Bound by Flame – Review

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Bound by Flame é o novo RPG da Spiders (quem?) juntamente com a Focus Home Interactive e lançado para Windows, Playstation 4, Playstation 3 e Xbox 360.

A Spiders é uma produtora independente, que até então só havia lançado jogos direto para Steam / Live / PSN, entre eles Mars: War Logs (excelente, por sinal). A produtora carecia de um título AAA, que culminou com o lançamento de Bound by Flame, projeto mais ambicioso da produtora até o momento.

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Antes de continuar o review, algumas considerações: o jogo foi MASSACRADO pela crítica, o que o fez cair num ostracismo quase instantâneo. Mas Bound by Flame não é um jogo ruim, pelo contrário. Ele, assim como (seu antecessor espiritual) Mars: Wars Log, é um ótimo RPG de ação, extremamente desafiador e divertido. Não é o melhor jogo do mundo? Óbvio que não: o game conta com diversos bugs, falhas de jogabilidade e partes com pouco refino, principalmente próximo do final do jogo.

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Mas vamos ao que interessa: o enredo do jogo se passa em uma época medieval fantasiosa e clichezenta até dizer chega, em que a terra é devastada pelos Sete “Ice Lords” e seus exércitos de mortos-vivos (Game of Thrones, alguém?). Neste mundo do barulho, você comanda um mercenário conhecido simplesmente como Vulcan (se bem que você pode mudar o nome do tião), que lá pelas tantas é possuído por um demônio pra lá de malvado. Aparentemente, o tinhoso não está muito feliz em estar aprisionado dentro do herói, e a todo momento tenta dominar a humanidade do seu personagem.

bound_by_flame-04E isso que é a força-motriz das escolhas morais do jogo: a exemplo de sucessos já consagrados, como Fable e Mass Effect, aqui sua aparência é diretamente afetada por suas escolhas e ações. Se você for bonzinho, fica com cara de herói; Se for malvadinho, você fica com cara de Exu Caveira, Chifrudo, Tinhoso, Pé Preto, Coisa Ruim, etc.

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Cada personagem reagem de uma maneira diferente também, muitos abandonarão o herói se ele seguir por caminho A ou B, e alguns poderão até ser tornar inimigos! Essa diversidade faz com que Bound by Flame tenha um bom valor de replay. O jogo não ser muito extenso (não necessariamente uma qualidade em um RPG) também contribui para isso.

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O sistema de batalhas foge um pouco do tradicional “hack’n slash” do gênero, o que é ótimo, e também extremamente desafiador: o segredo está no equilíbrio entre as três classes disponíveis (Fighter / Ranger / Pyromancer) que você pode evoluir simultaneamente. E a chave do seu sucesso está justamente em consruir um personagem balanceado. Aqui, não basta apenas atacar: você precisa usar conjunto de ‘parry’ (bloqueio), ‘riposte’ (esquiva), ou até mesmo dar uma bicuda no adversário para quebrar sua defesa.

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Outro ponto forte é a trilha sonora. Além de muito bem orquestrada, conta com vocais em certos momentos, principalmente no climax da história

A parte de customização de equipamentos, que é uma tecla que batem forte no trailer do game (confira abaixo), é bem legal, dá pra personalizar bastante seu herói tanto em aparência como em poderes, mas poderia ter sido desenvolvida melhor.

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O grande problema de Bound by Flame é que o próprio jogo se subestima. Ele ainda possui aquele climinha “bairrista”, de jogo feito dentro de uma garagem por meia dúzia de nerds pançudos. Você não pode voltar à lugares já visitados quando você muda de capítulo, por exemplo. A história tinha potencial, mas é apressada e compromete o desenvolvimento dos personagens, principalmente no final. 

Enfim, não é o RPG da next-gen que todos estavam esperando, mas não dá para deixar de dar o crédito para Spiders pela iniciativa. Se você é fã de RPGs como eu, vale uma conferida. Mas não pagar quase 60 dólares por ele como um título AAA. Vale esperar pelo balaio de promoção.

Prós:

(+) Sistema de combate dinâmico e desafiador;

(+) Evolução simultânea de classes;

(+) Trilha Sonora foda.

Contras:

(-) História apressada;

(-) Faltou refino;

(-) Muito curto.

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