Kill’em All – Review

O cinema kung fu encontra a geração reality show. Oi?

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Não é de hoje que o cinema de ação flerta com esse modismo de reality shows. Desde o excelente japonês Battle Royale (tá, eu sei que esse é baseado no livro) até sua versão ‘mulherzinha’ Jogos Vorazes, passando por produções de gosto um tanto duvidoso (e baixo orçamento) como ‘Vingança Entre Assassinos’ (2009) e ‘Os Condenados’ (2007), diretores tentam imaginar como seria a idéia de um reality show em sua forma mais brutal, com sujeitos violentos lutando pela própria vida.

Como grande fã de filmes de Kung Fu, sempre achei que faltava uma abordagem mais ‘artes marciais’ ao tema, algo quase como uma versão violenta e sanguinária do torneio de artes marcias de Dragon Ball. Eis que lançam ‘Kill’em All’, ou MAAAAATAAAA TODOOOOO MUNDOOOOO!!!

Kill’em All tem uma premissa bem interessante: os melhores assassinos do mundo são raptados e presos juntos dentro de um bunker abandonado repleto de armadilhas no melhor estilo Jogos Mortais, e forçados a lutar até a morte, em troca de benefícios, melhores armas, e, finalmente, a liberdade.

killemApesar de todas as boas intenções a trama acaba desandando e cai naquele lugar comum: tudo não passa de um plano elaborado de um chefão da máfia e blá-blá-blá e capangas ninjas e blá-blá-blá e outras milhares de desculpas esfarrapadas que você já viu em um milhão de lugares antes. Mais caricato impossível.

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Ponto forte do filme vai para o trio de protagonistas que revela-se no decorrer da trama:  Gabriel, um depressivo assassino estadunidense especialista em explosivos, que parece meio deslocado ali no meio; Som (A Zin de Chocolate, recomendo) e ‘The Kid’ (um Liu Kang genérico). Os dois últimos merecem créditos não pela atuação (Prêmio Paulo Zulu pra eles, por sinal) e sim pelas cenas de ação: esses dois sim sabem sentar a porrada. Interessante ver dois atores relativamente desconhecidos surpreenderem positivamente.

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Infelizmente o filme, que tinha tudo para ser uma pérola do cinema B de ação, acaba não entregando tudo que se propõe e acaba, como já citei, caindo no lugar comum. Nem a participação responsa do Pai Mei (de Kill Bill) como vilão segurou a jaca.

Uma boa diversão para uma tarde chuvosa de domingo, e nada mais. Ainda estou carente (hmmmm, boiola) de um bom filme de reality show com artes marciais. #soquenao.

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