Emmys 2013 – Cobertura gordurosa dos prêmios pelo CnC

EMMYS2013

O Cocô na Cuia acompanhou e comentou em tempo real no Facebook na noite desse domingo, dia 22 de Setembro de 2013, a transmissão do Emmy Awards 2013, direto do Nokia Theater em Los Angeles … mas enfim, que site ou blog de entretenimento furreba não fez o mesmo, não é mesmo?

Foi uma noite de premiações equilibradas, algumas boas escolhas, injustiças reparadas e outras novas criadas, tudo de acordo com a opinião hipsterizada do Gordo, claro, portanto não espere por imparcialidade nessa narrativa.

Presenciamos um desfile de estrelas de primeira grandeza do cinema, algumas boas apresentações surpresas e um evento, hoje, mais divertido de se acompanhar do que o próprio Oscar, apesar do tom modorrento e tedioso já esperado em eventos como esse.

O Emmy 2013 mostrou sua relevância nesse momento que alguns chamam de “A nova era de ouro da TV”. O fato dos prêmios terem sido pulverizados entre várias e distintas séries demonstra bem a variedade e quantidade de bons shows que a TV norte-americana vem produzindo nos últimos anos e que tem servido para atrair talentos cada vez maiores que deixam a indústria engessada do cinema para buscar suas aspirações artísticas em produtos que até pouco tempo atrás eram classificados em sua maioria como medíocres.

A edição desse ano foi novamente conduzida pela batuta de Barney de “How I met yout mother“, ou melhor, Neil Patrick Harris, que atuou, cantou (mal) e dançou, como sempre.

 Os principais prêmios

NurseJackieZoey

A primeira vencedora da noite é uma das gordas favoritas do Gordo, azarão na corrida pelo prêmio de melhor atriz coadjuvante em comédias, Merritt Wever, a Zoey Barkow do seriado “Nurse Jackie“, que desbancou pesos pesados como Sofia Vergara e Julie Bowen de “Modern Family” e de quebra trouxe um dos momentos mais memoráveis da noite com seu discurso, por assim dizer, sucinto! Confere aí:


Buster

Tony Hale, por Gary Walsh de “Veep” e o eterno Buster de “Arrested Development” ganhou, mais do que merecidamente como ator coadjuvante de comédia, até por que o elenco quase completo de “Modern Family” que disputava o prêmio com o cara já havia ganho tudo que podia nos anos anteriores. Veep

Escolha conservadora, “Eléine“… quer dizer, Julia Louis Dreyfus levou o prêmio de melhor atriz de comédia pelo papel da Vice-Presidente dos Estados Unidos em “Veep“. Segundo prêmio da noite para o show e segundo Emmy de Julia por “Veep”, e o quarto da carreira, tendo já ganho um por seu papel em “Seinfeld” e um por “The New Adventures of Old Christine“.

Homeland

O vencedor de melhor roteirista de série dramática, um dos prêmios mais importantes da noite na opinião do CnC (só do Gordo), é o recentemente falecido Henry Bromell, autor do quinto episódio da segunda temporada e o mais fantástico de “Homeland” em 2012, “Q&A“, onde o protagonista Brody é finalmente capturado por Carrie e após ser submetido a uma longa sessão de tortura psicológica é convencido a mudar de lado e trabalhar para a CIA, um episódio com ares de “Series Finale”. Foi interessante ver esse trabalho sendo o preferido entre uma disputa árdua com grandes momentos de 2012 e 2013 como o episódio “The Rains of Castamere” de “Game of Thrones” ou mesmo “Dead Freight“, um dos mais alucinantes de “Breaking Bad” na primeira fase da primeira temporada.

Sheldon

Jim Parsons, o Sheldon de “The Big Bang Theory” foi escolhido o melhor ator de comédia do ano? What a shock!!! #soQueNao! O cara é bom pra caramba, todos concordam, mas 3 vezes (quase) seguidas pelo mesmo papel? “Tomá” no toba!!!

