Meus primeios dias com o Wii U

Em menos de um mês é aniversário do Super-Mamis de 30 anos e por isso, minha digníssima esposa (poisé, quem diria?) me deu um Wii U de aniversário. Lembra desse texto onde eu nem o coloquei como uma alternativa? Poisé. Foi adquirida a versão Deluxe (…) que vem com “2” jogos: New Super Mario Bros. Wii U e New Super Luigi U. Por que “2”? Porque o Luigi é um DLC do primeiro então né?

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A parte que me deixou empolgado nisso e que já veio um cabo HDMI com o console. Eu devo ter uns 2 cabos sobrando em casa ainda mas me indigna comprar um console que faz 1080p e não vem com cabo (PS3 dos infernos!). Aí vem também todas as outras porcarias de sempre que whatever porque eu não tô fazendo review da caixa. Na dúvida procura aí no Google.

Vamos começar tirando o bode da sala?

Mamis, esse console já não tá morto?

Defina morto. Seria no mínimo uma cretinice da minha parte dizer que o Wii U é o console mais garantido dessa geração. As vendas vão mal, a lista de jogos disponíveis vai mal e a lista de jogos pra sair não vai muito bem. Isso significa que o console tá morto?

Não.

Wii U na minha visão sofre do mal de ser o pós-Wii. O Wii foi aquele console que lançou toda aquela zuera de controle de movimentos, sensores adicionais e tudo mais que foi o hype de vendas do Wii mas aí a galera viu que acabou tudo. Com Wii U agora levando a má-fama do Wii não é de se espantar que as pessoas achem que ele já esteja morto.

Se tem algo que a Big N já provou é que suas IPs conseguem alavancar vendas suficientes para manter um console vivo pelo tempo necessário para o próximo grande lançamento.

 … e como é?

O Gamepad é a coisa que eu mais tinha preconceito no Wii U. Também pudera, é a porra dum tablet mais gordo e mais pesado. Qual foi minha surpresa ao descobrir que (1) ele não é tão pesado e (2) ele é realmente confortável para jogar. Configurar o console via Gamepad e outras partes também faz bastante sentido no dia de hoje onde a grande maioria da população tem celulares com tela de toque e/ou tablets.

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Ponto fraco? Vários.

O primeiro deles é que a porcaria da tela é resistiva ao invés de capacitiva. Explico: ao invés de só encostar o dedo você tem que dar um pouco de força pra ele registrar – não é o fim do mundo mas significa que a tela vai riscar mais rápido dado que ela pede um pouco de força.

O segundo é que essa merda de tela tem que ficar ligada o tempo todo enquanto você usa o Gamepad como controle – no meu caso como é o único significa que eu vejo na TV a mesma porra do que tá no Gamepad enquanto jogo o Mario. Porém isso também é bom porque posso jogar Wii U na cama dependendo do jogo (leia-se: cagando).

Vale a pena?

Parafraseano o Gordo numa das conversas do CNC, a Nintendo “ainda é a melhor no quesito diversão em galera” e eu defendo que o Wii U não é um console de “imersão”.

Ao meu ver, os jogos são mais leves, até mesmo casuais, de modo que você pode sentar na sala, jogar 30min e ter tido uma boa experiência de jogo. Compare isso com os jogos de PS4/XOne onde 30min em um jogo como Watchdogs significa que você simplesmente saiu do ponto A até B antes de iniciar a missão.

No mundo de hoje onde a grande maioria de nós sustena essa síndrome de apenas um console quando criança e quer ter todos, um console onde os jogos tem uma tendência a “exigir” menos do seu tempo é ótimo.

Agora me dá licença que eu preciso comprar mais jogos! o/

sixty-foour