R.I.P.D. – Review

Um M.I.B. do Além!

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Meu Deus! Que original! Ninguem nunca fez isso antes (Hellboy manda lembranças)

R.I.P.D. (Rest in Peace Department – trocadilho infame) é baseado na HQ homônima – e sem criatividade – da Dark Horse Comics. O roteiro é basicamente uma chupinhação descarada (quem nunca?) de M.I.B., Hellboy e quem sabe até vagamente (ênfase no vagamente) um Hellblazer.

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Nick Walker (Ryan Reynolds, inexpressivo como sempre) é um policial honesto que cai na tentação de roubar algumas peças de ouro em uma de suas batidas policiais. Coagido por seu parceiro, Bobby Hayes (um canastríssimo Kevin Bacon) Walker embolsa parte do ouro pensando em um futuro melhor para si mesmo e sua esposa.

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Como ele é um bom rapaz, tem uma crise de consciência e fala para Hayes. Hayes, como bom vilão (sim, Kevin Bacon sempre é o vilão nos filmes), trai Walker e o mata a sangue-frio. O Lanterna-Pool vai então parar no Paraíso, onde é recrutado para o R.I.P.D., força  formada por policiais mortos para resolver os problemas do além (sim, é só trocar os alienígenas vivendo entre nós do MIB por mortos-vivos que você já tem a idéia).

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Ele é apresentado ao seu novo parceiro, Roy Pulsipher (Jeff Bridges, novamente bem confortável no papel de cowboy) e juntos formam uma dupla do barulho que vão aprontar 1001 confusões enquanto caçam os mortos muito loucos em ritmo de azaração total.

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Ah, mas olha só que coincidência: Bobby, ex-parceiro de Nick é na verdade o chefão dos mortos-vivos disfarçado, e as peças de ouro que ele roubou na verdade são pedaços de um artefato chamado Cetro de Jericó (ou um treco assim), capaz de trazer todos os mortos-vivos de volta à terra. Cabe aos nossos heróis salvar o mundo da catástrofe (apesar deles terem feito a  cagada em primeiro lugar, óbvio).

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Detalhe que, enquanto estão na Terra a serviço, Nick e Roy não mantém suas aparências originais (afinal, eles já morreram dããã!), então eles assumem novas identidades: Nick é um chinezinho velho de chapéu e Roy é uma baita loirassa gostosona. Essa peculiaridade, aliás, rende os melhores momentos de humor da história.

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“Fleeze mathafucka!”

É óbvio que R.I.P.D. é um acúmulo de clichês e uma merda sem tamanho como filme. Mas sabe que mesmo assim ele cumpre o papel de divertir? Sabe aquele prazer culpado, que você sabe que está consumindo merda, mas mesmo assim está adorando, por mais que não admita? Então…

Pessoalmente (pelas críticas negativas do Omeleca e de alguns outros colegas meus – abraço Garré!) esperava que o filme fosse muito pior. Acho que ele foi bastante injustiçado pela crítica, afinal, os estúdios de Hollywood tem mesmo que começar a se preocupar com o que vai passar na Sessão da Tarde daqui a uns 10 anos.  Huahuahuahuahuahua!

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