BobbyCanevale

Bobby Cannavale se firmou como um grande ator nesses últimos dois anos como o Dr. Michael Cruz no quarto ano de “Nurse Jackie“, pelo qual fora indicado como melhor ator coadjuvante de comédia no Emmy passado e em 2012 como Gyp Rosetti, antagonista do Nucky Thompson do fantástico Steve Buscemi no terceiro ano de Boardwalk Empire. Realmente mereceu o prêmio de melhor ator coadjuvante em série dramática desse ano, conseguindo furar o olho de Aaron Paul, o Jesse Pinkman de “Breaking Bad“, Peter Dinklage de “Game of Thrones” e outras feras.

AnnaGunn

Anna Gunn finalmente foi mais do que merecidamente reconhecida, ainda que como atriz “coadjuvante” de drama e não como principal. Ela tem sido responsável por muitos dos pontos altos de “Breaking Bad“. A trajetória de decadência, redenção e corrupção de Skyllar Lane é um arco tão poderoso dentro do show quando o do próprio “Walter White” e Anna conseguiu dosar sua atuação de tal modo que a personagem, que tinha tudo pra ser insuportável e odiada pelo público nas mãos de uma atriz mediana termina sua jornada como um dos grandes destaques dos cinco anos da melhor série de todos os tempos até hoje. House of Cards

Melhor diretor de série dramática, David Fincher levou pelo episódio #1 de “House of Cards“. É uma direção correta, a série é muito boa como um todo, mas não é comparável aos seus trabalhos do cinema ou mesmo aos de outros competidores da categoria como o próprio Tim Van Patten de “Boardwalk Empire“, que dirigiu vários episódios artisticamente mais relevantes em todas as temporadas dessa série.

Newsroom

Decepção mór do Emmy 2013, Jeff Daniels foi escolhido como melhor ator principal de série dramática. Primeiro erro consiste no fato de que “Newsroom” da HBO é tão furada e forçada que devia ser categorizada como comédia e não drama. Segundo que o nível de atuação dele não se equipara ao das outras feras como Bryan Cranston (que mais do que merecia levar esse ano por “Breaking Bad“), Kevin Spacey, o Francis Underwood de “House of Cards” ou mesmo Damian Lewis como Nicholas Brody de “Homeland“, que já havia ganho o prêmio no ano anterior.

Liberace

Michael Douglas levou o prêmio de melhor ator em minissérie ou filme feito pra TV por sua interpretação de Liberace em “Behind the Candelabra“, dirigido por Steven Soderbergh, que também faturou como melhor diretor na mesma categoria. É importante notar que os concorrentes nessa categoria eram Matt Damon, Benedict Cumberbatch e Al Pacino. Atores do primeiro escalão do cinema, o que só enfatiza a relevância que as séries de TV vem ganhando perante a sétima arte.

modern

“Modern Family” leva pela quarta vez o prêmio de melhor série cômica. Todo o respeito aos demais competidores, mas essa é de longe a comédia mais regularmente boa dos últimos anos e dá um banho em todos os seus concorrentes em todos os aspectos.

BB

E finalmente, a maior injustiça dos Emmys foi reparada.”Breaking Bad” fatura seu primeiro grande prêmio de melhor série dramática, fechando com chave de ouro seu ciclo de 5 temporadas de sucesso e alto padrão de qualidade. BrBa deixou marcas profundas na forma com que as séries de TV são escritas e dirigidas, trazendo arte e densidade de roteiro em níveis nunca vistos. Bryan Cranston e companhia vão deixar saudades.

Nada melhor para finalizar esse artigo com o ponto alto da noite, uma mega apresentação de dança preparada pelo corpo de coreógrafos de programas como “Dancing with the Stars” e “So you think you can dance”, homenageando os principais concorrentes da noite. Performances ao som de aberturas e temas de séries como “Game of Thrones”, “Mad Men”, “Boardwalk Empire”, “American Horror Story” e “Breaking Bad” mixados com “Get Lucky”, hit mais recente da dupla francesa “Daft Punk”. Corra até o minuto 2:00 se quiser assistir somente à coreografia.