Final Fantasy V (iOS) – Review

Finalmente a Square-Enix resolveu sair do loop!

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Nada contra, é claro, eu como putinha paga da Square e de jRPGs em geral, acho que remakes de Final Fantasies clássicos são sempre bem vindos. O problema é que a dona Square é tipo aquela criancinha pentelha, que quer sempre a mesma brincadeira, mesmo desenho na tv, mesmo filme… saca?

Ela vinha há anos fazendo remakes (muitas vezes desnecessários) da primeira quadrilogia de jogos da série. Era remix em HD, jogo refeito em 3D (o III e O IV) para DS, e ports diversos para plataformas mobile. Mas nenhum deles (exceto o Final Fantasy IV Complete Collection do PSP) trazia grandes novidades nem adcionava muito à mitologia da série: era uma dungeon opcional ali, uma arma nova aqui… e por aí vai…

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Então sempre me perguntei porque a Square-Enix lançava trocentos remakes de FFs mais simples como o I e o II e sempre deixava dois dos meus jogos favoritos da era 16 bits (o V e o VI) de fora. Óbvio que o motivo era dinheiro, dããã! Mas eis que a Square finalmente botou a mão na consciencia e resolveu atender a gordos nostálgicos como eu e lançar um remake de FFV (ainda não é o VI, mas pelo menos já é um passo a mais).

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Comparação entre a versão do GBA e iOS. Dá pra sentir a diferença?

FFV – para quem não sabe – foi o único da era 16 bits que não foi lançado oficialmente (na época) para o mercado fora do Japão, por ser considerado um jogo ‘muito difícil para um gamer casual’ e, anos depois, foi um dos primeiros casos de sucesso de uma tradução ‘fan-made’ na época que os emuladores estouraram. Lógico que esse estrondoso sucesso no mercado paralelo fez uma dinheirista Squaresoft se coçar e lançar, finalmente, uma versão traduzida de um port para o PSOne (bem sem vergonha por sinal), bem como uma outra versão, com alguns ‘jobs’ a mais e uma dungeon bônus para o Gameboy Advance.

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Esta versão para iOS é o primeiro remake ‘de verdade’ do jogo, com gráficos 2D em HD, redesenhados pelo designer original do jogo, Kazuko Shibuya, e algumas belas ilustrações de Yoshitaka Amano nas janelas de diálogos. Os adicionais do Gameboy Advance também foram mantidos nessa versão.

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A parte engraçada é que o que possibilitou esse remake foi o malfadado Final Fantasy Dimensions. Isso mesmo, aquele que o Gordo fez um review bem azedo na App Store uns tempos atrás… Huahuahuauhauauha! O jogo, exclusivo para o iOS, trouxe uma nova engine otimizada para a tela touch screen. Por increça que parível, ela caiu como uma luva para o ‘Job System’ do FFV.

Final Fantasy V

Admito que assim como o gordo, tenho um pouco de preconceito com esse visual do ‘Dimensions’, parece uma coisa meio feito nas coxas, usando aquele programa RPG Maker. Mas, como sabia que FFV era um jogo bom, resolvi arriscar e pagar o salgado preço do jogo (USD 15,99!!!).

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O resultado? É óbvio que estou viciado nessa merda, e não consigo nem mais cagar ou dormir em paz! Claro, os gráficos ainda deixam aquela sensação que poderiam ter sido melhores, e a música, apesar de fantástica, poderia ter sido melhor remixada, ela ainda passa um pouco aquela impressão de 16 bits. Porém, a essência do jogo continua intacta, bem como sua dificuldade (foda PRACARALHO!).

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O sistema de ‘jobs’ ou ‘classes’ em RPGs mais tradicionais vai fazer você perder algumas horas subindo de níveis e customizando seus personagens, principalmente se você quiser encarar os chefes opcionais.

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Os jobs clássicos! Clique para ampliar, cabeção!

A história do jogo é bem simplista e piegas: a Square ainda estava insistindo naquela lenga-lenga de cristais, e guerreiros destinados a salvar o mundo e um feiticeiro maligno de complô pra destruir tudo, mas FFV já dava esboços de que queria muito mais: desde reviravoltas e mundos paralelos até a morte de um protagonista (!!!) no meio do jogo, o game já mostrava que estava à frente do seu tempo, e preparava terreno para a fantástica narrativa (uma das melhores até hoje no mundo dos games) que seria FFVI.

Enfim, talvez não concorde 100% com os salgadíssimos preços praticados pela Square-Enix, mas ao menos eles são honestos: você paga caro na entrada, mas não tem encheção de saco nem compras dentro do software. E, se for pensar que você vai gastar cerca de 30 horas visitando os 3 mundos de Final Fantasy V, o investimento até que vale a pena! Ainda não é AQUELE remake de FF de encher os olhos, mas é compra obrigatória para fãs da série. Contudo, se você não é fã de jRPGs ou é um gamer casual (que nem o Mamica, que só joga cagando), passe longe: a dificuldade do jogo pode chegar a ser até frustrante para os mais incautos!

Notas-40

  • Nhonho

    E já está confirmado! O FFVI vai sair pra IOS também! E em breve!

    • Opa!! Maravilha Nhonho!! Esse com certeza vou comprar tb! E desossar até zerar! (tudo bem que já zerei umas 20 vezes no super nintendo, mas enfim…)