Assassin’s Creed Rogue – Review

Admito que quando AC: Rogue foi anunciado, fiquei com o pé atrás. Ainda mais que o jogo foi anunciado junto com AC: Unity, o primeiro exclusivamente da nova geração. Me cheirava a um baita caça-níquel só pra não perder a base de fãs do game que ainda não possuem um PS4 ou um Xone, lançando um novo game que poderia muito bem ser lançado como um DLC, apenas pra cumprir calendário.

Felizmente eu estava enganado. Se por um lado, AC: Unity está sofrendo severamente com as críticas pelos vários bugs inerentes de uma engine completamente nova, AC: Rogue usa uma fórmula já consagrada que só precisou de leves pinceladas.

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A História

O jogo conta a história de Shay Patrick Cormac, um assassino relativamente desconhecido do século XVIII, que se revoltou contra o Credo e se tornou um templário. Mas será que Shay é mesmo um “ilustre desconhecido”, ou tem algo a mais por aí? Hmmmm…

A idéia de um templário com as habilidades de um assassino já foi tocada (ainda que bem de leve) na introdução de AC III, com Haytham Kenway. Mas o que era apenas uma introdução, aqui é o ponto focal da trama.

O game se passa no período entre AC IV e AC III (lembrando que Edward, o protagonista do IV, é o avô de Connor do III), e serve de ponto de ligação entre as histórias. Fãs conseguirão identificar vários personagens e cenários conhecidos logo nos primeiro minutos de jogatina.

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Jogabilidade

A jogabilidade é aquela velha conhecida dos fãs. Os controles mudaram pouquíssima coisa (pra não dizer nada) em relação ao IV. Alguns aspectos foram melhorados, como a navegação por mar (agora não é mais preciso descer do navio pra coletar os Animus shards – graças a Deus).

Como a história do jogo se passa no norte dos EUA e no Canadá (ambientado na época da Guerra dos 7 anos), agora nadar em águas congeladas também tem seu preço: se demorar demais você pode morrer congelado.

O mundo também é enorme, repleto de ilhas e localidades para explorar. Queimei minha língua ao afirmar que o jogo seria um DLC de luxo.

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Gráficos

Acho que a grande interrogação quando falamos de um game para uma geração “passada” é a parte gráfica. Normalmente tratada com desmazelo nos consoles antigos (principalmente se for um jogo multiplataforma), mas não aqui. AC: Rogue faz um excelente trabalho em tirar leite de pedra e levar a sétima geração de video-games ao seu extremo.

Modelos de personagens, navios e cenários são extremamente caprichados, infelizmente são permeados por poligonos serrilhados, herança de uma geração não tão “possante” quanto a atual. Mas nada que comprometa a experiência final.

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Veredito

AC: Rogue definitivamente é um jogo que DEVE ser jogado por qualquer fã da franquia, e uma brisa fresca para todos que ainda não desistiram (pelo menos não completamente) da antiga geração.

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