Star Trek: The Game – Review

Um Mass Effect Tabajara e Mal Acabado.

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Quando anunciaram um game de Star Trek pegando embalo no lançamento do filme, fiquei preocupado: games baseados em filmes nunca são bons, salvo raríssimas exceções. Quando descobri que o jogo não era baseado no filme, e sim no universo de Star Trek como um todo, respirei um pouco mais aliviado. Afinal, tivemos alguns exemplos bem bacanas desse tipo de abordagem recentemente, como por exemplo os dois últimos games dos Transformers.

Resolvi dar ao game uma chance, ainda mais que ele prometia entregar uma experiência similar a Mass Effect, um dos meus preferidos na atualidade. Além de ME, o jogo ainda bebe muito da fonte de outros games bem conhecidos, tais como Army of Two, Gears of War, Halo e até uma pitadinha de Uncharted.

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Com uma mistura de ‘hits’ desse calibre, não tinha como Star Trek ser ruim, correto? ERRADO! Nem só de boas idéias sobrevive um jogo. A impressão que fica é que o game é um produto mal acabado, repleto de bugs e cujo potencial não foi bem explorado. A física é sofrível, a Inteligência Artificial assemelha-se à de uma porta e os bugs tornam a navegação vez ou outra virtualmente impossível.

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Os gráficos são medianos, salvo por um ou outro bom efeito de iluminação, e as expressões faciais (inclusive dos protagonistas) são extremamente limitadas: parece que estamos jogando um jogo do começo desta geração, e não do final.

Pontos positivos vão para a história, assinada pela mesma roteirista de God of War (blé), a trilha sonora fantástica e extremamente cinematográfica, que realmente dá o clima. A dublagem é outro grande trunfo do game: os atores Chris Pine (Kirk) e Zachary Quinto (Spock) emprestam suas vozes aos personagens, coisa rara de acontecer nestes games.

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Outro grande ponto a favor é a possibilidade de jogar a campanha de modo cooperativo a la Army of Two, com um jogador controlando Kirk e outro Spock. Isso é bem interessante, visto que nenhum dos Mass Effects da vida apresentava algo parecido.

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O game até vale pela curiosida para pessoas que (como eu) ficaram com um gostinho de ‘quero mais’ após o ótimo filme Além da Escuridão (Review AQUI), até porque a história, muito bem escrita, honra a mitologia de Star Trek (embora todo o resto da produção não).

O jeito é esperar o game baratear e aparecer num balaio de promoção. Ou pelo menos torcer para que a produtora Digital Extreme lance um patch para corrigir pelo menos parte dos problemas supracitados. É uma tremenda franquia, e o game tinha um TREMENDO potencial. É uma pena.