no apocalipse zumbi e é resgatada por Lee.

O game é dividido em cinco capítulos, originalmente lançados separados, e interligados entre si. Ou ‘SEJE’, suas decisões influenciam o andamento e os desfechos dos capítulos. E aí está o grande acerto do game: ele é praticamente resolvido em diálogos e tomadas de decisões (na maioria das vezes, nada fáceis) . E todos os personagens possuem características próprias, preocupações, medos… nenhum deles é unilateral e fácil de lidar. Cabe a Lee liderar um grupo desesperado em meio a um apocalipse zumbi, e certificar que ele mantenha a coesão (ou não).

Impossível também não sensibilizar-se com a relação pai-filho construída por Lee e Clementine, crucial para o desfecho do jogo. Sem brincadeira nem viadagem, WD foi um dos poucos jogos cuja história realmente me emocionou.

A jogabilidade pode parecer meio ‘troncha’ pra quem começou a jogar video-games já na geração massa-véio, mas quem cresceu jogando aqueles divertidos adventures da Lucas Arts vai se sentir em casa. O game lembra muito um dos últimos adventures daquela época, Grim Fandango.

Definitivamente, um dos melhores games de 2012 (senão O), WD merece ser jogado e re-jogado para explorar as diversas opções de escolha. Pena que no final fica aquele gostinho de ‘quero mais’.

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