Review de Love Hina #1 da JBC

Essa semana tive o prazer de reler pela enésmia vez Love Hina de Ken Akamtasu – que hoje é mais conhecido por Negima! – nessa onda de relançamentos que as editoras nacionais vem passando nos últimos tempos. Na crista da onda é a JBC com suas edições especiais.

love-hina-capa

Falando do material, como nessa nova linha de edições especiais da JBC, esse volume é em formato tankobon ao invés do famigerado meio-tanko nacional que não apenas duplicava o número de volumes totais ao dividir cada um dos japoneses como também era menor. Pra completar o pacote, agora são inclusos na edição papel offset, páginas coloridas (que na primeira edição necas) e aqueles comentários do autor que na primeira edição fala que finalmente tem um domínio de internet próprio. Por sorte a JBC explica que aquilo foi publicado em 1997 porque se até nós do Cocô na Cuia temos domínio né?

Agora, como toda boa promessa da JBC vem aquela de que é refeita a tradução e o adaptação pra língua portuguesa mas será que é verdade? Eu me livrei dos meus de 2005 porque eu tive uma fase onde eu não tinha mais tanto espaço em casa: eu me mudei com a esposa e por isso minha moradia diminui uns 70% de tamanho da casa dos meus pais.

A começar pela opção da JBC em não usar o sufixos japoneses -san, -kun, -chan etc. Entendo que seria necessário explicá-los quase que sempre dada a conotação que cada um pode dar* mas acho que todos podemos concordar que transformar Mulher-san para Senhorita Mulher só nos remete às dublagens de Rurouni Kenshin e o famoso Senhorita Kaoru do Kenshin. Quem gosta que se enforque num pé de couve.

Outras mudanças como mudar Urashima-senpai, que é um termo usado por (normalmente) por pessoas menos experientes ao se referirem aos mais experientes no mesmo local seja escola ou trabalho, para veterano Urashima ficaram muito boas na minha opinião. Admito que meu lado otaku adoraria ler -senpai ali mas depois de anos de amargura e o fato que eu sei que ali ela está falando -senpai já me deixa menos incomodado. Claro, se você ainda for um otaku raiz você vai se incomodar.

Óbvio que nem tudo são flores e apesar de concordar que a adaptação deve trazer o texto para algo mais contemporâneo e comum com o que alguém falaria no Brasil nada perdoa num quadrinho Keitarô falar Aff…

Aff véi... Foto de  celular lixo.
Aff véi… Foto de celular lixo.

Quanto à edição, assim como os outros mangás da JBC que são relançados eu tenho que tirar o chapéu por eles finalmente terem aprendido a tirar o texto original quando não há balões e colocá-los de maneira decente ao invés de recortar um quadrado branco por cima da imagem. Só quem viveu os anos 2000 de mangás no Brasil pra entender.

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A JBC também fez algo incomum e decidiu que ao invés de simplesmente utilizar a capa original de cada volume nas duas capas, incluiu na verdade as duas capas do primeiro lançamento que era outra imagem de Love Hina. Uma ideia bem simples que me agradou muito. Junto com o fato de não terem usado Comic Sans no título do mangá como fizeram em Sakura.

Vale a pena Mamica? Vale se você não tem as edições antigas; Vale se você gosta de colecionar algo em um formato melhor; E vale, principalmente, se como eu (e a Vânia, sua esposa) você tem um prazer indiscreto de reler certos mangás/quadrinhos a cada período de tempo e lembrar da sua infância.

Pra mim Love Hina tem um lugar especial porque foi o primeiro mangá que li depois que descobri o mundo dos mangás e animes e eu caçava cada capítulo em um site tailandês que tinha os scans traduzidos – bem porcamente.

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