Invasão à Casa Branca – Review

Duro de Matar na Casa Branca. Só que sem o ‘Yippie-kay-yey Motherfucker!’.

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Todo mundo que teve uma frutífera infância na década de 80 / início da década de 90 (como todos os gordos sebentos deste site) lembra com saudosismo da era de ouro dos grandes astros de filmes de ação: Sylvester Stallone, Cuck Norris, Arnold Schwarzenegger, Jean Cloude Van Damme, entre outros.

O gênero de ação caiu então num ostracismo que durou mais de uma década com uma ou outra produção pontual aqui ou ali. Eis que Stallas e sua turma resolveram ressucitar o gênero com a franquia ‘Os Mercenários’. Mas não é a mesma coisa.

A série iniciada por Stallas & cia. nada mais é que um arremedo, uma paródia canastrona do que efetivamente era o cinema de ação. Os filmes eram exagerados? Sim. Canastras? Mais ainda. Mas era tudo feito de uma maneira tão natural que não soava forçado, diferente dos filmes do Stallas.

Enfim, esse review não é para falar dos Mercenários, e sim do novo longa de Antoine Fuqua (Dia de Treinamento, Rei Arthur), Invasão à Casa Branca (Olympus Has Fallen, no original).

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O filme conta com um grande elenco, que já começa com o trio de protagonistas: Aaron Eckhart, Gerard Butler e Morgan Freeman interpretam, respectivamente, o presidente dos EUA, seu chefe de segurança e o porta-voz do Congresso.

Na trama, o agente Mike Banning (Butler) deixa o serviço ao Presidente após ser incapaz de salvar a Primeira Dama em um trágico acidente de carro. Alguns meses depois, Banning se vê frustrado com o trabalho de escritório, enquanto o presidente Asher (Eckhart) ainda está inconformado com a perda da esposa.

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Neste contexto, através de um elaborado plano durante uma visita do cônsul da Coréia do Sul, uma célula terrorista coreana (mais na moda impossível) invade e domina a Casa Branca, com o presidente, secretários, e ainda de quebra o cônsul coreano, todos dentro de um bunker impenetrável.

Aí adivinha só? Cabe ao intrépido agente Banning voltar à ação e salvar o dia! Todo o resto corre da forma mais clichezenta possível. O próprio vilão ‘Kang’ (Kang?! Sério?), um coreano terrorista, bombado e casca-grossa, mais clichê impossível.

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O roteiro do filme é mais furado que um queijo suíço, e algumas ações tomadas simplesmente não fazem sentido. Exemplo: o próprio filme diz que a Casa Branca é o edifício mais seguro do mundo, mas é tão facilmente tomada que chega a dar dó. Nem a pau que na vida real um avião conseguiria chegar tão perto sem ser abatido, como é mostrado na película.

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Ainda assim, o filme funciona. Mesmo com a história um tanto forçada, e mesmo Gerard Butler não
sendo tão carismático quanto o John McLane de Bruce Willis, Invasão à Casa Branca me lembrou de tempos mais inocentes do cinema, quando um filme de ação não passava disso: entretenimento puro.

Vale o ingresso.

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