Injustice: Gods Among Us – Review

Novo jogo de luta da DC ou apenas mais um ‘mod’ de Mortal Kombat?

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Fala proletariada! Com CNC voltando à vanguarda dos lançamentos do mundo dos games (#soquenao), preparamos um review quentinho, saído do forno, de Injustice, o novo jogo de porradaria entre heróis e vilões da DC comics.

A premissa é interessante: numa realidade paralela, o Coringa pregou uma ‘pegadinha do Mallandro’ no Superman, e fez com que ele matasse uma grávida Lois Lane e ainda de quebra ativasse uma bomba atômica que dizimou toda população de Metrópolis. Isso bagunçou com a cabeça do escoteirão, que virou ‘sangue nos zóio’, assumiu o controle da Terra, e passou a governá-la sob um regime autoritário e fascista. De quebra, ele ainda recrutou os antigos heróis para seu exército pessoal, que por medo ou por encheção de saco mesmo, cederam ao regime do Super.

Enquanto isso, na realidade conhecida, os heróis conseguem frustar o plano do palhaço, bobo, jóker em cima do laço, só que são por algum motivo transportado para realidade que o homem de aço governa com… hmmm… punhos de aço? Cabe então à galerinha do bem frustrar os planos de dominação global do Último Hitler de Krypton e Cia.

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Tudo bem, já vimos essa história antes, não é mesmo? Várias histórias em quadrinhos gostam de brincar com terras paralelas, inclusive ‘Terra 2’ da mesma DC comics tem um enredo bem parecido. Mas, para um jogo de luta, funciona e muito bem… afinal, justifica os uniformes alternativos, e um herói poder lutar contra ele mesmo.

Agora, por mais que meu lado nerd fale mais alto, e eu tenha zerado a campanha em aproximadamente 4 horas em um dia por estar envolvido com a história, sejamos realistas: Injustice não é um jogo ruim, mas está longe de ser aquela pérola que aparentava nos primeiros trailers.

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A jogabilidade foi praticamente chupinhada do Mortal Kombat, mas tentaram dar umas pinceladas para deixar mais dinâmica, a exemplo de um Marvel vs. Capcom 3 da vida. O resultado? Uma bosta. Jogabilidade travada e controles que não respondem com precisão, principalmente na hora de executar combos.

Os gráficos poderiam ter sido mais refinados, o visual do jogo parece com aqueles da geração passada: texturas, movimentos e tudo mais parecem bem datados.

No meio da jogatina (no modo campanha) ainda tem alguns sofríveis mini-games antes de algumas lutas, que nada mais são que os infames QTEs (sim, aquelas sequências de botões para você macetar seu joystick).

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Um dos grandes trunfos do game é a quantidade e variedade de personages, inclusives alguns ‘buchas’ que nunca apareceram como protagonistas de games do tipo antes: Asa Noturna, Ravena, Ares, Nevasca, Ciborgue e outros. Até Apocalipse (!) está presente! E o Apocalipse da Terra-1 ainda tem topetinho de Neymar, pra piorar. Mas no geral, o visual dos personagens foi bem caprichado, algo no meio do caminho entre os uniformes dos Novos 52 e um tom mais cinematográfico e realista (Christopher Nolan curtiu isso).

As músicas e dublagens estão sensacionais, e dão o climão ideal à trama. Inclusive, joguei a versão dublada em português, e os caras estão de parabéns, fizeram um ótimo trabalho (exceto pelo Aquaman ‘Prêmio Paulo Zulu de Atuação’ e o Bane com sotaque de mexicano – será que foi proposital ou simplesmente traduziram do espanhol e esqueceram dele?)

Destaque também para os cenários, extremamente interativos durante a luta: você pode fazer o batmóvel soltar um míssil em seu adversário no meio de uma luta na bat-caverna, ou levar uma bifa da Giganta no meio de Metrópolis sitiada, apenas para citar alguns exemplos.

Completa o quadro de pontos positivos a quantidade bem bacana de extras: sejam artes conceituais e estudos de personagens (um monte!), músicas, cenários e novas skins para personagens, tudo pode ser ‘comprado’ com pontos que você acumula jogando.

Enfim, Mortal Kombat 9, jogo do qual Injustice derivou é superior em todos os aspectos e já tem mais de 2 anos de idade. Mas, problemas à parte, o jogo ainda assim diverte: a variedade de personagens (alguns nunca vistos antes em games), cenários e interações variadas, bem como belos extras e artes conceituais fazem Injustice valer a pena para gamers que sejam fãs de quadrinhos.

Contras

(-) Jogabilide Travada
(-) Gráficos medonhos, quase um PS2
(-) Modo Campanha relativamente curto

Prós

(+) Visuais dos personagens
(+) Cenários interativos
(+) Boa quantidade de extras

Notas-30

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